EDITORIAL - Desafio sem solução

07/05/2014 - A GRANDE imprensa vem mostrando com insistência os graves problemas da educação brasileira, que vão da falta de infraestrutura à qualificação profissional e a má gestão do dinheiro público. Tais constatações colocam o país nos últimos lugares no ranking da educação no mundo, indicando que o progresso e o desenvolvimento nacional estão em desvantagem no planeta. Sem educação de qualidade é impossível avançar. EMBORA o governo brasileiro venha contestando os índices de desenvolvimento humano, principalmente o da educação, que não evoluiu muito de acordo com as pesquisas da ONU realizadas em 172 países, no conhecido IDH, a educação no Brasil ainda continua decepcionando. Prova disso tem sido o esforço do governo federal em dar prioridade ao assunto com base nos índices que são apurados com frequência. ESTUDO do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgado na semana passada mostrou que o Brasil registrou no ano passado a maior taxa de reprovação no ensino médio desde 1999. De todos os alunos matriculados em um dos três anos do ensino médio, 13,1% repetiram a série feita no ano anterior. No Estado do Rio foram 18,5% os que não lograram a aprovação. EM FRIBURGO, uma das promessas do prefeito Rogério Cabral era com a educação e, durante sua campanha eleitoral, prometia uma mudança no ensino friburguense com diversas medidas, dentre alas a criação de turno único para os alunos da rede pública. Até hoje, infelizmente, o assunto não evoluiu. O DESAFIO para atingir as metas propostas permanece inalterado quase três anos depois de sua posse e dos governos que o antecederam. O governo tem limitações financeiras para concretizar este sonho e, além disso, precisa construir novas escolas que comportem a presença permanente do aluno no local, com toda a infraestrutura necessária. APRIMORAR o quadro de professores também é outro desafio para responder a esta exigência. A recente greve do magistério foi mais uma prova das deficiências. Quase sempre recebendo salários irrisórios, além de enfrentar toda a sorte de dificuldades estruturais, de aprendizado e especialização, além de material, o professor não poderá ficar ausente da discussão, oferecendo novos caminhos para a sua qualificação e consequente valorização. AS MEDIDAS propostas pelos governos continuam válidas neste ano de sucessão presidencial, principalmente quando o assunto é prioritário como a educação. Assim como a Saúde, o ensino friburguense depende de investimentos para a sua melhoria e a obtenção de recursos só será possível com a articulação política do governo municipal em todas as esferas. Um desafio do prefeito que permanece sem solução.
Fonte: A Voz da Serra


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