O chefe é a principal causa das demissões voluntárias de mais de 80% dos profissionais entre 22 e 35 anos

29/03/2014 - O Plug and Play, Seminário das Gerações, da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS), debateu as diferenças entre as gerações que atuam no mercado de trabalho na tarde de quinta-feira, 27 de março, na Casa Vetro, em Porto Alegre. O presidente Orian Kubaski e a vice-presidente da instituição Laira Seus abriram as atividades e agradeceram a presença dos participantes, introduzindo o palestrante Sidnei Oliveira, blogueiro da revista Exame e autor da série Geração Y. Oliveira destacou que, hoje, além de as pessoas viverem mais, também trabalham por mais tempo. “Um em cada cinco universitários possui mais de 40 anos. O motivo? As pessoas não param de trabalhar aos 60 anos. A carreira profissional perdura, em média, 50 anos”. Para Oliveira, a vida pode ser comparada a um ciclo, dividido em dimensões: desenvolvimento, consequências e aproveitamento. Ele explica que a geração que nasceu antes de 1979 saiu mais cedo de casa para trabalhar e casou mais cedo. Já os filhos dessa geração preferem morar com os pais a ter residência própria e concluem os estudos, antes de entrar no mercado de trabalho. As grandes diferenças, aponta Oliveira, estão no fato de que os filhos expandiram o ciclo de aproveitamento e, consequentemente, retardaram o ciclo das consequências, que culmina na entrada no mercado de trabalho. O resultado, afirmou, são profissionais imaturos. O especialista mostrou uma pesquisa com 500 profissionais com idades entre 22 e 35 anos que pediram demissão voluntária, com base em dados do Linkedin. Os motivos da saída apontados foram surpreendentes: a maioria saiu, não em razão de um melhor salário, cargo ou para atuar em uma empresa maior; mas sim em razão do chefe. Para ele, o grande problema do mercado de trabalho é de que os líderes têm dificuldade de desenvolver sucessores e gerir pessoas. “O líder transferiu para o Recursos Humanos a responsabilidade sobre as pessoas, tanto que procura a área para demitir o seu próprio colaborador”, finalizou. Sobre a ABRH-RS Referência nacional entre as seccionais da ABRH Nacional, a Associação Brasileira de Recursos Humanos - RS acumula 41 anos de atividades no Rio Grande do Sul. Com mais de 1,7 mil associados, a entidade atua com foco na capacitação e qualificação profissional, por intermédio de cursos e eventos realizados durante todos os meses do ano. Com a agência ABRHestágios também contribui para a formação profissional dos cidadãos gaúchos, envolvendo mais de 200 mil estudantes que buscam espaço no mercado de trabalho. Somente em 2013, 7.077 vagas foram preenchidas em diversas áreas de graduação. Tendo como um de seus pilares a gestão de excelência, chancelada pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), a ABRH-RS conquistou a Medalha de Bronze (2010) e o Troféu Bronze (2011), no Prêmio Qualidade RS Informações para a imprensa: Coordenação: Jaíne Martins – jaine@enfato.com.br - +55 (51) 9236.0792 Direção: Raquel Boechat – raquel@enfato.com.br - +55 (51) 8121.7061 Enfato Multicomunicação + 55 (51) 30.261.261 www.enfato.com.br Twitter: @enfato Facebook: Enfatomulticomunicação Empresa filiada à Abracom
Fonte: Dino - NOTÍCIAS


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