Sindicância vai investigar trote que levou aluno a abandonar curso

28/03/2014 - Calouro da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto decidiu deixar graduação depois de sofrer agressões e humilhação RIO - A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), interior de São Paulo, instaurou uma sindicância para apurar os detalhes de um trote violento que levou um dos calouros a abandonar o curso. Serão investigadas supostas agressões sofridas por alunos. O diretor da Famerp, Dulcimar Donizete de Souza, reuniu-se com alunos alvos do trote e colheu depoimentos. O caso veio à tona depois que um calouro de 22 anos deu queixa na delegacia de São José, na última sexta-feira. Abalado, o rapaz decidiu abandonar o curso e voltou para a cidade de Contagem - na região metropolitana de Belo Horizonte - onde vive sua família. No depoimento, ele contou que, na semana passada, foi obrigado a participar de um trote numa festa que duraria 4 dias, em um sítio na cidade paulista. Durante o evento, ele conta que foi obrigado a partircipar do trote e a carregar dez garrafas de cerveja nas costas. Também denunciou que foi agredido com tapas e chutes e que alguns veteranos bateram em sua cabeça. O aluno diz que ainda urinaram nele e depois ele chegou a desmaiar. Posteriormente à festa, o jovem passou a receber ameças de morte pelo telefone. Segundo nota divulgada pela Faculdade de Medicina, as sanções aos responsáveis pelo trote violento podem ir de advertência até a expulsão da faculdade. A nota diz ainda que “após a identificação dos responsáveis, a faculdade vai aplicar a punição de acordo com o regimento”. De acordo com a instituição, “a Comissão de Sindicância Apuratória, composta por Luis Irineu Maia, diretor de alunos do curso de Medicina e o docente Kazuo Kawano Nagamine vai investigar o caso internamente, paralelo ao trabalho da polícia”. A direção destaca que “é totalmente contra trotes” e que “essa prática é proibida na faculdade” e informa que a Famerp, há alguns anos, incentiva a substituição do trote por ações sociais que sejam revertidas para instituições locais. Segundo contou o diretor da instituição, Dulcimar Donizetti, em entrevista à TV Tem, calouros foram obrigados a beber em excesso e alguns chegaram a ser mordidos.
Fonte: O GLOBO


Comentários da notícia