Dinheiro educado

18/01/2014 - A escola é o lugar para ensinar modos práticos e éticos de lidar com o "vil metal"? "Educar para a vida", escreveu o pedagogo espanhol José Sacristán, "é educar para um mundo em que nada nos é alheio." Cada hora dentro de uma escola ou faculdade deveria apoiar-se nessa convicção. A grande tarefa é educar para o conhecimento e para a participação de tudo o que nos toca na vida. E tudo nos toca! Entre os inúmeros temas cotidianos, prementes, um deles nos preocupa o tempo todo: o uso do dinheiro. Aprender a lidar com ele (e saber lidar com a sua escassez...) é tão importante quanto aprender os meandros de uma ciência ou familiarizar-se com os segredos de uma arte que serão a chave de nosso crescimento profissional. Nos últimos tempos aumentaram as discussões em torno da educação financeira para adultos, jovens e crianças. Basta uma visita às livrarias para constatar o interesse de editoras e leitores. Livros sobre terapia financeira, sobre formas de livrar-se das dívidas, sobre enriquecimento e investimentos vão ocupando espaço no meio dos livros de autoajuda, emagrecimento, sexualidade e religião. Dinheiro como objeto de leituras educadoras. Gabriel Perissé*
Fonte: Revista Educação


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