O ano em que o ensino saiu de férias na USP

Meio ambiente, crise financeira, greve, mortes e violência marcaram a agenda da instituição.

Mariana Queen Nwabasili,

R7 Notícias - Educação

Última atualização em Quinta, 16 Junho 2016 13:35

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Inadimplência volta a subir no ensino Superior

Depois de dois anos em queda, a inadimplência no ensino superior voltou a subir. O número de mensalidades com atraso de mais de 90 dias cresceu 7,9% no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011 no Brasil. Se for considerado apenas o Estado de São Paulo, o crescimento foi menor: 6,5%.

 
Os números são de um levantamento divulgado nesta terça-feira (16) pelo Semesp, o sindicato das mantenedoras de São Paulo. Uma tendência que deve ser mantida no segundo semestre, afirma Carlos Monteiro, da CM Consultoria, "Como a maioria dos cursos é semestral, o provável é que se repita a performance", diz.

Última atualização em Quinta, 14 Maio 2015 12:47

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Estudo vê desigualdade no acesso à universidade

A presença de instituições de grande porte somada ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) faz com que o acesso ao ensino superior seja extremamente desigual entre as 15 regiões administrativas do Estado de São Paulo. A percepção é de um levantamento do Semesp, o sindicato das universidades particulares, que mapeou o porcentual de jovens de 18 a 24 anos que estão no ensino superior em cada região do Estado, em cursos presenciais ou a distância.

 

OcIMARA BALMANT - Agência Estado 

A área São Carlos está no topo da lista, com 25,5% da sua população nessa faixa etária matriculada, seguida de perto por Presidente Prudente, com 22,8% e São José do Rio Preto, com 20,9%. No outro extremo está a região de Registro, com apenas 6,9% da população dessa faixa etária cursando uma faculdade.

"Nosso mapa revela as regiões onde há potencial de crescimento do número de matrículas e as que estão estagnadas", explica Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp e coordenador da pesquisa. "Isso permite que se faça análises sobre as condições que levaram determinadas regiões a apresentarem melhor desempenho. Regiões mais desenvolvidas e com mais cidades universitárias lideram o ranking", afirma.

Para Carlos Monteiro, da CM Consultoria, o primeiro lugar ocupado por São Carlos é resultado das duas universidades públicas instaladas na cidade - Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) - e da faculdade de Direito privada que tem muita tradição na região. A força dessas instituições, explica o consultor, transformou a cidade em um polo forte de microempresas na área de informática fina.

O apelo de Presidente Prudente, no oeste do Estado, advém do potencial dos seus centros de ensino particulares, bem tradicionais por ali, que congregam alunos de toda a redondeza, área que tem sua fonte de riqueza na atividade agropecuária.

Seguindo esse raciocínio, é o fraco desenvolvimento econômico que situa a região de Registro na rabeira do levantamento. Uma queda que puxa a região de Sorocaba, apesar de essa cidade ser próspera. "Sorocaba é uma grande cidade, mas depois começa o ramal da fome, que desemboca em Registro", diz Monteiro.

Cenário

Apesar das disparidades, se considerada a média das regiões, o Estado tem 18,4% dos seus jovens de 18 a 24 anos no ensino superior, taxa acima da brasileira, que fica em 14,1%. Porcentuais ainda muito baixos, avalia o consultor Roberto Lobo, diretor do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação. "Na Europa, o índice é por volta dos 50% e, nos EUA, chega a 80%", informa Lobo.

Para que o Brasil avance, não basta aumentar a oferta de vagas, mas investir mais em financiamento. "Se olharmos as vagas nas engenharias, por exemplo, menos de 20% delas são preenchidas por alunos bolsistas do Prouni e do Fies." Lobo acrescenta que esse financiamento não deve ser só por conta do governo: é preciso que o sistema bancário participe, como nos EUA.

Para Capelato, é necessário também fortalecer a educação básica para diminuir os altos índices de evasão do ensino fundamental e do médio. Além disso, há um enorme contingente de brasileiros com o ensino médio completo. "Hoje, 43,8% do total de empregados no País têm o ensino médio. É um potencial muito grande", afirma Capelato. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Última atualização em Terça, 09 Abril 2013 21:00

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Laureate fica com 100% da Anhembi Morumbi

NAIANA OSCAR - O Estado de S.Paulo

 

A rede americana de ensino superior Laureate anunciou ontem a aquisição de mais 49% da paulistana Anhembi Morumbi, tornando-se sua única dona. O grupo estrangeiro era sócio do fundador Gabriel Mário Rodrigues desde 2005, quando comprou, por cerca de R$ 300 milhões, 51% da instituição, hoje com 31,5 mil alunos. O valor pago pelo restante da participação na universidade não foi divulgado, mas a estimativa de fontes do mercado é de que ultrapasse R$ 400 milhões.

 

"Em relação à estratégia, não muda nada, porque temos o controle da Anhembi Morumbi há oito anos", afirma o presidente da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro. Ex-executivo do setor de seguros, com passagens pela Metlife e pelo Citigroup, Loureiro entrou na empresa americana em 2010 e assumiu a presidência no fim do ano passado.

 

A Anhembi Morumbi foi a primeira aquisição feita pela Laureate no mercado brasileiro. O negócio é visto no setor como um dos primeiros na onda de consolidação que tomou conta do segmento de ensino superior privado no Brasil nos últimos anos - capitaneada por empresas controladas por fundos de private equity.

 

A própria Laureate, com 750 mil alunos em 29 países, tem entre seus sócios o mega fundo de investimento americano KKR. "As instituições que têm participação de fundos lideram os processos de aquisição", diz Carlos Monteiro, sócio da CM consultoria, especializada em educação. "A Laureate não é a mais agressiva, mas está no jogo."

 

Embora seja mais lenta que as concorrentes no processo de consolidação, a Laureate já adquiriu outras dez instituições de ensino superior em oito Estados do País, entre elas a Business School São Paulo e a Universidade de Salvador. Só na expansão da Anhembi, os americanos investiram R$ 120 milhões.

 

Loureiro, presidente da Laureate, garante que o interesse do grupo é continuar investindo no Brasil, mas não dá detalhes sobre o plano de aquisição. "Pode ser que façamos três compras neste ano, pode ser que não façamos nenhuma."

 

Na última segunda-feira, um dia antes de anunciar a aquisição total da Anhembi, a Laureate recebeu um aporte de US$ 150 milhões da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, para acelerar a expansão em países emergentes.

 

Fundador. A venda de sua participação para a Laureate não significa que o professor Gabriel Rodrigues, de 81 anos, esteja deixando totalmente a educação. Além de continuar como presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Rodrigues é sócio da gigante Anhanguera, controlada por um fundo da gestora de investimentos Pátria.

 

Esse fundo detém 17% das ações da Anhanguera e a holding da família Rodrigues detém 70% desse fundo. "Mas lá eu sou só acionista", explica o fundador da Anhembi. "Por orientação da família, vou tirar um sabático." Na volta, Rodrigues pretende tirar do papel o projeto de um instituto que vai financiar alunos talentosos de escolas públicas brasileiras.

 

Fonte: O Estado de S.Paulo - São Paulo/SP  

 

 

Última atualização em Terça, 09 Abril 2013 12:18

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