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O novo perfil do engenheiro ambiental pós-Copenhague


29/12/2009 - Como a graduação é muito recente e grande parte dos profissionais experientes vem de outras carreiras, como engenheiro civil

Na esteira dos encaminhamentos oriundos de Copenhague sobre os desafios de tornar a terra habitável por mais tempo, tem-se, além das estratégias para estagnar o aquecimento global, um novo modelo de desenvolvimento, que deve afetar de forma contundente o perfil dos profissionais ambientais. Nesse contexto, Fortaleza ganha seu quarto curso de Engenharia Ambiental. Este, que já existia na Universidade Federal do Ceará (UFC), na Universidade de Fortaleza (Unifor) e no Instituto de Ensino Superior, chega agora à Faculdade Nordeste (Fanor).

Como a graduação é muito recente e grande parte dos profissionais experientes vem de outras carreiras, como engenheiro civil, o perfil deste profissional, associado às mudanças estruturais do planeta e dos cenários competitivos, sofre alterações de grande significado. “Há trinta anos, os engenheiros eram treinados para domar a natureza, para derrubar florestas e abrir estradas. Hoje, os tempos são outros. Há uma demanda muito grande por mais gente no mercado, pois o que está em jogo é o futuro da humanidade”, ressalta o coordenador do curso de Engenharia Ambiental na Fanor, Márcio Botto.

A visão otimista de Botto é compartilhada pelo professor doutor Oyrton Monteiro Jr., coordenador do curso da Unifor. “O engenheiro ambiental, por ter uma formação multidisciplinar e ampla, tem uma atuação bastante abrangente e heterogênea, ocupando um vasto campo de atuação no mercado”, aponta.

Esse profissional promove o desenvolvimento econômico sustentável. Como pondera Oyrton, ele tem a “difícil tarefa de conciliar o desenvolvimento econômico e social com a preservação dos recursos naturais”. Como uma das atividades principal, diz Oyrton, encontra-se o planejamento e administração de Sistemas de Gestão Ambiental, prevendo, evitando, avaliando, medindo, controlando e se possível recuperando os impactos ambientais causados pelas atividades do homem na natureza, buscando um equilíbrio da atividade humana e o meio ambiente.

“Na prática, ele [o engenheiro ambiental] ajuda empresas ou órgãos públicos a adequarem seu funcionamento à legislação, que nessa área é muito nova. Além de as questões ambientais serem uma grande preocupação da sociedade, as empresas não querem ter sua imagem atrelada a impactos ambientais negativos”, destaca Botto.

O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. A principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo. O profissional realiza estudos de impacto ambiental e propõe soluções que visam ao aproveitamento racional dos recursos naturais. Além disso, elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de recursos hídricos, saneamento básico, tratamento de resíduos e recuperação de áreas contaminadas ou degradadas. Pode ocupar-se, ainda, do estudo de várias fontes de energia e da avaliação do potencial energético de uma região.

O mercado de trabalho
A procura pelo engenheiro ambiental é grande, principalmente com as crescentes exigências legais de proteção ao meio ambiente. Empreendimentos que exigem avaliações de impacto ambiental, como termelétricas, indústrias de base (como siderúrgicas) e grandes obras de infraestrutura (rodovias e ferrovias), buscam o especialista para o controle de poluição. No setor público, há vagas em prefeituras, órgãos do meio ambiente e empresas estatais que atuam com tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas.

O engenheiro ambiental pode trabalhar, ainda, em empresas de consultoria e auditoria ambiental, que atendem à demanda de serviços por parte, principalmente, de construtoras. “O boom imobiliário que o país vive tem impulsionado a construção, em grandes capitais, dos green buildings, edifícios planejados para racionalizar o consumo de água e energia. Esses projetos são coordenados e assessorados pelo engenheiro ambiental”, finaliza Botto.

O currículo é multidisciplinar e engloba matérias das áreas de exatas, biológicas e sociais aplicadas. Assim, as aulas de matemática, física, química e estatística alternam-se com as de ecologia, geologia, hidrologia, topografia e hidráulica.


Fonte: Jornal O Estado - Fortaleza / CE

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