Da UEL com destino à África

01/03/2014 - Londrina - Dois doutorandos da Universidade Estadual de Londrina foram selecionados para o Programa Leitorado oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. A professora Eliane Vitorino Oliveira embarca nesta segunda-feira para São Tomé e Príncipe, na África. Já o professor Dejair Dionísio, doutorando em Letras, foi selecionado em 2011. Ele retornou de Cabo Verde em setembro do ano passado e compartilha a experiência com os colegas. Eliana não esconde a ansiedade e está animada com o início da nova experiência. "Nunca saí do país", revela. O programa é válido por dois anos, mas pode ser prorrogado pelo mesmo período. O objetivo é promover a língua e a cultura brasileira em mais de 30 países. A professora pretende permanecer na África durante os quatro anos. Ela ministrará aulas de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira para os universitários do Instituto Superior Politécnico de São Tomé e Príncipe. A oportunidade chegou de forma inesperada. Eliana decidiu mudar os rumos da vida profissional em 2004, quando abandonou o Secretariado Executivo para se dedicar ao curso de Letras na UEL. A docente concluiu a graduação em 2007 e seguiu na carreira acadêmica com a especialização, o mestrado e a aprovação no doutorado em Estudos da Linguagem. Aos 44 anos, ela garante que sempre é possível recomeçar. "Sou filha da UEL. Eu fiz uma graduação tardia e isso não me impediu de crescer profissionalmente. Agora quero um pós-doutorado também", ressalta. A viagem com escalas em São Paulo e em Angola vai durar, aproximadamente, 33 horas. "Vamos ficar oito horas em Angola até a espera do último voo", conta. Ao desembarcar em São Tomé e Príncipe, a professora será levada para a casa de uma brasileira onde será hospedada nas primeiras semanas. Os profissionais selecionados recebem bolsa auxílio pelo Ministério das Relações Exteriores. Algumas universidades repassam ainda uma contrapartida como ajuda de custo. É o caso do Instituto Superior Politécnico de São Tomé e Príncipe. O marido de Eliane também reuniu as economias pessoais e decidiu embarcar com a esposa. "Ainda assim, vou sentir falta de toda a minha família", garante Eliane. Para Dionísio, a seleção dos estudantes é um reconhecimento à qualidade de ensino da universidade de Londrina. "Isso traz visibilidade à UEL e aos cursos de licenciatura. Eles também dão a possibilidade de mostrar o Brasil lá fora. Há anos a seleção ficava restrita só ao eixo Rio-São Paulo", explica. A escolha dos professores universitários é realizada todos os anos pela Capes. As universidades do Brasil e do exterior formalizam a parceria para viabilizar a realização dos trabalhos.
Fonte: Folha web.


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