Ter ou não ter uma tatuagem ? Não !

25/03/2014 - Pesquisa do Nube revela: maioria dos jovens reprova a ação e não faria um desenho na pele Brasil - Desde a época dos Baby Boomers até a Geração Y, o mundo corporativo se flexibilizou em diversos aspectos, inclusive estéticos. A mudança ocorre naturalmente ao longo do tempo, acompanhando o pensamento de gestores e colaboradores de cada período. Atualmente, um assunto mais aceito, porém ainda polêmico, são as tatuagens. Para saber a opinião dos jovens a respeito delas, o Núcleo Brasileiro de Estágios Nube, realizou a pesquisa Você tem tatuagem?, entre os dias 3 e 14 de março. Ao todo, um número recorde de 18.678 votantes, de 15 a 26 anos, escolheu entre as opções Sim e faria outras, Sim, mas me arrependi de ter feito, Ainda não, porém pretendo fazer, Não, porque eu não gosto e Não tenho coragem de fazer, pois ainda há muito preconceito. Com notável quantidade de votos, a alternativa campeã foi Não, porque eu não gosto, representando a parcela de 54,44% dos participantes. De acordo com Rafaela Gonçalves, analista de Treinamento e Desenvolvimento do Nube, há pouco mais de uma década as empresas ainda eram bem resistentes à contratação de profissionais com os desenhos na pele. Mesmo velados, sentimentos de desagrado e estranhamento eram perceptíveis, afirma. E completa: Ainda hoje, quem é diferente dos demais corre o risco de ser mal compreendido e tratado com preconceito, mesmo no mercado de trabalho. Por isso, muita gente evita fazer ou mostrar piercings e tatuagens. Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, Ainda não, porém pretendo fazer (20,63%) e Sim e faria outras (14,35%). De acordo com a especialista, essa transformação foi adotada como estilo, arte e até mesmo forma de expressão. Ela opinou: a meu ver, detectamos um jovem talento por suas habilidades e competências. Na construção de sua carreira, preza-se pela adequação ao ambiente corporativo, mas tanto esse aspecto quanto seu potencial devem ser levados em consideração?. Entretanto, ressalta: é imprescindível ter bom senso. Mesmo com a mudança de paradigmas, em processos seletivos a discrição é uma ótima alternativa, pois o conteúdo deve chamar mais atenção em relação à aparência. Como reflexo do receio dos candidatos a vagas, a alternativa Não tenho coragem de fazer, pois ainda há muito preconceito (8,46%) ficou com a penúltima colocação. Segundo Rafaela, não existe uma regra para a aceitação, pois depende muito da área de atuação. Geralmente, os setores mais formais são Financeiro, Direito, Recursos Humanos e aqueles ligados ao contato com a alta diretoria das corporações, além de negociações mais formais, explica. A opção com menos votos (2,11%), enfim, foi Sim, mas me arrependi de ter feito. A analista lembra: deixar uma marca permanente no corpo é uma escolha muito importante e requer longa reflexão prévia. Para ela, muitas pessoas acabam seguindo tendências. Quando passam, deparar-se com uma figura incompatível com o momento atual é incômodo, claro. Todavia, uma vez feitas, dificilmente as tatuagens podem ser removidas. Para quem já as possui, satisfeitos ou não, Rafaela dá a última dica: é recomendável evitar chamar a atenção, mas não é necessário mentir sobre elas, pois devemos ser responsáveis pelas escolhas adotadas. Nube
Fonte: Folha Regional - São Paulo/SP


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