Secretarias selecionam até maio membros do Parlamento Juvenil

15/04/2014 - Mercosul - “Participar do Parlamento Juvenil do Mercosul foi uma oportunidade única, de guinada na minha vida, na minha construção como cidadão e na minha identidade latino-americana.” Bruno Moreno Correia tinha 16 anos e cursava o segundo ano do ensino médio no Colégio Estadual David Mendes Pereira, situado no centro de Salvador, quando se candidatou a uma vaga para representar a Bahia no Parlamento Juvenil Mercosul 2012-2014. Essa é a terceira seleção para o Parlamento Juvenil Mercosul, formado por estudantes do ensino médio dos países que integram o bloco: Argentina, Brasil, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Venezuela, além de Bolívia e Colômbia, países associados. O foco é a formação política e cidadã da juventude. Nas escolas estaduais, os estudantes escolhem seus representantes locais. As secretarias de educação organizam a seleção de três estudantes de cada estado e do Distrito Federal. Na etapa nacional, prevista para início de junho, em Vitória, os jovens elegerão entre si um representante de cada unidade federativa. O primeiro encontro deste biênio deve acontecer na segunda quinzena deste ano, em Buenos Aires, Argentina. As inscrições estaduais para o biênio 2014-16 estão começando nas escolas públicas de ensino médio. Quem quiser se candidatar, deve buscar informações com professores da escola. As secretarias estaduais de Educação têm prazo até 15 de maio para enviar três nomes de candidatos para a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. A SEB orientou que as candidaturas e debates devam ocorrer com o número máximo de alunos em encontros de no mínimo quatro horas de duração. Bruno quer animar a seleção baiana. “Entrei em contato com a direção da escola, quero contar sobre a minha experiência.” Aos 18 anos, ele cursa o primeiro ano de jornalismo e está cumprindo dois estágios em assessorias de imprensa. “Trabalho desde os 15 anos e já estou estagiando graças aos relacionamentos que fiz como parlamentar juvenil do Mercosul. Conheci muita gente, aprendi a participar, a debater, argumentar e me colocar em diferentes situações”, relatou. O universitário se diz entusiasta da identidade latino-americana, acredita que a integração dos países do bloco – Argentina, Brasil, Colômbia, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Venezuela – na área social, pode representar uma grande troca de experiências para a construção de uma região mais fraterna e igualitária. “Tomei conhecimento de experiências fantásticas na Colômbia, no Uruguai. Fiz muitas amizades, quero continuar mantendo contato com os parlamentares que conheci”, ressaltou. Criado pelos avós paternos desde a primeira infância, Bruno contou que já cantava vitória em casa quando fora eleito na escola. Disse que ia viajar, conhecer outros países, representar o Brasil. Os avós, que segundo o neto, sequer sonharam tal façanha, ficaram animados, mas receosos de estimular um desejo talvez impossível, pois a humilde família não tinha histórico dessas conquistas. Hoje ele é motivo de orgulho e afirma que a família é a base de tudo. “A participação da família no estímulo aos estudos é importantíssima. Durante os debates dos encontros do parlamento concluímos que a família é fundamental na escola; não basta matricular, exigir presença, a família tem que participar”, defende. Ele observou ainda, que sua escola, embora de qualidade, tinha histórico de ser localizada em área violenta da capital do estado. “Sou vitorioso porque sempre tive apoio da família”, garante. Bruno conta que foi eleito em primeiro lugar entre os 79 candidatos da etapa nacional. Questionado sobre a vontade de seguir carreira política, responde sem pestanejar que sim. Solicitado a tecer as qualidades de um político, ele afirma que é preciso estar sempre atento à defesa da sociedade, estar em contato com as pessoas. Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC


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