Quer estudar fora do país? O Canadá quer você

29/03/2014 - Que jovem não planeja estudar fora do país? Os brasileiros, pelo menos, suprem este plano há algum tempo. Em 2009, o Brasil já era o sétimo maior exportador de intercambistas do mundo, segundo o último relatório da Association of Language Travel Organisations. Apesar disso, o receio de sofrer preconceito ou ter dificuldades para se adaptar em outras nações ainda são questões frequentes. O Canadá está fora desta corrente de exclusão. Pelo contrário, o país incentiva a imigração e traz novas regras para o processo. Tais incentivos acontecem porque o país conta com uma densidade demográfica baixa devido à extensão do seu território, o segundo maior do planeta, mas apenas 3,5 habitantes por quilômetro quadrado. A partir de 1º de junho, para conseguir um visto canadense com direito a trabalho, o estrangeiro precisará estar matriculado em uma instituição de graduação ou pós-graduação, pois as escolas de idiomas não terão mais autorização para oferecer este tipo de intercâmbio. O que parece dificultar o processo inicial, na verdade, traz benefícios futuros. Alunos que já estejam cursando o Ensino Médio em terreno canadense, por exemplo, poderão se matricular em um curso de graduação que dê direito a realização de estágios ou trabalho, sem precisar voltar ao seu país de origem para mudar o status do visto. “Todo o trâmite poderá ser encaminhado no Canadá, desde que os estudantes estejam matriculados em instituições autorizadas”, especifica Alexandre Luis Pedrosa, diretor da Infovistos, assessoria especializada em documentação. O Brasil é o nono no ranking dos países que mais procuram o país como destino. Só em 2013, 2294 jovens embarcaram para programas estudantis de mais de seis meses. Fora isso, segundo levantamento do Itamaraty baseado nos relatórios consulares da Embaixada canadense, em 2012 foi contabilizado mais de 25 mil brasileiros estudando e residindo no local. Os dados não alcançam cidadãos em situação ilegal, portanto, é provável que o número seja ainda maior. Com baixos índices de natalidade e envelhecimento da população, o país tem carência de mão de obra especializada e aposta na atração de estrangeiros qualificados para introdução no mercado profissional e residência permanente. Administração, aeronáutica, enfermagem e TI são as áreas com maior demanda. A província de Quebec, por exemplo, possui um forte programa de imigração promovido pelo Ministère de l’Immigration et des Communautés Culturelles (Ministério da Imigração e das Comunidades Culturais). A página da ação exalta diversas características da região que possam elevar o interesse dos estrangeiros, como aspectos culturais diferentes, informações sobre o mercado de trabalho, além de dar acesso ao testemunho de pessoas bem sucedidas. O site oferece, ainda, palestras com mais informações sobre a iniciativa. A alteração das regras do consulado canadense também garante que os estrangeiros permaneçam trabalhando integralmente no país após completarem os estudos de pós-graduação até que tenham autorização do Work Permit para residirem permanentemente. Os requisitos para a imigração são a formação técnica, tecnóloga ou superior, experiência profissional, fluência na língua francesa e idade, preferencialmente, de até 35 anos.
Fonte: Consumidor Moderno - Pacaembu/SP.


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