Anhanguera e Kroton fazem aditivo a acordo de associação

08/05/2014 - As companhias concordam em ajustar a relação de troca para incorporação de ações, com a atribuição de 0,30970293 ação de Kroton para cada de Anhanguera São Paulo - A fusão pretendida de Anhanguera e Kroton, em avaliação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ganhou novos contornos. Nesta quarta-feira, 7, as companhias informaram alteração na relação de troca para a operação. Um aditivo ao acordo de associação, inicialmente firmado em 20 de abril de 2013, estabelece que as companhias de educação concordam em ajustar a relação de troca para incorporação de ações da Anhanguera pela Kroton, com a atribuição de 0,30970293 ação de Kroton para cada de Anhanguera, caso aprovada em assembleias gerais. No documento original, a previsão era de 1,36428904 ON da Kroton para cada ON de Anhanguera. Também era previsto que a composição da nova companhia seria aproximadamente 42,52% da Anhanguera e 57,48% da Kroton. No fato relevante divulgado há pouco, essas participações são de 33,5% e 66,5%, respectivamente. Outra novidade é que além do dividendo mínimo obrigatório previsto a Kroton poderá distribuir para os seus acionistas como dividendos, antes ou simultaneamente à consumação da incorporação de ações, até 100% do lucro líquido apurado e distribuível "até o primeiro trimestre de 2014, limitado ao valor total de R$ 483 milhões", conforme o documento. Após a consumação da incorporação de ações, o controle das companhias será mantido disperso. Para fins da incorporação de ações da Anhanguera, serão emitidas 135.362.103 ações da Kroton para os acionistas da Anhanguera, observando a nova relação de troca acima indicada. Originalmente, essa emissão de novas ações era de 198.763.627 ON da Kroton. No aditivo ao acordo, as companhias também concordaram em assumir obrigação de não fazer, propor ou efetivar qualquer medida ou oferta de aquisição não solicitada ou que possa ser considerada hostil por três anos, caso a incorporação de ações não seja aprovada pela assembleia geral de uma das companhias, sob pena de multa. "A restrição para a realização de uma Oferta Hostil se aplicará somente em relação à Companhia cuja assembleia geral tenha rejeitado a proposta de incorporação de ações", explica o documento. Os assessores do aditivo foram Itaú BBA por parte da Anhanguera e BTG pelo lado da Kroton. As empresas informam que continuam buscando uma solução negociada junto ao Tribunal do Cade, "que inclua remédios para as preocupações concorrenciais identificadas em relação à oferta de ensino superior na modalidade presencial, bem como no que diz respeito à oferta de ensino superior à distância, tudo com vistas a obter a aprovação do Acordo de Associação dentro do prazo legal." Luana Pavani, do Estadão
Fonte: EXAME.com


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