O fracasso adora equipes desafinadas: 73% dos incidentes aéreos surgem com tripulações sem afinidades

19/03/2014 - Se você nunca trabalhou numa situação onde uma equipe de trabalho se gostava, se apoiava e se complementava, você não pode saber o que significa felicidade no trabalho. A afinidade de um time numa empresa melhora os resultados, diminuem os custos, ativam a velocidade, crescem em “empowerment”. Estudos mostraram que grandes CEO’s, quando mudavam de empresa não tinham mais a performance dos empregos anteriores. Médicos especialistas e renomados, quando atuam em hospitais diferentes, com equipes diferentes, não apresentam a mesma mediana de performances elevadas. A previsibilidade dos resultados tende a uma variação indesejável. Construir equipes é coisa fácil? Não. Não é fácil. A afinidade empresarial não é a mesma afinidade dos amigos do bar, do golfe, ou do bom papo familiar. Essa afinidade, na arte, na ciência ou no esporte exige em primeiro lugar a elevada consideração da “competência”. Cada membro da equipe precisa ser competente na sua área de expertise. Ser bom no que faz. Mas, se competência é um lastro, um alicerce, nada será possível erigir sobre isso sem o segundo valor: confiança. Não desenvolveremos afinidade com “inconfiáveis”. Caráter, virtudes e valores formam o amálgama, da liga dos competentes. E no elo sagrado dessas equipes afinadas e com afinidade está o fator da “acessibilidade”. O quanto é gostoso e legal conversar entre si. Pedir ajuda entre si. Confiar, e estar aberto a ouvir sugestões e troca livre de ideias. Não importa em que empresa você está, busque a construção de uma equipe: competências, confiança e acessibilidade entre os membros. Na minha larga experiência como executivo, gestor e líder, vivi distintos momentos empresariais na carreira. E, asseguro, nada foi melhor em toda a minha vida, do que quando conseguimos formar equipes e times que jogavam afinados e sim com uma legítima afinidade. Tudo tende a dar certo. Quando não temos essa afinidade, pode observar: o esforço é gigantesco, há desperdício de recursos, mal estar, mau humor, e parece que as coisas sempre dão errado; há um certo “azar permanente no ar”. Pode checar, é coisa de falta de equipe. José Luiz Tejon Megido Blog
Fonte: EXAME.com


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