Investir em franquia sem deixar o trabalho é uma opção possível

28/03/2014 - Confira exemplos de franquias que não exigem 100% da atenção do empresário Sabe aquele história de que o sucesso de uma franquia depende, fundamentalmente, da dedicação exclusiva do empresário no comando da operação? Bom, há casos e casos. E nesta matéria, ganham destaque as histórias de empreendedores que não se desligaram totalmente de sua atividade original assim que investiram em uma nova oportunidade de negócio. Basicamente, eles delegaram parte da gestão da marca ou encontraram meios de dividir o dia entre um empreendimento principal e um segundo investimento; no caso, a nova franquia, idealizada e tocada como um meio de complementar os rendimentos mensais de seu proprietário. Cristiane Prado, dona de um escritório de advocacia com o marido em São Paulo, é um desses exemplos. Em 2008, ela desembolsou R$ 38 mil para investir na abertura de sua primeira unidade da escola de idiomas UNS, também na capital. A decisão de entrar no segmento de franquias foi inspirada pelo filho de Cristiane. "Ele se identificou com o método da escola, aprendeu inglês em um ano e meio e se tornou professor, então investi em uma escola para ele trabalhar", diz. Buda Spa, franquia dos segmentos de beleza, saúde e produtos naturais é uma das empresas que não exigem a que o dono dedique 100% do seu tempo no negócio. A marca tem 14 unidades franqueadas. O valor de investimento para abrir uma unidade varia de R$ 80 mil a R$ 300 mil. Atualmente, a empresária tem duas unidades, uma na cidade de Osasco e outra no Tatuapé, que atendem cerca de 800 alunos. Há também o plano de abrir mais uma escola em Barueri, na Grande São Paulo. O segredo da empresária é delegar as responsabilidades por entre a família. Cristiane é a chefe da turma e responsável pela área administrativa. O filho Felipe cuida da área pedagógica. Já a filha Tainah é responsável pelo departamento comercial. “Com as escolas de idiomas, aumentei meu rendimento em torno de R$ 10 mil por mês”, conta. Outra profissional que faz jornada para manter uma franquia é a professora de matemática Simone Rossin. Há cinco anos ela trocou a sala de aula por uma consultoria financeira que oferece cursos para crianças, adolescentes e adultos. No final do ano passado, Simone investiu cerca de R$ 20 mil para comprar uma franquia da Mídia Pane, um negócio que vende espaço publicitário em embalagens de pães. "A franquia é mais fácil, já vem estruturada. Já nos cursos (do seu negócio principal), eu que faço tudo", afirma ela, que apesar disso, planeja delegar a parte comercial do novo empreendimento. "No segundo semestre, quero trazer uma ou duas pessoas para não estar mais no campo o tempo todo." Análise. Para quem deseja investir em uma franquia e, ao mesmo tempo, manter outro trabalho, o professor da PUC-SP José Palandi Júnior orienta para a necessidade de, antes, combinar o jogo com o franqueador. "Tradicionalmente, os franqueadores exigem que os empresários se disponham a exercer a atividade dedicando-se 100%. É preciso abrir o jogo desde o início", afirma. Mas considerando possíveis empreitadas como as aqui registradas, o professor salienta a necessidade de buscar por oportunidades identificadas com as habilidades e anseios do franqueados. A dinâmica é a mesma trabalhando ou não em tempo integral com o negócio. "Mesmo se não vai ficar o tempo todo (trabalhando), é preciso fazer o que gosta", diz.
Fonte: Estadão PME


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