O que Odebrecht vai fazer com os estádios depois da Copa?

07/05/2014 - Operadora é dona dos direitos de administração do Maracanã, da Arena Fonte Nova e da Arena Pernambuco São Paulo – Que a Copa do Mundo trará milhares de turistas às cidades brasileiras e, principalmente, a seus novos estádios, já se sabe. Mas e depois? O que será feito dessas enormes – e custosas – construções para que façam valer o investimento? Nos estádios que foram construídos por meio de parcerias público-privadas, as empresas que arcaram com os custos precisam se virar para recuperar os gastos, principalmente em cidades onde o futebol não é tão forte. A Odebrecht Properties já traçou seus planos, por exemplo, para a Arena Fonte Nova, em Salvador. Apesar de possuir dois times na série A do campeonato Brasileiro, o esporte na Bahia não atrai um público do tamanho do que frequenta estádios no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e São Paulo. Nos campeonatos estaduais deste ano, o Paulista teve a maior média de público: 5.675 pessoas, com base no público pagante divulgado pelos estádios. O campeonato mineiro teve média de 4.257 pessoas, o carioca de 2.813 pessoas e o baiano, de 2.613 pessoas. Assim, a companhia teve de encontrar outros meios para lucrar. Por 10 milhões de reais ao ano por 10 anos, a Odebrecht cedeu os direitos de nomeação do estádio à Itaipava. A arena se chama, agora, Itaipava Fonte Nova. Além disso, a Arena está disponível para eventos de todos os portes, seja aniversários infantis, casamentos ou shows internacionais. A Fonte Nova também já negocia sediar o UFC e uma meia-maratona. Em 12 meses de funcionamento, a Arena abrigou 800 mil torcedores e mais de 160 mil pessoas em eventos não relacionados ao esporte em questão. A ideia, para os próximos anos, é que o número de frequentadores não ligados ao futebol se aproxime mais do número de torcedores, que também deve crescer. Maracanã e Pernambuco A Odebrecht também é dona dos direitos de administração do Maracanã, no Rio de Janeiro, e da Itaipava Arena Pernambuco. A busca por outros eventos que não o futebol também será prática nos dois estádios, como shows, eventos, feiras comerciais e atrações para a família inteira em dias de jogos. A operadora não pode, porém, lucrar com o preço dos ingressos cobrados por jogo. Quem decide os valores para cada partida são os clubes mandantes de cada partida e a companhia não pode interferir. * Julia Carvalho
Fonte: EXAME.com


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