Faltam professores na rede pública de ensino

28/03/2014 - Sindicalistas apontaram as disciplinas de Ciências Exatas como as que mais sofrem com a carência de professores Mesmo com a realização de dois concursos públicos para professores, sendo um para a rede estadual de ensino e outro para a municipal, em João Pessoa, os respectivos sindicatos dos trabalhadores em educação afirmam que ainda há déficit de profissionais, principalmente nas disciplinas de Ciências Exatas, como Matemática, Química e Física. As lacunas existentes estão sendo supridas pelos prestadores de serviços, que atualmente são aproximadamente seis mil no Estado, conforme informações do diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), Antônio Arruda. O matemático e diretor administrativo do Sintep, Antônio Arruda, disse que depois do último concurso público realizado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), que nomeou 1.800 professores, o déficit foi amenizado, mas que ainda faltam professores na rede estadual. “Não podemos dizer que não há déficit, porque há, mesmo o concurso tendo suavizado o problema. As faltas existentes estão sendo supridas pelos prestadores de serviços, que atualmente, são aproximadamente seis mil”, ressaltou. Já a rede municipal de ensino, que também enfrenta o número reduzido de docentes, está prestes a receber mil professores efetivos, graças a uma reivindicação da categoria, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem), Daniel Assis. “A realização desse concurso que está em fase final foi uma reivindicação do sindicato para que o trabalho precarizado fosse reduzido o máximo possível para evitar que o serviço público não tenha uma influência política, já que a forma legal de ingresso é por meio de concurso. Esses mil professores que serão nomeados vão suprir a necessidade da rede no primeiro momento, mas ainda haverá os prestadores de serviços”, disse. “A baixa valorização do profissional também desestimula a classe, que é sobrecarregada. Para sobreviver, a maioria dos professores trabalha três expedientes. Sem a valorização o trabalho fica a desejar”, completou. Davi Assis explicou que existem muitos professores efetivos afastados temporariamente do cargo por diversas causas, como licença para cursar mestrado, por problemas de saúde e ainda que vão para outras pastas do município. “Nesses casos eles não podem ser substituídos por outros professores concursados, pois embora estejam afastados temporariamente, permanecem efetivos. Assim, são substituídos por prestadores de serviços”, detalhou. Os dois sindicalistas apontaram as disciplinas de Ciências Exatas como as que mais sofrem com a carência de professores, devido a um problema histórico-cultural do país acerca das áreas de cálculo, que para Antônio Arruda, do Sintep, acaba refletindo nos alunos que se interessam mais pelas disciplinas de Sociologia, como História e Geografia. Já o presidente do Sintem, Davi Assis, frisou que enquanto alunos, as pessoas se desestimulam a cursar Licenciatura, porque “para exercer a carreira profissional de professor, o magistério ainda é falho, pois não proporciona ao docente um futuro promissor, bem como o baixo piso salarial”.
Fonte: Jornal da Paraíba - João Pessoa/PB


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