Brasil, Marília, 04 de junho de 2013
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Destaques
VI Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - VI Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular

CONSTRUINDO CAMINHOS PARA O AMANHÃ
6, 7 e 8 DE JUNHO DE 2013
MABU THERMAS & RESORT - FOZ DO IGUAÇU/PR

O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular tem o prazer de convidar a sociedade para participar do VI Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, a ser realizado no período de 6 a 8 de junho de 2013, em Foz do Iguaçu/PR. Temos certeza que a proposta deste Congresso, atual e inovadora, repetirá o sucesso das edições anteriores.

O tema central do evento, Ensino Superior no Brasil: Construindo Caminhos para o Amanhã, se consolida em uma tomada de posição do conhecimento, no momento atual, sobre como agem as diferentes variáveis que impactam a educação superior e sobre a perspectiva de como elas se comportarão ao longo dos próximos anos. Ele está, assim, assentado em uma reflexão sobre o momento que se vive neste nível de ensino no Brasil e sobre a busca pela compreensão de suas alternativas de encaminhamento futuro.

O Setor de Ensino Superior Particular, para bem cumprir o papel que dele se espera, tem de estar preparado para vencer obstáculos de diferentes nuances e de variadas naturezas que se manifestam no cotidiano do trabalho desenvolvido pelas Instituições de Ensino Superior (IES). É este fato que motiva e dá retaguarda para a temática que o Congresso propõe discutir, com a expectativa de que possa ser apreendida com a reflexão a ser realizada e praticada nos próximos anos.

O Congresso reunirá as principais lideranças do setor, autoridades governamentais e políticas com responsabilidades na área de educação, renomados educadores e formuladores de políticas públicas para a educação no Brasil.

Participe desse importante momento do Ensino Superior Brasileiro e, ao mesmo tempo, desfrute da beleza natural incomparável de Foz do Iguaçu, a cidade que prazerosamente acolhe este Congresso.

Acesse: http://www.cbesp.com.br/
Fonte: CBESP
Ensino Superior
Estudante da USP é eleita presidente da UNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Filiada ao PCdoB, Virgínia Barros quer aumentar a pressão junto ao governo federal por mais investimento na educação

A jovem nordestina quer garantir melhorias nas universidades federais e promete pressionar o ministro da Educação, Aloizio Mercadante

A pernambucana Virgínia Barros, 27 anos, foi eleita no domingo como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que representa 7 milhões de universitários brasileiros. Vic, como é conhecida, nasceu na mesma cidade que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Garanhuns, cursou direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e agora faz letras na Universidade de São Paulo (USP).

A jovem venceu a eleição pela chapa "Bloco da Unidade para o Brasil Avançar", com 2.607 votos, o que corresponde a 69% do total. Quinta mulher a ocupar o cargo em 75 anos de atividades da UNE, Vic promete ser firme na luta pela valorização do ensino superior público no Brasil.

Filiada ao PCdoB, ela quer aumentar a pressão sobre o governo federal pela liberação de mais recursos para a educação. Segundo nota publicada no site da UNE, uma das prioridades será cobrar do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, medidas para solucionar os problemas da expansão das universidades federais. Outra luta que aponta para os próximos dois anos será atacar a desnacionalização do ensino privado no País, "cada vez mais entregue aos grupos financeiros internacionais".

Virgínia Barros, 27 anos, foi eleita presidente da UNE com 69% dos votos
Ela ainda garante que vai ampliar a mobilização pela destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, o que pode ser garantido com a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), e a destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para investimentos na área.
Fonte: TERRA
Ensino Superior
"O céu é o limite para o setor de educação", diz analista
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:00 hs.
04/06/2013 - O setor de educação, campeão de altas na Bovespa no ano passado, continua a ter um ótimo desempenho em 2013 e com uma perspectiva de crescimento positiva

O setor de educação, campeão de altas na Bovespa no ano passado, continua
a ter um ótimo desempenho em 2013 e com uma perspectiva de crescimento positiva,
segundo Mário Bernardes Júnior, analista do BB Investimentos. “A tendência de crescimento é de, no mínimo, cinco anos. Esse ano, o setor em bolsa tende a performar muito bem e eu não vejo um teto, porque ele vem rompendo resistência atrás de resistência. O céu é o limite para o setor de educação”, afirmou.

Em 2012, a companhia do setor que apresentou a maior alta foi a Kroton (KROT3), com elevação de 151,49%. Logo atrás veio a Estácio (ESTC3), com valorização de 134,21%, seguida da Abril Educação (ABRE11), que subiu 95,74%, e da Anhanguera (AEDU3), que ganhou 72%. Este ano, até o dia 24 de maio, as altas estão de 39,42%, 24,83%, 11,57% e 17,97%, respectivamente.

De acordo com o analista, programas do governo, como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o Prouni (Programa Universidade para Todos) são os principais motivos de o setor estar indo tão bem. “O Fies e o Prouni são incentivos positivos do governo para educação superior e que ainda acabam influenciando a educação básica também. Esses programas estão dando certo e fazendo o setor crescer muito”, disse. Ainda segundo ele, o principal risco do setor acaba sendo político, pois uma mudança de governo poderia afetar negativamente o setor - mas somente se algum dos programas de incentivo for
interrompido.

Anhanguera e Kroton em uma só: a nova gigante da educação A fusão da Anhanguera com a Kroton, anunciada no dia 20 de abril, criará um grupo avaliado em cerca de R$ 13 bilhões. Segundo o acordo, aprovado por ambas as diretorias, a Kroton vai incorporar a Anhanguera em uma troca de ações que deve chegar a R$ 5 bilhões.

A aprovação da fusão depende só de mais alguns passos, entre eles a entrega de
documentação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e uma assembleia geral de acionistas para aprovação do negócio, que deve ser concluído ainda em junho.

Após o término da fusão, as empresas se tornarão o maior grupo de educação do mundo, com um valor de mercado de US$ 5,9 bilhões, o dobro da segunda maior do setor, a chinesa New Oriental, que vale US$ 2,9 bilhões. O presidente da empresa será Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton.

“A fusão da Anhanguera com a Kroton foi muito positiva e deverá formar uma rede com cerca de um milhão de alunos. Claro, ainda faltam algumas etapas para o processo ser concluído, mas isso deve ocorrer em breve. Essa fusão faz com que outras redes de educação superior comecem a se mexer e isso é muito importante. A Estácio pode começar a pensar em fazer fusão com outras redes sem capital aberto, afinal, ela ficou sozinha agora entre as empresas deste setor em ensino superior de capital aberto. O meio de ela crescer e conseguir acompanhar a rival agora seria com fusão, porque com crescimento orgânico o processo será bem mais longo”, explicou Bernardes.

Educação básica: morte de Civita não deve afetar ações da Abril Educação
De acordo com o analista do BB Investimentos, a morte de Roberto Civita não terá impacto negativo nas ações da Abril Educação, pois a companhia é muito bem administrada e tem um bom management. Além disso, outras pessoas da família estão no conselho da companhia e devem dar continuidade ao trabalho dele. “O fato não terá impacto negativo, pois eles devem eleger alguém que seja a altura dele”, afirmou Bernardes. Civita era o Presidente do Conselho de Administração da companhia e faleceu no final do mês de maio.

Melhores entre as small caps

Apesar de o Ibovespa estar com desempenho negativo no ano, por conta de algumas blue chips, as small caps estão indo bem, e as empresas de educação são as melhores, segundo Bernardes.

“Educação é o setor mais resiliente, pois os drivers são de emprego e renda, e são drivers com patamares elevados. Saúde também está bem, mas sofreu porque é muito ligada com a economia. Se a economia desacelera, ela vai junto. As pessoas continuam estudando, elas não param de estudar porque a economia desacelerou. O setor de educação está com uma forte alta. Não vejo realização por conta da expressiva alta do ano passado e do primeiro trimestre desse ano, pois eles têm muito crescimento pela frente e os riscos são muito baixos”, finalizou o analista.
Fonte: Infomoney.
Ensino Superior
Abertas novas inscrições para o Ciências Sem Fronteiras
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:45 hs.
04/06/2013 -

Estão abertas as inscrições para novas chamadas de graduação sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras. Desta vez, há bolsas para Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Hungria e Japão. Os contemplados iniciarão suas atividades no exterior a partir de meados de 2014. As vão até 8 de julho e as orientações estão no site do programa.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os interessados deverão possuir nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) igual ou acima de 600 pontos em teste realizado após 2009, para participar da seleção. Além disso, é preciso ter concluído pelo menos 20% e, no máximo, 90% do currículo da graduação.

Conforme dados divulgados pela pasta, o Ciência sem Fronteiras já concedeu 41.133 bolsas desde sua criação, em 2011. Desse total, 23.851 alunos foram aprovados no ano passado, sendo que mais de 19 mil já estão no exterior. Outros 17.282 candidatos foram selecionados em chamadas este ano.

Oportunidades

O MEC lançou em abril o Portal Estágios e Empregos, que disponibiliza ofertas no mercado de trabalho para estudantes bolsistas e ex-bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. O objetivo do portal é promover aproximação do meio empresarial com o ambiente de pesquisa e desenvolvimento e com a própria comunidade científica e tecnológica. Além disso, a intenção é que os estudantes trabalhem na área em que estudam e que atuem em pesquisa e inovação.
Fonte: Yahoo Brasil - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Alunos e servidores da Unesp fazem greve; grupo critica "cotas"
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Os grevistas são contra a proposta de inclusão de negros, indígenas e alunos de escolas públicas nas universidades paulistas

As atividades na Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficaram comprometidas nesta segunda-feira com a decisão de estudantes e servidores de paralisar as atividades. Docentes de três campi anunciaram adesão ao movimento a partir de amanhã e os demais ainda vão decidir sobre a participação. Entre as discussões, está a contrariedade à política de cotas proposta pelo governador Geraldo Alckmin em parceria com os reitores das universidades estaduais.

O movimento grevista foi acertado em assembleia realizada no dia 27 de maio.

Antes da definição da greve foram realizadas duas rodadas de negociação, porém não houve acordo. A pauta contém reivindicações das três categorias e inclui, além das críticas ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), temas como permanência estudantil (moradia, restaurante universitário e bolsas) e reajuste salarial de 11% para docentes e servidores.

Gustavo da Silva Andrade, estudante da Unesp de Rio Preto e membro da comissão administrativa do Comando de Greve, explica que os estudantes são contra o Pimesp por causa do sucateamento das universidades. "O governo quer colocar o pessoal da escola pública sem dar condições mínimas para que eles se mantenham. Sem contar que há problemas de espaço (falta de salas de aula) e falta de professores", explica.

O governo quer colocar o pessoal da escola pública sem dar condições mínimas para que eles se mantenham. Sem contar que há problemas de espaço (falta de salas de aula) e falta de professores

Gustavo da Silva Andrade Aluno da Unesp

A expectativa dos organizadores é que a "greve traga benefícios e pressão para que a reitoria ouça as reivindicações e abra as portas para negociações que gerem resultados". Ainda não é possível contabilizar quantos estudantes serão atingidos pelo movimento grevista em todo o Estado.

De acordo com a assessoria da Unesp, uma avaliação das unidades afetadas poderá ser feita após as 12h. Ainda segundo a assessoria, a previsão é de que o funcionamento seja mantido com normalidade dentro das possibilidades e com manutenção das atividades essenciais.

Confira a relação de campi que aderiram à greve, de acordo com a categoria:

Estudantes: Assis; Franca; Marília; Ourinhos; Rio Claro; São José do Rio Preto; São Paulo e São Vicente.

Técnico-administrativos: Assis; Bauru; Franca; Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo.

Professores: Assis; Marília; São Paulo.

Laís Machado
Direto de São José do Rio Preto
Fonte: TERRA
Ensino Superior
Com 20% de evasão, ainda há muito a melhorar na educação a distância
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Nordeste ainda tem muita resistência a esta modalidade de ensino.

O Brasil vive hoje uma explosão na popularização do ensino a distância. Em 2011, o crescimento foi de 58%. Em 2010, passou de 100% de aumento o número de matrículas, segundo a Abed. Esse número inclui, além de matrículas em graduação, cursos livres e corporativos. A expectativa do setor é que a taxa se mantenha estável em 30% no próximo ano. Além desses bons números, as universidades e associações como a UniRede se preocupam com alguns entraves, como a evasão escolar. Em 2011, o número chegou a 20%.

Outro problema é em relação à resistência que tanto o mercado como os próprios alunos têm ao ensino a distância. Apesar de já ter melhorado essa percepção de ensino ruim, no Nordeste ainda há muito receio. "Ainda se questiona bastante a qualidade e se discute se é algo que veio para ficar. Os alunos ficam com medo. Por isso, realizamos jornadas e encontros nacionais e regionais para levar informação às pessoas", diz o professor Alex Sandro Gomes.

Sentados à frente do computador, com horário livre para estudar, muitos alunos reclamam de alienação em relação à faculdade da qual fazem parte. Como muitas vezes estão longe dos centros de ensino têm mais dificuldade em resolver assuntos burocráticos.

Pesquise antes de fazer

O Ministério da Educação afirmou em seu site que vem trabalhando em uma melhor regulamentação do setor.

O ministério também está de olho na explosão de cursos em EAD. Hoje, segundo um parecer de 2003, todas as universidades e centros universitários podem abrir novos cursos superiores sem necessidade de autorização do MEC, com exceção de odontologia, medicina, psicologia e direito, que precisam antes submeter a criação aos conselhos federais respectivos. Claro que todos esses estão sujeitos aos processos de reconhecimento.

Paulo Floro Do NE10
Fonte: UOL
Ensino Superior
Conheça as 20 metas do Plano Nacional de Educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:42 hs.
04/06/2013 - Projeto em análise no Congresso traça objetivos para o ensino no Brasil até 2020

Em análise no Congresso desde 2011, o Plano Nacional da Educação (PNE) traça objetivos e metas para o ensino no País em todos os níveis (infantil, básico e superior) para serem cumpridos até 2020. A meta mais polêmica é a 20, que trata do percentual do PIB que deve ser investido em educação. Para garantir o que chama de " revolução no ensino" e o cumprimento desta meta, a presidente enviou ao Congresso, paralelamente, um outro projeto para destinar 100% dos royalties do petróleo e recursos do pré-sal em educação .

Saiba o que prevê o PNE:

Meta 1
Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos até o final da vigência deste PNE.

Meta 2
Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de seis a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.

Meta 3
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%.

Meta 4
Universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até os oito anos de idade, durante os primeiros cinco anos de vigência do plano; no máximo, até os sete anos de idade, do sexto ao nono ano de vigência do plano; e até o final dos seis anos de idade, a partir do décimo ano de vigência do plano.

Meta 6
Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.

Meta 7
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb.

Meta 8
Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a alcançar no mínimo 12 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.)

Meta 9
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10
Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, na forma integrada à educação profissional, nos ensinos fundamental e médio.

Meta 11
Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% de gratuidade na expansão de vagas.

Meta 12
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% de doutores.

Meta 14
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, no prazo de um ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394/1996, assegurando-lhes a devida formação inicial, nos termos da legislação, e formação continuada em nível superior de graduação e pós-graduação, gratuita e na respectiva área de atuação.

Meta 16
Formar, até o último ano de vigência deste PNE, 50% dos professores que atuam na educação básica em curso de pós-graduação stricto ou lato sensu em sua área de atuação, e garantir que os profissionais da educação básica tenham acesso à formação continuada, considerando as necessidades e contextos dos vários sistemas de ensino.

Meta 17
Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.

Meta 18
Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Meta 19
Garantir, em leis específicas aprovadas no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a efetivação da gestão democrática na educação básica e superior pública, informada pela prevalência de decisões colegiadas nos órgãos dos sistemas de ensino e nas instituições de educação, e forma de acesso às funções de direção que conjuguem mérito e desempenho à participação das comunidades escolar e acadêmica, observada a autonomia federativa e das universidades.

Meta 20
Ampliar o investimento público em educação de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no quinto ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB no final do decênio.
Fonte: Último Segundo - IG - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Cooperativismo em sala de aula
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:39 hs.
04/06/2013 - Ensinar aos alunos os princípios cooperativistas e fomentar o cooperativismo como forma efetiva de exaltar valores essenciais como cooperação, voluntariado e solidariedade. Pensando nisso, uma parceria entre a Faculdade Mater Dei e a Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão (Camisc) possibilitou alunos do curso de Tecnologia em Agronegócios conhecerem um pouco mais sobre o tema.

Ministrada pela gerente administrativa da Camisc, Rita Vazzata de Bortoli, a palestra abordou o cenário econômico e financeiro das cooperativas, o número de associados e empregos, além é claro de programas desenvolvidos pela Camisc como, por exemplo, o Camisc Mulher, o Camisc Jovem, oficinas e cursos destinados aos cooperados e o Camisc Novos Tempos, uma nova etapa administrativa pela qual a cooperativa vem passando.

Para Rita, a palestra ajudou acadêmicos a terem uma ideia mais ampla do cooperativismo e uma oportunidade para entenderem seu funcionamento e conhecerem mais sobre a Camisc. “Foi uma grande oportunidade de apresentarmos a Camisc e seus programas a futuros profissionais do agronegócio que em breve estarão no mercado de trabalho compartilhando espaço conosco”.

Segundo ela, os temas ligados ao cooperativismo devem ser cada vez mais debatidos dentro do ambiente acadêmico. “As cooperativas estão em ritmo crescente. Os dados da Ocepar nos mostram isso. O cooperativismo tem crescido em diversas áreas e está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia”, afirma.

De acordo com a professora de Fundamentos do Agronegócio, Simone Sasso, a palestra foi de extrema importância, pois auxilia na formação de um profissional com competências e com responsabilidade social. “A palestra nos deu uma visão mais humanística do sistema cooperativista e desenvolvendo o pensamento crítico dos aspectos sociais e econômicos, integrando o meio acadêmico e a sociedade”.

A aluna do 1º período, Nicoli Tschá, avaliou a palestra como positiva. “Achei muito boa e interessante a apresentação dos projetos que são trabalhados pela Camisc. O fato de as mulheres pedirem aulas de informáticas também me chamou muito atenção. Já conhecia a cooperativa, mas não tinha ideia dos programas que por ela são desenvolvidos”.

Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), hoje existem mais de 6 mil cooperativas espalhadas pelo Brasil e são responsáveis por empregar mais de 300 mil trabalhadores. Destas 6 mil cooperativas, 23% trabalham com produtos agropecuários. Somente no Paraná, em 2012, as cooperativas faturaram mais de R$ 250 bilhões.
Fonte: Portal do Agronegócio - Viçosa/MG.
Ensino Superior
Decreto que institui aula de música em escolas públicas gera polêmica
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:53 hs.
04/06/2013 - De um lado, acadêmicos e professores criticam o modelo adotado.

De outro, secretaria garante ter condições de levar o projeto em frente

Orquestra do Teatro Nacional: projeto do GDF contará com o auxílio de músicos profissionais e seguirá experiência de outras unidades da Federação

A partir do segundo semestre deste ano, 24 escolas públicas do Distrito Federal receberão profissionais formados em música para ministrar aulas de teoria e prática para os estudantes. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) escolheu 16 instituições de ensino em Ceilândia e oito em São Sebastião para dar início ao projeto previsto no Decreto nº 34.267, que foi publicado no Diário Oficial do DF em 9 de abril (confira O que diz a lei). A norma institui a ampliação do ensino tradicional nos colégios da rede. Assim, tornam-se obrigatórias as aulas de musicalização, ou seja, de teoria, e as de prática instrumental, ministradas em horário extraclasse.

O projeto-piloto do Brasília Musical começará depois das férias de julho. A ideia é atender todos os alunos dessas instituições nas aulas teóricas e, para o conteúdo prático, criar cerca de 300 vagas destinadas a estudantes que queiram aprender instrumentos de sopro e cordas. Para ministrar as aulas, a Secretaria de Educação vai contar com a ajuda de músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e da Escola de Música de Brasília. “Queremos que sejam os jovens formados nessa instituição. Vai ser um chamamento público. Vamos priorizar quem é especializado na parte técnica”, esclareceu Natália de Souza Duarte, assessora da secretaria. Até a próxima sexta-feira, o GDF promete licitar a compra dos instrumentos e, até o fim de junho, os futuros professores serão convocados.

A medida é questionada por representantes do Sindicato dos Professores (Sinpro). Para Cláudio Antunes, diretor de políticas educacionais da entidade, a Secretaria de Educação não tem condições de manter no projeto os alunos da Escola de Música, que ministrarão as aulas. “Esses jovens vão entrar como monitores bolsistas, receberão R$ 400 por mês. Vão desistir em dois meses, porque isso não paga nem a passagem até as escolas. Tem que adaptar o conteúdo na rede pública, inserir na grade escolar do aluno”, apontou. Para ele, o ideal seria incluir vagas de professores de música, formados em instituições de ensino superior, no próximo concurso da Secretaria de Educação.

Clara Campoli
Fonte: Correio Braziliense / DF
Ensino Superior
Diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:50 hs.
04/06/2013 - No dia em que se comemoram os 205 anos da implantação da imprensa no Brasil, as entidades profissionais e acadêmicas abaixo relacionadas vêm a público saudar a aprovação das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Jornalismo, ocorrida no último mês de fevereiro na Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional da Educação, e clamar por sua imediata homologação pelo Exmo. Sr. Ministro da Educação.

As novas diretrizes curriculares representam o corolário de uma luta secular da área de Jornalismo pela qualidade e especificidade de sua formação profissional, inaugurada no I Congresso Brasileiro de Jornalistas, que fundou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em 1908, e reafirmada no 32o. Congresso promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em 2006 e pelo 9o. Encontro do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) promovido naquele mesmo ano. A revisão curricular aprovada no CNE tem apoio de entidades acadêmicas da área, e incorpora as recomendações da Unesco para a formação profissional específica.

As novas diretrizes vêm sanar o problema crônico de falta de ligação entre teoria e prática na formação profissional em Jornalismo, provocado pela forma como os currículos mínimos de Comunicação Social foram implantados no Brasil pela ditadura militar e reproduzidos na norma ainda em vigor. Elas poderão, desta maneira, dar novo impulso à área acadêmica da Comunicação – que está revisando simultaneamente as diretrizes curriculares de suas outras vertentes profissionais, como Cinema e Relações Públicas –, permitindo que melhor cumpra sua missão de ciência aplicada, no sentido de apontar caminhos e desenvolver projetos e soluções que garantam a liberdade de expressão e o direito à informação do povo brasileiro, em consonância com a democracia já conquistada e seu aprofundamento pela inclusão social.

O Jornalismo enquanto atividade intelectual enfrenta enormes desafios, não apenas devido à crise dos modelos de negócio que até agora sustentaram sua vertente comercial predominante, mas também quanto ao amadurecimento de uma vertente de jornalismo público, coerente com a democracia pluralista, e as necessidades de expressão e informação de segmentos emergentes, organizações, movimentos e novos atores sociais. O tamanho desses desafios é proporcional à necessidade de uma formação profissional que desenvolva o potencial criativo e inovador das novas gerações de jornalistas que deverão enfrentá-los, com fundamentação teórica, consciência cívica, consistência científica e competência tecnológica.

A urgência desta tarefa inspira este apelo público ao Exmo. Sr. Ministro Aloizio Mercadante, para que homologue com urgência as DCN aprovadas no Conselho Nacional da Educação, a fim de que não se retarde ainda mais a atualização dos currículos das centenas de cursos universitários de Jornalismo em funcionamento no país, que aguardam esta definição já há quatro anos, desde o início da tramitação do processo em 2009.

Brasília, 1 de junho de 2013, Dia da Imprensa

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ)
Fonte: Observatório da Imprensa - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Em direção a uma verdadeira democracia racial
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:51 hs.
04/06/2013 - Durante muito tempo, predominou no Brasil o mito da “democracia racial”, segundo o qual o país se caracterizava pela ausência de preconceito e discriminação e pela harmonia e tolerância raciais. Na verdade, essa ideologia recobria a tese oligárquica de “embranquecimento”, um projeto nacional de hegemonia da raça branca a ser implantado por meio da miscigenação seletiva e de políticas de imigração europeia. E mascarava também o nosso peculiar “racismo cordial”, talvez pior do que o racismo direto e declarado dos Estados Unidos e da África do Sul do apartheid.

Mas, num país miscigenado como o nosso, existem condições para que floresça a verdadeira democracia racial. Como dizia o saudoso antropólogo Darcy Ribeiro, o Brasil tem tudo para criar uma nova civilização, “mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas”. O primeiro passo é reconhecer o problema e adotar políticas públicas para superá-lo. E, nas últimas décadas, mais de um século depois da Lei Áurea, o país começou a estender a cidadania à população não branca, que é ampla maioria no país, principalmente por meio da educação.

De fato, mesmo com problemas, o país tem avançado na integração dos negros à sociedade nesses últimos 20 anos. Segundo informações levantadas em pesquisas do IBGE, a proporção de brasileiros que se autodeclaram pretos ou pardos no ensino superior dobrou em dez anos, saltando de 19% para 38%. O resultado se tornou visível no aumento do percentual de negros em quase todas as carreiras universitárias. Simultaneamente, a distância que separa brancos de não brancos no país em termos de renda per capita também diminuiu.

Podemos afirmar que um jovem negro hoje tem mais oportunidades que seus pais tiveram, mas seguramente isso não significa ainda que esteja no mesmo nível dos jovens brancos. Avançamos em uma década nos indicadores de diminuição de desigualdade racial, porque o país tem se estabilizado economicamente e proporcionado programas de incentivo à população menos favorecida, com o objetivo de estreitar o laço da exclusão e proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos brasileiros.

O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2009-2010 (lançado pelo Laeser e pelo Instituto de Economia da UFRJ) relata que, em 2008, os dados do Censo do Ensino Superior evidenciavam a existência de uma boa disseminação do número de Instituições de Ensino Superior (IES) que aderiram ao sistema de ingresso diferenciado – 26,3% do total das IES públicas do país. Por outro lado, o número de vagas disponibilizadas pelo sistema de cotas era de apenas 10,5%.

Somadas a ações de acesso ao ensino superior, como o Programa Universidade para Todos (ProUni), as cotas estão mudando o perfil do universitário brasileiro. Segundo dados reunidos no artigo Juventude Negra e Educação Superior, publicado no livro do Ipea, juventude e políticas sociais no Brasil, entre os anos de 2002 e 2009, pouco mais de 98 mil jovens negros entraram no ensino superior por meio de iniciativas desse tipo ou por programas de bônus sobre a nota obtida nos processos seletivos.

Em 17 anos, a taxa líquida de matrícula de jovens de 18 a 24 anos mais que quintuplicou entre os negros. Dados levantados pelo Ipea, disponíveis no site, apontam que no ano de 1992 apenas 1,5% dos jovens negros nesta faixa etária estava na universidade. Em 2009, eram 8,3 %. Entre os jovens brancos, as matrículas líquidas triplicaram no mesmo período – de 7,2% para 21,3%. A frequência dos jovens negros na universidade, que correspondia a 20,8% da frequência dos brancos em 2002, passou a corresponder a 38,9% em 2009.

A soma da valorização do salário mínimo, do crescimento sustentado da economia e de programas sociais voltados aos mais pobres é responsável por esses resultados, que na verdade não são repentinos mas fazem parte de um processo contínuo. Essas mudanças nos mostram o quanto é importante investir na educação, e, para isso, apostamos no Plano Nacional da Educação (PNE), ora em tramitação no Senado, que prevê que seja gasto o equivalente a 10% do PIB em Educação até 2023.

* Gilberto Alvarez Giusepone Jr. especialista em Enem, é diretor do Cursinho da Poli (SP), instituição sem fins lucrativos que trabalha a educação como inclusão social.
Fonte: Jornal do Brasil - Rio de Janeiro/RJ.
Ensino Superior
Ensino a distância deve ter financiamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:11 hs.
04/06/2013 - O governo federal quer ampliar o Fies (financiamento estudantil) para o ensino a distância - modalidade que cresce de forma expressiva e hoje tem cerca de 1 milhão de alunos. Se o projeto for concretizado, a expansão desse segmento deve disparar, aos moldes do que ocorreu com o ensino superior presencial, já beneficiado pela iniciativa. Porém, antes de colocar o empréstimo estudantil na praça, o Ministério da Educação (MEC) dá sinais de que também planeja descentralizar esse segmento. Há cerca de dez dias, foram reconhecidas 148,4 mil vagas de cursos a distância de 40 instituições, que passam a ter mais fôlego para concorrer com Anhanguera e Kroton, que juntas detêm 50% do setor.
"Acredito que há boas chances de o Fies ser ampliado para o ensino a distância em 2014. Com o financiamento, o percentual de crescimento do segmento dobra", disse Ryon Braga, presidente da consultoria especializada em educação Hoper. Em 2011, a taxa de crescimento foi de 6,7%.





Procurado pelo Valor, o MEC informou que a ampliação da linha de financiamento está em estudo. Em 14 de maio, o ministro da Educação, Aloizio Mercandante, participou de uma audiência pública no Senado em que abordou o projeto de extensão do Fies. Uma semana depois, o ministério publicou no Diário Oficial o reconhecimento das 148,4 mil vagas.

Desde 2008, o governo não liberava um lote tão grande. Entre os 40 grupos de educação beneficiados estão empresas de porte como a Unip, do empresário Di Gênio, a carioca Estácio, a Unit e a Unifran (adquirida recentemente pela Universidade Cruzeiro do Sul). Há faculdades de várias regiões do país, tanto particulares quanto públicas. "Acredito que o governo vai liberar outros lotes no decorrer do ano. Há muitos pedidos parados no MEC", disse Ryon. Vale destacar que nesse novo lote, a Uniderp, da Anhanguera, foi a mais beneficiada, com quase 22 mil vagas.

Nos últimos cinco anos, o MEC caminhou no sentido oposto, ou seja, fechou vários cursos a distância por irregularidades. O resultado dessa fiscalização mais rígida é que sobraram poucas instituições de grande porte atuando nessa modalidade, como a Unopar e a Uniasselvi. Não à toa, elas foram compradas por cifras milionárias pela Kroton. Após essas duas aquisições, a companhia mineira tornou-se o maior grupo educacional do país e líder absoluta em ensino a distância (EAD), com 344 mil alunos, cerca de 35% do segmento.

As projeções otimistas em torno do Fies são baseadas em experiências bem-sucedidas. Em 2009, a área de ensino superior presencial patinava com um aumento de apenas 0,7%. Nos anos seguintes, quando já não havia exigências burocráticas para concessão do crédito, o percentual subiu para cerca de 6%.
Entre 2010 e março deste ano, foram firmados cerca de 880 mil contratos de Fies. O principal chamariz do financiamento é a taxa de juros, de apenas 3,4% ao ano - índice semelhante ao praticado nos Estados Unidos, onde uma parcela significativa da população faz empréstimos para estudar.

O reconhecimento do cursos pelo MEC é fundamental para que as instituições possam expandir a modalidade, com a abertura de novos polos presenciais para a realização de provas e aulas de laboratório. O trâmite no Ministério da Educação para aprovação é complexo. Primeiro, a faculdade solicita uma autorização para ministrar o curso a distância. O MEC, então, autoriza o funcionamento e somente após a formatura da primeira turma de alunos é que emite o documento de reconhecimento. Só então, num processo que pode demorar anos, a instituição está habilitada a pedir abertura mais de polos de EAD.

Entre os cursos de ensino a distância aprovados pelo MEC, uma parcela representativa é de pedagogia. Há essa forte demanda devido à exigência crescente por parte das secretarias de educação para que os professores das primeiras séries do ensino fundamental tenham curso superior. Como vários deles já trabalham, há uma procura por aulas ministradas por meio do computador.

Outro fenômeno percebido é a entrada de instituições renomadas no ensino a distância, como FGV e Ibmec. Na nova lista do MEC, há também universidades públicas como UFRJ, UnB e Universidade Federal de São Carlos. Além do EAD, o mercado acredita que governo também deve estender o Fies para cursos de mestrado e doutorado.
Fonte: Valor Econômico - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Ensino superior a distância democratiza acesso para alunos do interior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - O estudante Melqui Ferreira cursa gestão de recursos humanos pela internet, de Surubim: "não quis encarar viagem até Recife todo dia"

A cena ainda é comum: perto das 22h, diversos ônibus fretados aguardam os estudantes da Universidade Católica de Pernambuco, no Centro do Recife, saírem das aulas. Os coletivos vêm de cidades do Interior. Cena parecida acontece na Universidade Estácio de Sá - Fir, no bairro do Prado, na Zona Oeste. Essa realidade encontrou uma mudança com o crescimento da oferta de cursos a distância que vem democratizado o acesso ao ensino superior, como demonstra um relatório elaborado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) e o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais (Inep). Em 2011 foram 992.927 mil de matrículas, o que representa 14,6% dos ingressos do ensino superior.

O ensino a distância vem sendo uma alternativa para cidades do Interior do Estado sem faculdades públicas ou privadas. Antes, grande contigente de jovens se mudavam para a capital para morar em repúblicas. Mais recentemente, a melhor opção é mesmo encarar a estrada. No ensino a distância a praticidade e a economia gerada parece ter vendido o receio que muitos tinham em um passado recente, de que se tratava de ensino de baixa qualidade. "Muitos pensam que EAD é mais fácil em relação a uma gradução com aulas presenciais, mas é justamente o contrário. O aluno precisa mostrar mais interesse, mais dedicação para poder acompanhar o conteúdo", explica Fernanda Bittencourt, diretora da área de ensino a distância da Universidade Estácio de Sá - FIR.

No ensino online, o estudante faz o próprio horário. As aulas podem ser gravadas ou transmitidas ao vivo. A maior parte das instituições mantém tutores para ajudar os alunos nas dúvidas e também para facilitar o vínculo com a universidade e evitar a alienação. Há também fóruns de discussão das disciplinas. "Esse ensino requer um comportamento mais autônomo do estudante.

Digo que são necessárias 10 a 12 horas de estudo por semana para cursar de maneira satisfatória", explica. Na Estácio, Pernambuco possui a maior base de alunos de ensino a distância, atrás apenas do Ceará. "Verificamos um movimento cada vez maior de estudantes presenciais do interior, que assistiam aulas em nossa unidade do Recife, e que agora fazem EAD em seus municípios".

Hoje 70% dos estudantes de ensino a distância estudam e trabalham, segundo o último censo da Abed. Em sua maioria são mulheres, entram na faculdade mais tarde (aos 28 anos, contra 24 do presencial) e procuram cursos de pedagogia e administração.

Aos 40 anos, Patrícia Roelandt se formou em marketing morando em Fernando de Noronha

Um diploma de Noronha

Antes de se mudar para Fernando de Noronha Patrícia Roelandt queria ser atriz.

Mudou-se para acompanhar o marido e deixou para trás um curso de comunicação incompleto e uma peça de teatro já na fase de montagem. Hoje, aos 40 anos, ela acaba de se formar em marketing através de um curso a distância. "Estava decepcionada por não ter um diploma, depois de tanto trabalho. Mas, não queria ter de morar no Recife para ter um curso superior", diz.

Com a graduação online, Patrícia precisou vencer adversidades da Fernando de Noronha, entre elas a péssima conexão de internet. A maior parte dos estudos foram feitos nos computadores do departamento de turismo do arquipélago, onde atua como coordenadora de ecoturismo. "O estudo a distância só vale a pena se existir dedicação, senão terá apenas um diploma. Já busco pós-graduação e oriento minha filha sobre as vantagens para quando chegar a idade de fazer faculdade".

Já o gerente administrativo Melqui Ferreira, 28 anos, optou por fazer um curso a distância por não encontrar em sua cidade, Surubim, no Agreste do Estado, o curso que desejava. "Não quis encarar a viagem longa para o Recife. E aqui a faculdade mais próxima fica em Nazaré da Mata, mas por lá o foco é nas licenciaturas", diz. Melqui cursa gestão de recursos humanos e pensa em cursar outra graduação assim que terminar. "Pode ser a distância ou presencial".

"O EAD para um país de tamanho continental como o nosso é imprescindível para a educação do País" - Alex Sandro Gomes, professor da UFPE
Ensino a distância promove cidadania, diz organização

No ano passado foi realizado no Recife o IX Congresso Brasileiro de Educação Superior a Distância. No evento foi elaborada a "Carta do Recife", um documento que sintetizou as demandas do setor e a importância da modalidade para a democratização do acesso à universidade. Entre os tópicos estão: cobrança de subsídios do governo para pesquisas, mais apoio para criação de novos cursos e promoção da discussão sobre a cidadania atrelada ao ensino a distância.

O documento foi uma iniciativa da UniRede, uma rede de instituições públicas do ensino superior voltadas para a EAD. Segundo o censo da Abed, hoje a maioria das matrículas acontecem em instituições privadas. São 60,5% em faculdades com fins lucrativos e 14,5% em instituições filantrópicas. As universidades públicas ficam apenas com 15% do total, sendo 8% em federais e 7% em públicas estaduais.

O número é baixo quando comparado com países onde o ensino a distância já está estabelecido, como é o caso dos EUA, Alemanha e Canadá. No ano passado, das 56 universidades canadenses, 53 possuíam cursos a distância. As respeitadas instituições norte-americanas Harvard, Princenton, Berkeley e Stanford oferecem cursos para alunos do mundo inteiro. "O EAD para um país de tamanho continental como o nosso é imprescindível", disse Alex Sandro Gomes, professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco. Ele é o coordenador da Associação Brasileira de Educação a Distância em Pernambuco e um dos nomes atuantes na democratização dos cursos online aqui no Estado. "A penetração da internet em cidades do Interior vem facilitando esse acesso aos cursos. Estamos trabalhando em parceria com o MEC e órgãos que lidam com formação para melhorar ainda mais o acesso".

Infográfico: conheça mais sobre o ensino superior a distância.





Paulo Floro Do NE10
Fonte: UOL
Ensino Superior
Escolas já podem responder ao Censo 2013
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - Censo escolar busca atualizar informações sobre alunos, professores e unidades escolares de todo o Estado

O governo federal já está realizando a coleta de informações das escolas pública e privadas de todo o País para o Censo Escolar 2013. Os dados são referentes às escolas, alunos e professores. Para responder ao Censo, é preciso acessar o site www.educacenso.inep.gov.br. Na página estão disponíveis os formulários para o preenchimento das informações solicitadas.

O Educacenso permite obter dados individualizados de cada estudante, professor, turma e escola do país, tanto das redes públicas (federal, estaduais e municipais) quanto da rede privada. O formulário deve conter dados sobre a quantidade de alunos, material didático, merenda escolar, infraestrutura, dentre outros itens de cada unidade escolar.

Conforme Rozângela Maria de Souza, da Assessoria de Coleta de Dados Educacionais, da Secretaria de Estado da Educação, as escolas têm até 20 de julho para responder as informações e enviar à Seduc. No Censo Escolar 2012, 1.819 escolas do Tocantins foram recenseadas. Para esse ano, já são 20 novas escolas e o número ainda pode aumentar.

A partir dos dados, é calculado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e planejada a distribuição de recursos para alimentação, transporte escolar e livros didáticos, entre outros. “As escolas públicas que não informarem corretamente as informações no Censo ficarão sem receber recursos financeiros”, declarou Rozângela.

Colaborou Gabriela Glória/ATN
Fonte: Secretária da Comunicação Social - NOTÍCIAS
Ensino Superior
Estudantes de graduação já podem se inscrever no XVIII Prêmio Tesouro Nacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:05 hs.
04/06/2013 - As inscrições vão até 23 de setembro. Os candidatos terão a opção de três temas para serem abordados e os primeiros colocados receberão o prêmio no valor de R$ 20 mil

O XVIII Prêmio Tesouro Nacional pagará aos primeiros colocados um prêmio no valor de R$ 20 mil

Com o objetivo de estimular a pesquisa na área de Finanças Públicas, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda divulgou a abertura das inscrições para o XVIII Prêmio Tesouro Nacional. Os interessados têm até o dia 23 de setembro para enviar trabalhos de monografia. Podem concorrer estudos individuais ou coletivos, de candidatos de qualquer nacionalidade e formação acadêmica (graduação e pós-graduação).

Monografia sobre impacto do Bolsa Família no consumo de alimentos vence premiação

O concurso é idealizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda, com o objetivo de estimular a pesquisa na área de Finanças Públicas. Segundo informações da ESAF, responsável pela coordenação do prêmio, o concurso estimula a reflexão e a pesquisa de professores, pesquisadores, estudantes e servidores públicos sobre temas prioritários para a gestão pública. É uma forma de integrar a sociedade com o governo, fazendo com que os cidadãos contribuam e se sintam responsáveis pelo aperfeiçoamento das finanças públicas e do gasto no setor público brasileiro.

Três temas podem ser abordados nas pesquisas: Política Fiscal e Dívida Pública, Economia do Setor Público e Tópicos Especiais. Os primeiros colocados em cada área de pesquisa receberão R$ 20 mil; os segundos colocados, R$ 10 mil; e os terceiros colocados R$ 5 mil. Outras informações sobre o prêmio podem ser consultadas no site da Escola de Administração Fazendária (www.esaf.fazenda.gov.br
).

Instituído em 1996 como parte das comemorações do 10º aniversário da STN, o concurso é realizado anualmente. Ao longo das dezessete edições, 1.607 monografias foram inscritas e 230 trabalhos, premiados. Com o conteúdo dos trabalhos, a STN formou o maior banco de estudos sobre Finanças Públicas do País, frequentemente consultado por técnicos dos governos federal, estadual e municipal.

Todas as monografias premiadas estão disponíveis no site do Tesouro Nacional.

Ministério da Fazenda
Fonte: Portal Brasil
Ensino Superior
Estudo mostra que fumante custa US$ 6 mil mais ao empregador
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:55 hs.
04/06/2013 - Algumas empresas americanas já adotaram medidas, como impor aos fumantes uma cota extra para seu seguro de saúde

Paris - Um fumante custa, em média, aproximadamente US$ 6 mil a mais por ano ao seu empregador em comparação com um não fumante, revelou um estudo americano que será publicado esta terça-feira. Os custos variam entre US$ 2.885 e mais de US$ 10.125 dependendo da área de atividade e do cargo ocupado, segundo a pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas da Universidade do Estado de Ohio, com funcionários do setor privado que trabalham em diferentes setores.

No topo estão os custos dos intervalos para fumar, que representam deixar de ganhar, em média, US$ 3.077 dólares por funcionário fumante ao ano, enquanto que o absenteísmo é estimado em US$ 517 dólares e o presenteísmo (o funcionário está presente, mas sua produtividade é menor devido à dependência em nicotina) a US$ 462 dólares.

O sobrecusto em termos de despesas com a saúde - para os empregadores com seguro próprio - se situam em US$ 2.056 dólares. "Os funcionários que fumam impõem sobrecustos significativos para os empregadores privados", revelaram os cientistas, precisando que seu estudo destina-se a ajudar "a tomar decisões no que diz respeito à sua política sobre o tabaco".

Algumas empresas americanas já adotaram medidas, como impor aos fumantes uma cota extra para seu seguro de saúde. Outras simplesmente se recusam contratá-los ou licenciam os funcionários que não param de fumar após um determinado período. O estudo foi publicado pela revista Tobacco Control, que faz parte do grupo do British Medical journal (BMJ).

Os fumantes atualmente constituem um quinto da população adulta americana e o tabagismo seria a causa de 443 mil mortes ao ano nos Estados Unidos.

France Presse
Fonte: Correio Braziliense / DF
Ensino Superior
FAPESP e Matimop apoiarão projetos de inovação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:36 hs.
04/06/2013 - Instituições lançam chamada de propostas para promover pesquisas colaborativas entre empresas do Estado de São Paulo e de Israel (FAPESP)

Agência FAPESP – A FAPESP e o Centro de P&D da Indústria Israelense (Matimop) anunciam a primeira chamada de propostas de pesquisa no âmbito do acordo de cooperação mantido pelas instituições. O objetivo da chamada é promover pesquisas em projetos de inovação colaborativos entre empresas do Estado de São Paulo e de Israel.

As propostas estão abertas a dois modos de colaboração. No Modo 1, as propostas devem envolver uma ou mais empresas em Israel e uma ou mais empresas de pequeno porte (com até 250 empregados) no Estado de São Paulo. O Modo 2 se refere a propostas que relacionem empresas em Israel com empresas no Estado de São Paulo associadas a instituições de educação superior ou pesquisa paulistas.

Em Israel, as propostas devem ser submetidas por empresas que façam pesquisa e desenvolvimento e estejam registradas no país de acordo com os critérios de elegibilidade do Escritório do Cientista Chefe (OCS) do Ministério da Economia.

No Brasil, as propostas para o Modo 1 devem seguir as normas do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), com valor máximo de financiamento de R$ 1,2 milhão. As propostas do Modo 2 devem seguir as normas do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), que exigem contrapartida de financiamento da companhia parceira no projeto – associada a instituição de ensino superior ou de pesquisa.

O processo de submissão de propostas terá duas fases. Na primeira, as organizações parceiras deverão submeter carta de intenção e documentos que demonstrem a contribuição tecnológica para os participantes dos dois países. A data limite é 1º de outubro de 2013.

Na segunda fase, os candidatos que atenderem a todos os critérios de elegibilidade serão convidados a submeter a proposta completa de acordo com as normas e procedimentos aplicados pela FAPESP, no Estado de São Paulo, e pelo OCS, em Israel.

A chamada de propostas está publicada em: www.fapesp.br/en/7809
Fonte: Agência FAPESP - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Governo abre várias frentes para aprovar royalties para educação no Congresso
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:44 hs.
04/06/2013 - Após o Planalto enviar projeto à Câmara prevendo a destinação integral dessas receitas para o setor, petista incluiu medida no projeto do Plano Nacional de Educação

O governo da presidente Dilma Rousseff montou várias frentes no Congresso Nacional para tirar do papel a promessa de destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação. Considerada prioritária pelo Palácio do Planalto, a proposta já tramita em regime de urgência na Câmara, por meio de um projeto de lei encaminhado no início do mês passado. Desde a última semana, entretanto, o tema passou a constar também do projeto do Plano Nacional da Educação (PNE) , em análise no Senado.

A inclusão foi feita na forma de uma emenda aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A estratégia dá ao governo duas linhas distintas de ação no Congresso para tentar aprovar a matéria. Ao incluir a destinação exclusiva dos royalties para educação no PNE, a comissão do Senado utilizou-se justamente de trechos do projeto que tramita na Câmara. Por enquanto, não há uma orientação para que líderes priorizem um ou outro projeto. A ordem é sentir o terreno para ver qual dos dois tem mais chance de assegurar a mudança na regra.

O projeto de lei, de número 5.500, já representava a segunda tentativa do governo de aprovar a destinação integral dos recursos para a educação na Câmara. A primeira era uma medida provisória, a 592, que acabou sendo abandonada após a lei que trata da redistribuição dos royalties virar centro de um embate no Supremo Tribunal Federal (STF). No novo projeto que destina essas receitas para a educação, Dilma procurou justamente eliminar os elementos que atrelavam a medida provisória à disputa em curso na Justiça. Ou seja, retirou menções à nova lei dos royalties e ao destino das receitas oriundas da exploração dos contratos que já estão em execução.

“Dessa forma, temos um projeto tramitando na Câmara, em regime de urgência, e outro correndo no Senado. Ou seja, a aposta é que, de uma forma ou de outra, será possível dar andamento à proposta”, explica o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que foi relator da medida provisória na Câmara. Ele reconhece que o governo enfrentou alguns sobressaltos nessa estratégia até agora. Mas insiste que a ideia é dar impulso ao projeto nas próximas semanas. “Isso só não avançou mais porque o governo teve de lidar com problemas no Congresso, como a votação da MP dos Portos”, acrescentou.
Fonte: Último Segundo - IG - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Hoje entendemos em horas coisas que levariam anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - Entrevista Luis Von Ahn

Traduzir a web inteira é o objetivo do professor de ciência da computação que criou os projetos recaptcha e duolingo

Quando criança, Luis von Ahn imaginou uma academia onde, em vez de se cobrar mensalidade, a energia gerada pelo esforço físico das pessoas fosse vendida a companhias elétricas.

Hoje, como professor de ciência da computação na Universidade Carnegie Mellon e empresário, von Ahn não perdeu a ideia de vista.

Ele é o homem por trás dos projetos reCaptcha, o sistema de verificação que exige que digitemos os caracteres em uma imagem, e Duolingo, um programa de ensino de idiomas gratuito, ambos com o objetivo de "traduzir a web inteira".

No Duolingo, materiais que precisam ser traduzidos são fragmentados e distribuídos entre os exercícios dados aos alunos. Quando o documento estiver completamente traduzido, é devolvido ao dono, que paga pela tradução (clientes como a Wikipédia recebem o serviço de graça).

No caso do reCaptcha, as imagens de letras distorcidas são trechos de livros e documentos mal reconhecidos por scanners no processo de digitalização, de modo que, ao digitá-los, o usuário "contribui" para a digitalização de livros e documentos.

A verificação de ambos é baseada no crowdsourcing, ou seja, na contribuição de várias pessoas que digitam a mesma imagem --ou fazem o mesmo exercício-- e geram um padrão de erros e acertos.

Luis von Ahn também foi o primeiro a usar o termo "computação humana", que descreve a combinação entre habilidades exclusivamente humanas e a capacidade de processamento dos computadores.

A Folha o entrevistou durante o evento WWW2013, que aconteceu no mês passado no Rio.

Você disse que precisamos traduzir toda a web. Por que é mais difícil fazer isso em algumas línguas que em outras?

A desigualdade é imensa. Mais de 50% da web é em inglês, mas menos de 25% das pessoas que usam a web falam inglês. Para os computadores, a dificuldade das línguas depende da quantidade de informação que existe. Então inglês é relativamente fácil porque há muitos dados, enquanto línguas com menos dados são mais difíceis.

Projetos como o Duolingo podem ter impacto positivo na educação em países em desenvolvimento?

A maioria dos métodos de aprendizado de línguas exige que você tenha dinheiro, e a maioria das pessoas que quer aprender não tem. Eu queria inventar um jeito de ensinar línguas de graça, em que a energia mental das pessoas fosse usada para fazer algo de valor: traduzir a web. A CNN pagava tradutores profissionais para traduzir seu site, e agora paga a nós. Cobramos de algumas empresas para traduzir, então de certa maneira eles estão pagando para que pessoas aprendam línguas. Eles nos pagam, e damos às pessoas o ensino de graça.

Como você desenvolveu o método do Duolingo?

Há três anos, não sabíamos nada sobre o ensino de línguas. Então lemos alguns livros e fomos atrás de especialistas. Agora que temos 1 milhão de usuários, fazemos tudo com base nos dados. Por exemplo, se quero saber se devo ensinar adjetivos antes dos advérbios, metade dos próximos 50 mil usuários vai aprender em uma ordem, e a outra metade em outra ordem. Aí medimos qual grupo teve melhores resultados. O método é totalmente baseado em dados, estatística, e não em uma filosofia.

Observamos muitas coisas com esses experimentos. Por exemplo: notamos um leve decréscimo no desempenho de pessoas com 20 anos em relação a pessoas de 10. Também descobrimos que mulheres italianas aprendem inglês 10% mais rápido que homens italianos, mas não tenho ideia do porquê.

A quantidade de dados de que dispomos hoje e a capacidade de processá-los podem mudar o modo como fazemos ciência?

Acredito que sim. Há 20 anos, o ensino de língua funcionava com um professor e 20 alunos. Não dá para saber muito sobre como ensinar melhor com 20 alunos, porque 20 é pouco. Talvez depois de 20 anos você possa inferir algo. Agora, podemos observar 2 milhões de pessoas aprendendo uma língua ao mesmo tempo e conseguimos entender as coisas em horas, em vez de anos. O cientista tenta entender, e o engenheiro só tenta fazer. No meu caso, estou tentando fazer, mais do que entender.

Fonte: Folha de S. Paulo - São Paulo/SP
Ensino Superior
Inscrições para o Sisu de meio de ano começam no dia 10 de junho
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04/06/2013 - Somente poderá se inscrever no Sisu o estudante que fez a edição de 2012 do Enem e que não zerou a redação

O Ministério da Educação (MEC) publicou portaria na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União com o cronograma da edição de meio de ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona alunos para instituições públicas de ensino superior por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo de inscrição começa no dia 10 de junho e vai até as 23h59 do dia 14 de junho.

Somente poderá se inscrever no Sisu o estudante que fez a edição de 2012 do Enem e que não zerou a redação. Cada candidato poderá se inscrever, no site do programa, em duas opções de vagas, em ordem de preferência. É preciso indicar a instituição, local, o curso e o turno.

É possível mudar a opção de curso quantas vezes quiser até o final do prazo. A última alteração é a que será considerada válida. Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

A primeira chamada de selecionados será divulgada no dia 17 de junho, com matrículas nos dias 21, 24 e 25 do mesmo mês. A segunda chamada estará disponível no dia 1º de julho, com matrículas nos dias 5, 8 e 9 de julho.
Fonte: TERRA
Ensino Superior
Intercâmbio de casais é tendência para o mercado
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04/06/2013 - Abrir mão da rotina de trabalho ou estudos no Brasil e embarcar em um intercâmbio no exterior, convivendo com outras culturas e aprendendo um novo idioma são alguns dos motivos que estimulam a procura de cursos no exterior.

Hoje o intercâmbio de casal é uma das grandes tendências para o mercado. "Antes essa experiência de viver no exterior e aprender um novo idioma era procurada apenas por jovens, hoje está havendo uma grande demanda por parte de casais de namorados querendo fazer um intercâmbio", aponta Fernanda Zocchio, diretora de operações da Experimento Intercâmbio Cultural.

O programa funciona como os intercâmbios convencionais, a diferença está somente na acomodação e na carga horária das aulas. O nível do casal não necessariamente precisa ser o mesmo, pois ambos passarão por uma prova de avaliação do idioma.

E muitos que foram, aprovaram. Este é o caso da profissional de marketing Auana Monteiro que programou um intercâmbio de um mês com o namorado para a África do Sul. Juntos há sete anos, eles fecharam o pacote com um ano de antecedência, mas três meses antes da viagem terminam o relacionamento. "Como a viagem já estava fechada, falei que não iria desistir de ir, então decidimos manter a programação", conta Auana.

Durante a viagem o casal acabou se reconciliando e hoje moram juntos. "Eu recomendo muito essa experiência. Ir com meu namorado fez com que ficássemos juntos em diversas situações, tanto boas como ruins, e por estar em outro país, acaba trazendo uma grande união. Isso nos ajudou muito no convívio diário. Acho que todo mundo, antes de casar, deveria fazer essa experiência", aconselha.

Embalada nesta tendência de mercado, para este mês dos namorados, a Experimento Intercâmbio lançou alguns programas promocionais voltados a casais que procuram unir em uma só viagem, aprendizado e entretenimento. Os pacotes promocionais para San Francisco, Montreal, Sydney, Nova Delhi, Buenos Aires e Terenife são válidos para dois estudantes que forem viajar juntos e para inscrições feitas até o dia 12 de junho.
Fonte: Maxpress - São Paulo/SP
Ensino Superior
MEC está reavaliando a legislação sobre EAD
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04/06/2013 - A legislação em torno da educação à distância no país está sendo reavalida. Até o dia 21 de julho, uma Câmara Consultiva Temática, formada por representantes de diversos segmentos da educação, deverá entregar um documento para o Ministério da Educação (MEC) contendo subsídios para as mudanças na legislação. O principal ponto dá conta dos polos presenciais.

O grande objetivo do MEC é abrir a oferta de cursos na modalidade EAD. Para isso, a ideia é que as instituições possam oferecer cursos de graduação sem necessariamente ter um polo presencial ? atualmente, é quesito obrigatório.

"A nova legislação não acabará com os polos presenciais, mas abrirá a possibilidade de que sejam criados cursos de graduação somente online, sem a necessidade do polo" explica Cleunice Rehem, coordenadora-geral de Regulação da Educação Superior à Distância do MEC. "As avaliações, porém, continuarão sendo exigidas presencialmente" completa.
Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS
Ensino Superior
Medicina na Rússia
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04/06/2013 - A Aliança Russa de Ensino Superior recebe inscrições de interessados em cursar Medicina na Universidade Estatal de Kursk. São 40 vagas abertas para estudantes com fluência em inglês e que já concluíram o Ensino Médio. A seleção dos candidatos inclui reunião com os pais e análise do histórico escolar. Antes do início das aulas de Medicina, os alunos passarão três meses na Faculdade Preparatória, onde aprenderão física, química e biologia, aplicadas à Medicina, em inglês. Aulas de russo também fazem parte da grade. Interessados devem se inscrever no site www.aliancarussa.com.br ou pelos 13971241941397124194 (11) 3854-2513, (11) 3854-2514 e (11) 3854-2515.

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS.
Ensino Superior
Nova presidente da UNE promete autonomia
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04/06/2013 - A pernambucana Virgínia Barros, de 27 anos, foi eleita com 69% dos votos, no último domingo, dirigente máxima da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ela é filiada ao PCdoB, partido que integra a base do governo federal e que desde 1991 mantem a hegemonia na presidência da entidade.

Virgínia nasceu em Garanhuns, terra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora diga admirá-lo, tenta se descolar da imagem de seu conterrâneo mais famoso:

— Como presidente, o Lula implantou políticas importantes e, agora, segue como liderança na sociedade civil. Aprendi com o Lula, mas tenho um caminho próprio e ideias a seguir — diz Virgínia, que é formada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e acabou de ingressar em Letras na Universidade de São Paulo.

O distanciamento não vai ser fácil. Virgínia, mais conhecida como Vic, é filiada ao PCdoB desde 2008. Pelo menos em seu discurso nas primeiras horas à frente da instituição, ela dá mostras de que pode buscar mais independência para a entidade, muito criticada nos últimos anos por ter se transformado em braço político do governo. Ela classificou a política econômica do governo como “bastante conservadora”, e condenou o corte de R$ 28 bilhões no Orçamento:

— A gente acha nocivo haver recursos oriundos do povo brasileiro, que deveriam ser direcionados para áreas estratégicas, serem destinados ao setor financeiro.

A pernambucana afirma ainda que vai lutar pela autonomia da UNE, mas diz não ver problemas em eventos da instituição serem patrocinados pelo governo. Para tentar garantir a independência, afirma que planeja otimizar recursos próprios, tendo como uma das principais fontes a emissão de carteiras estudantis.

— A UNE tem como concepção ser independente de partidos, reitorias e governo. A expectativa é que a gente consiga reestruturar nossa arrecadação, garantindo transparência.

Sobre o orçamento da UNE — e detalhes a respeito da sede da entidade na Praia do Flamengo, que já recebeu verba de R$ 30 milhões do governo federal —, Vic diz que ainda precisa se familiarizar “com aspectos da tesouraria”.
Fonte: O Globo Online - Rio de Janeiro/RJ.
Ensino Superior
Optar por um curso à distância possibilita flexibilidade de horário, mas também exige dedicação
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04/06/2013 - Professora, tutor e aluno dão dicas de como fazer melhor uso do tempo nessa modalidade

Está enganado quem pensa que, ao escolher um curso à distância, poderá dedicar menos tempo aos estudos. Optar por essa modalidade dá, sim, maior flexibilidade de horário para o estudante, mas não exige menos dele.

Não é preciso necessariamente nascer sabendo como ser um aluno à distância, pode-se aprender a sê-lo. A secretária de Educação à Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mára Lúcia Fernandes Carneiro, conta que uma das disciplinas que ela ministra nos cursos EAD da universidade tem justamente o objetivo de ensinar os alunos a se adaptarem ao modelo. Na Instrumentalização para o Ensino à Distância, os estudantes aprendem a usar o ambiente virtual e a fugir do esquema natural de navegação da internet, que leva de um link a outro. É geralmente neste momento que Mara ensina seu mantra: "É preciso saber ler, ler tudo e ler até o fim". Isso significa que o aluno não deve passar os olhos em um texto e sentenciar que não o compreendeu. É preciso ler com atenção, com foco e até o fim.

— Nesta disciplina, ensinamos o aluno a planejar o seu tempo. Ele deve preencher uma tabela com tudo o que precisa fazer durante a semana e depois anotar o que foi realmente executado. A partir disso, se pensa sobre como a rotina pode ser ajustada para colocar um curso à distância dentro dela — explica Mára Lúcia.

Conheça o perfil de aluno que busca a modalidade de educação à distância
Profissionais com formação em cursos à distância começam a chegar ao mercado
Legislação sobre EAD está em reavaliação
Tendência é de que qualquer graduação poderá ter disciplinas online no futuro

Para Rodrigo Silveira Pinto, formado em Farmácia presencialmente e com duas especializações à distância, para dar certo o curso deve fazer uma cobrança sistemática aos alunos. Dessa forma, é mais tranquilo se organizar.

— Os cursos que pedem atividades sistemáticas são melhores, porque o estudante fica mais próximo do processo. O bom é quando o conteúdo é liberado aos poucos e as atividades são cobradas semanalmente — opina Pinto.

Nascido em Ouro Branco (MG) e atualmente morando em Porto Alegre, a distância dos grandes centros foi o que levou Rodrigo a fazer três cursos EAD, duas especializações e um aprimoramento. De sua experiência com aulas à distância, o estudante, agora mestrando da UFRGS, conta que a dinâmica de um dos cursos que fez não funcionou: o professor repassou todo o material de uma vez só e requisitou um trabalho que deveria ser entregue no final do ano.

— Eu não me organizei. Esse esquema não dá certo para nós, brasileiros, porque acabamos deixando tudo para a última hora — conta ele.

Quem pode auxiliar na organização do aluno é o tutor, aquele que faz o meio de campo entre o estudante e o professor e pode até ajudar na motivação. Ricardo Nascimento já desempenhou esse papel em dois cursos vinculados à Universidade Aberta do Brasil — sistema integrado por universidades públicas e coordenado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Preparando-se para atuar como tutor novamente no segundo semestre deste ano, Nascimento conta que uma de suas funções é ensinar o estudante a ser um aluno à distância.

Ele está sempre atento ao desempenho de cada membro da turma, verificando se todos cumpriram as tarefas. Quando percebe que alguém está com alguma dificuldade, conversa com o professor e vê o que pode ser feito. É um trabalho em equipe.

— É importante que o estudante que quer fazer um curso à distância saiba que não se trata de uma opção mais fácil. Um curso EAD também tem prazos que devem ser cumpridos — salienta Nascimento.

A doutora em Educação Débora Conforto já atuou como tutora e professora em cursos EAD e atualmente é conteudista do curso de Formação de Professores em Tecnologia da Informação e Comunicação Acessíveis, ligado ao Ministério da Educação e operacionalizado pela UFRGS. Para ela, o tempo de estudo do aluno não pode ser engessado pelo professor, mas deve ser organizado pelo estudante.

— O curso não deve ser tarefeiro. A qualidade deve ser prioridade, não a quantidade. Isso também facilita a organização e a dedicação do estudante. O tempo dedicado ao EAD não pode se assemelhar, ficar engessado como o de um curso presencial — opina Débora.

Como forma de organização, ela sugere também uma tabela, onde todas as atividades do aluno recebem prioridades. Assim, ele consegue ajustar a sua rotina para que possa se dedicar ao curso:

— O aluno deve saber que existem atividades profissionais — sim, porque a grande maioria dos alunos de EAD trabalha —, atividades pessoais e atividades de estudo. É preciso colocar prioridades nessas atividades e abrir espaço para um curso EAD.

Você deve...
... organizar a agenda
... ler, ler tudo, ler até o fim
... fazer uma leitura concentrada
... reservar um tempo para estudar
... acessar regularmente o ambiente virtual de estudo
... participar de atividades como fóruns de forma regular
... criar atividades que proporcionem vínculo entre os alunos, como trabalhos em grupo

Dicas de Rodrigo, o aluno
> Ter vontade de estudar à distância
> Fazer uma agenda semanal de estudos
> Montar um cronograma de entrega de atividades
> Interagir com os tutores e os professores do curso

Dicas de Débora, a professora

> Montar uma tabela contendo todas as suas atividades (profissionais, pessoais e de estudo)
> Abrir espaço na sua rotina para as tarefas do curso EAD e abrir mão das atividades de outras áreas que tiverem menos prioridade

Dicas de Ricardo, o tutor

> Saber que um curso à distância não é mais fácil do que um curso presencial
> Organizar seu tempo, estabelecendo espaços para estudar e realizar as tarefas do curso
> Não deixar para fazer as tarefas na última hora
> Ler o texto na sua integralidade e com atenção antes de achar que não compreendeu o conteúdo
> Não ter medo de se expor, questionar e opinar nos espaços de interação
> Participar dos fóruns sistematicamente, não deixando para se inteirar sobre o que está acontecendo no final da semana

O bom uso do chat

A secretária de Educação à Distância da UFRGS, Mara Lúcia Fernandes Carneiro, acredita que o chat pode ser uma boa ferramenta de EAD. As dicas são:

> Combinar previamente uma pauta, com um texto de referência definido e questões para discussão pré-estabelecidas
> Reservar os primeiros 10 minutos para a entrada dos participantes, para as saudações e os comentários
> Os 20 minutos seguintes devem ser destinados para a discussão das questões que foram pré-estabelecidas
> Os 10 minutos finais servem para a conclusão da discussão e o fechamento
> Professor e tutor devem moderar a discussão
> O chat deve ficar gravado
> O professor ainda pode editar e fazer comentários mais longos sobre as questões no arquivo final, que ficará à disposição dos alunos para futura pesquisa
Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS.
Ensino Superior
Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos

A presença de adolescentes na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Ensino Fundamental é preocupante: quase 20% dos matriculados têm de 15 a 17 anos. O número de alunos dessa faixa etária na modalidade não tem sofrido grandes variações nos últimos anos, apesar da queda no total de matrículas (28,6%). Dados da Ação Educativa com base nos Censos Escolares indicam que, em 2004, eram 558 mil estudantes e, em 2010, 565 mil. O cenário tem chamado a atenção dos especialistas da área. Por que esses adolescentes estão frequentando a modalidade, em vez de estar na Educação Básica regular? São vários os motivos (leia na última página os depoimentos de 13 estudantes). Alguns extrapolam os muros da escola, enquanto outros têm a ver diretamente com a qualidade da Educação, ou seja, envolvem o Ministério da Educação (MEC), Secretarias Municipais e Estaduais, gestores e, é claro, os professores que lecionam na modalidade.

Três grandes questões sociais fazem com que, todos os anos, muita gente desista de estudar ou então deixe a sala de aula temporariamente:

- Vulnerabilidade Muitos estudantes enfrentam problemas como a pobreza extrema, o uso de drogas, a exploração juvenil e a violência. "A instabilidade na vida deles não permite que tenham a Educação como prioridade, o que os leva a abandonar a escola diversas vezes. Quando voltam, anos depois, só resta a EJA", diz Maria Clara Di Pierro, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

- Trabalho A necessidade de compor a renda familiar faz com que muitos alunos deixem o Ensino Fundamental regular antes de concluí-lo. O estudo Jovens de 15 a 17 Anos no Ensino Fundamental, publicado este ano na série Cadernos de Reflexões, do MEC, revela que 29% desse público que está matriculado do 1º ao 9º ano já exerce alguma atividade remunerada, sendo que 71% ganham menos de um salário mínimo. A dificuldade de conciliar os estudos com o trabalho faz com que mudar para as turmas da EJA, sobretudo no período noturno, seja a única opção.

- Gravidez precoce A chegada do primeiro filho ainda na adolescência afasta muitos da sala de aula, principalmente as meninas, que param de estudar para cuidar dos bebês e, quando conseguem, retornam à escola tempos depois, para a EJA. Assim, não estudam com colegas bem mais novos e concluem o curso em um tempo menor. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 20% dos meninos que largaram os estudos tiveram o primeiro filho antes dos 18 anos. Entre as mulheres, esse percentual é de quase 50%. Dessas, 13% se tornaram mães antes dos 15 anos, 15% aos 16 anos e 19% aos 17 anos.

O sistema educacional e seus problemas

Os demais motivos que levam a garotada a se matricular na EJA têm a ver com a falta de qualidade do sistema de ensino e suas consequências:

- Reprovação e evasão O estudo do MEC aponta que a repetência de 17,4% na 7ª série e 22,6% na 8ª série só não é maior devido ao aumento da evasão escolar. Em 2005, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a taxa de evasão cresce continuamente ao longo dessa etapa de Educação (na 1ª série é de 1%, na 5ª, de 8,3%, e na 8ª, de 14,1%).

- Distância da escola no campo Reunir alunos da zona rural em uma só escola núcleo é uma saída das redes para garantir que os professores alcancem o número mínimo de aulas e reduzir os gastos com infraestrutura e transporte. Isso, no entanto, nem sempre é positivo para muitos dos alunos: a distância passa a ser mais um empecilho para que sigam estudando.

Desmotivação Sem se interessar pelo que a escola oferece, vários adolescentes deixam de frequentar as aulas e só tempos depois retornam, cientes da importância dos estudos. Não só o currículo mas também a forma como ele é trabalhado provocam o desinteresse. "Às vezes, frequentar a igreja ou assistir à televisão são atividades mais atraentes do que o conteúdo das disciplinas", diz Eliane Ribeiro Andrade, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ). Adequar as aulas às necessidades dos alunos que têm mais de 15 anos e ainda estão no Ensino Fundamental, e não esperar que o contrário ocorra, é um desafio. "Isso é possível quando são propostas diferentes estratégias para ajudá-los a superar as dúvidas e dificuldades do cotidiano", explica Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

- Decisão do gestor Trata-se da atitude irresponsável de empurrar casos considerados problemáticos para as turmas de EJA. Dessa forma, os diretores buscam se livrar da indisciplina e evitar que os resultados da escola nas avaliações externas piorem, o que impacta o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Um verdadeiro processo de higienização do Ensino Fundamental, que reconhece as turmas de EJA como algo menor e sem importância. Para superar o problema, é preciso investir em formação e conscientização dos gestores.

Solução para o problema está distante

Segundo Roberto Catelli Júnior, coordenador de projetos da Ação Educativa, a procura dos adolescentes entre 15 e 17 anos por vagas na modalidade deve se manter por um bom tempo, já que a taxa de conclusão do Ensino Fundamental na idade correta é muito baixa. Para ter uma dimensão do problema, somente seis em cada dez estudantes de 16 anos concluíram o 9º ano ou a 8ª série em 2009, segundo o movimento Todos pela Educação. "Os jovens que estão na EJA hoje já passaram pela escola regular e ela, por sua vez, não deu conta de garantir a eles a aprendizagem. Tempos depois, esses adolescentes retornam, dando mais uma chance para a instituição, que não pode desperdiçá-la", diz Cleuza.

Também podem estar entre os alunos da modalidade nos próximos anos aqueles que estão fora da escola atualmente. O mais recente levantamento a respeito feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que 570 mil meninas e meninos entre 7 e 14 anos estão excluídos do sistema educacional brasileiro. Na população entre 15 e 17 anos, são cerca de 1,5 milhão.

Em 2007, o Conselho Nacional de Educação (CNE) discutiu a possibilidade de elevar para 18 anos a idade mínima para o ingresso no Ensino Fundamental da EJA (hoje, é exigido ter 15 anos). A medida, que tinha como objetivo proibir o ingresso de adolescentes na modalidade, não foi aprovada pelo MEC. Para Elaine, da UFRJ, a decisão foi acertada. "Em um mundo ideal, a proposta é muito boa. Mas não podemos tirar a oportunidade de milhares de adolescentes de estudar. Quanto mais possibilidades de atender essa população, maiores as chances de garantir a permanência na escola e a conclusão dos estudos."

Assim, colocá-los muitas vezes em turmas em que estudam colegas idosos não chega a ser um problema. Quando a gestão funciona, os professores são bem formados e o currículo é organizado levando em conta a pluralidade de idades, o clima pode ser harmonioso, e o contato com pessoas de idades diferentes, positivo. Quando o jovem está sozinho em meio a colegas mais velhos, no entanto, sente falta de se relacionar com pessoas da mesma faixa etária. "Não há regra. O problema é que nem sempre os professores estão preparados para resolver os problemas que surgem, como conflitos de opiniões entre gerações diferentes", explica Maria Clara, da USP.

No âmbito mais amplo, no que se refere à gestão do sistema, os governos municipal, estadual e federal precisam atuar em conjunto com as Secretarias de Educação para atacar os problemas relacionados à vulnerabilidade, à gravidez na adolescência e ao ingresso precoce no mercado de trabalho. E as Secretarias, em parceria com as escolas, devem trabalhar para reduzir o tamanho das turmas para atender todos de modo adequado, assegurar o transporte escolar, selecionar material didático específico e garantir a formação dos professores. Este ano, há mais de 18 mil vagas em cursos para quem leciona para EJA, diz Carmem Gatto, coordenadora da modalidade no MEC.

Ignorar a urgência dessas tarefas só vai fazer com que a situação piore e comprometa as poucas boas notícias da área, como a pequena taxa atual do analfabetismo entre 15 e 18 anos, cerca de 1,5%.

Estudantes da EJA explicam seus motivos

Trabalho "Comecei a trabalhar com 5 anos. Desisti de ir para a escola no 5º ano. Hoje trabalho com uma carroça, mas já sei dirigir carro e moto. Já fui pedreiro e vez ou outra faço uns bicos de ajudante. Vou terminar a escola para ter um emprego melhor."

Geraldo Ribeiro do Nascimento, 15 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.

Distância da escola "Resolvi estudar à noite, na EJA, porque à tarde levo e busco meus irmãos na escola, que fica a 4 quilômetros da nossa casa. A prioridade é que eles, que são menores, não faltem nunca. Quando não tem carona, ando 24 quilômetros por dia para levá-los, buscá-los e para eu mesmo ir e voltar da escola."

João Paulo das Neves Martins, 16 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Marabá, PA.

Reprovação "Fui reprovado três vezes por indisciplina. Minha avó também foi aluna da EJA e me ajudou a mudar. Na sala, os alunos mais velhos são comportados, mas são legais. A história de vida deles serve de exemplo para quem é mais novo. Quero fazer um curso técnico de mecatrônica."

Jordan Germano Castelaci, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª série), em Curitiba.

Decisão do gestor "Por nota, só repeti a 2ª série. Nos outros quatro anos, fui reprovada porque sempre abandonava a escola. Era uma aluna problema, brigava muito e matava várias aulas. Por isso, me mandaram para a EJA. Hoje, continuo estudando porque quero melhorar minha vida."

Poliana Maria da Silva, 15 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.

Evasão "Entrava na escola e logo saía. Achava que não aprendia nada. Só aos 15 anos comecei a levar os estudos a sério. Casei há dois anos e minha sogra me incentivou a voltar. Para tudo nessa vida, tem de estudar. Hoje, se estou com dificuldades, procuro o professor. Meu sonho é ser médica e vou correr atrás disso."

Mari Taís da Silva, 19 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.

Trabalho "Saí da escola para tentar ser jogador de futebol no time do Fortaleza. Passei na peneira, mas fui dispensado porque não estava estudando. Perdi a grande chance da minha vida porque deixei a escola. Voltei porque quero fazer administração."

Marcelo José da Silva, 16 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.

Decisão do gestor "Sempre trabalhei como pintor e repeti uma única vez. Este ano, mudei de escola porque a diretora me mandou para a EJA. Na minha sala, somos apenas oito alunos jovens. O restante da turma é formado só por pessoas mais velhas. Sinto falta do colégio anterior, principalmente dos meus amigos."

Cosme Monteiro da Silva, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.

Reprovação "Faltava muito e por isso repeti o 2º ano, depois o 3º, o 4º e o 5º. Quando fui reprovada no 6º, decidi ir para a EJA. Estava me sentindo velha, meus colegas eram pequenos. Aqui sou a mais nova, mas me sinto à vontade. Tem gente de todas as idades."

Taís Daniele Cardoso, 16 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Sertãozinho, SP.

Trabalho "Durante o dia, trabalho em uma casa de família e à noite vou para a escola. Prefiro frequentar as turmas da EJA porque as aulas são mais tranquilas, não tem bagunça. A minha vontade é fazer faculdade de administração de empresas e quero estudar até quando for possível."

Jessislane Rodrigues Aquino, 15 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Marabá, PA.

Distância da escola "Morava na zona rural, minha casa ficava muito longe da escola e não havia transporte. Durante seis anos, ajudei meu pai na roça. Este ano, ele passou a trabalhar em uma fábrica aqui e comecei a estudar. Como nunca havia frequentado a escola, recomendaram que eu fosse para a EJA."

Jackson Martins da Silva, 18 anos, aluno do 1º ciclo da EJA (1ª e 2ª séries), em Sertãozinho, SP.

Gravidez precoce "Fiquei sem estudar por dois anos porque me casei, tive bebê e meu ex-marido era muito ciumento. Perdi muito tempo, mas voltei mais madura. Antes, só pensava em bagunçar. Aqui, na EJA, não tem isso. Só tenho uma amiga, mas acho até bom porque me concentro mais. Quero logo tirar o diploma e conseguir ser advogada."

Marciane Souza Dias, 18 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.

Desmotivação "Fiquei três anos fora do colégio porque achava estudar chato demais. Cheguei a dizer para a minha mãe que ‘preferia morrer a voltar pra escola’. Ela tem 60 anos e me convenceu a voltar quando ela própria se matriculou. Hoje, estamos na mesma turma."

Wallace Jonatas Belo da Silva, 17 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Sertãozinho, SP.

Texto publicado originalmente na Revista Nova Escola, edição 244
Fonte: Alfasol - NOTÍCIAS
Ensino Superior
Prêmio Capes de Tese 2013 abre inscrições
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04/06/2013 - Serão premiadas as melhores teses de doutorado selecionadas em cada uma de 48 áreas do conhecimento

Agência FAPESP – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o edital para o Prêmio Capes de Tese 2013, concedido às melhores teses de doutorado defendidas em 2012.

Para participar, as teses pré-selecionadas nos programas de pós-graduação das instituições de ensino superior devem ser inscritas pelos coordenadores dos programas até o dia 30 de junho.

O prêmio é outorgado às melhores teses de doutorado selecionadas em cada uma das 48 áreas do conhecimento reconhecidas pela Capes nos cursos de pós-graduação reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Ele consiste em passagem aérea e diária para que o autor e um orientador da tese vencedora compareçam à cerimônia de premiação em Brasília, certificados, medalha, auxílio para participação do orientador em congresso nacional no valor de R$ 3 mil. Também será concedida bolsa para o autor de estágio pós-doutoral em instituição nacional por até três anos ou de um ano em estágio pós-doutoral fora do país.

Além do Prêmio Capes de Tese em cada uma das 48 áreas, será concedido o Grande Prêmio Capes de Tese, em parceria com a Fundação Conrado Wessel. Também haverá prêmios especiais adicionais para áreas predeterminadas em parceria com a Fundação Carlos Chagas (Educação e Ensino) e com o Instituto Paulo Gontijo (Química).

Concorrerão ao Grande Prêmio Capes de Tese os autores vencedores do Prêmio Capes de Tese que apresentarem uma videoaula com duração de 20 a 30 minutos, em CD ou DVD, voltada a estudantes de ensino médio sobre o tema da tese de doutorado, abordando o assunto de forma apropriada para esse nível educacional.

O CD ou DVD com a videoaula deve ser enviado à Capes até 20 dias depois da divulgação dos premiados no Diário Oficial da União, prevista para setembro de 2013.

O autor vencedor ganhará o equivalente a US$ 15 mil, além de bolsa para um estágio pós-doutoral por até cinco anos, que poderá se converter em um ano de estágio pós-doutoral fora do país em uma instituição de excelência na área do premiado.

São três Grandes Prêmios Capes de Tese: Zeferino Vaz, englobando Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias; Álvaro Alberto da Mota e Silva, para as Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar (Materiais e Biotecnologia); e Darcy Ribeiro, para as teses de Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes, Ciências Sociais Aplicadas e Multidisciplinar (Ensino).

As inscrições devem ser feitas pelo site http://pct.capes.gov.br/index.php/inscricao

Mais informações estão disponíveis no edital: www.capes.gov.br/36-noticias/6301-divulgado-edital-do-premio-capes-de-tese-2013
Fonte: Agência FAPESP - São Paulo/SP.
Ensino Superior
Projeto orientado por professores da Unesp recebe Prêmio 3M
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04/06/2013 - O projeto ‘Avaliação do conforto térmico de um ambiente construído com materiais recicláveis’, de Cineide de Siqueira, ganhou primeiro lugar no 5.º Prêmio 3M para estudantes universitários, recebendo R$30 mil.

Os coordenadores do projeto são Camila Pires Cremasco Gabriel, docente do Programa de Pós-graduação em Agronomia/Irrigação e Drenagem (mestrado e doutorado) da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp de Botucatu, e professora da Fatec de Presidente Prudente; Luís Roberto Almeida Gabriel Filho, Professor Assistente Doutor da Unesp de Tupã e professor credenciado no mesmo programa da FCA; e Daniel dos Santos Viais Neto. A instituição de ensino superior premiada é a Fatec de Presidente Prudente, SP.

O objetivo é construir um espaço piloto na Fatec de Presidente Prudente com materiais recicláveis onde o principal material a ser utilizado serão as garrafas de PET’s, para realizar a analise do custo, acústica e conforto térmico utilizando a lógica fuzzy. Após a construção, será dado inicio a uma serie de palestras e eventos onde se pretende propor este tipo de construção em assentamentos da região e em comunidades com baixa renda, como uma alternativa econômica e ambientalmente correta.
Fonte: Maxpress - São Paulo/SP
Ensino Superior
RS: demissão de professor expõe limite entre ensino e doutrina religiosa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Professor de história em uma escola de Porto Alegre (RS) foi demitido, segundo ele, por se recusar a abordar conteúdos religiosos nas aulas

A demissão de um professor de história do colégio particular La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre (RS), ocorrida no dia 17 de maio, provocou protesto dos alunos contra a direção e trouxe à tona dúvidas sobre até que ponto a doutrina religiosa de escolas confessionais (ligadas a uma crença religiosa) pode

Giovanni Biazzetto dava aulas no colégio La Salle Pão dos Pobres, em Porto Alegre, há cinco anos

influenciar o currículo e a rotina da comunidade escolar.

Há quase cinco anos como professor de história na escola confessional de linha cristã, Giovanni Biazzetto foi demitido, segundo sua versão, sem ter recebido uma “explicação plausível”. O professor alega que houve “perseguição religiosa” por parte do novo diretor, o irmão Olir Facchinello - que está no comando da instituição desde janeiro deste ano). O docente conta que, durante as reflexões diárias com que as turmas iniciam a aula, foi exigido que ele abordasse conteúdos de cunho religioso, tarefa que recusava.

“Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: ‘todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula’”, comenta Biazetto. O professor também se defende dizendo que nunca recebeu nenhuma advertência anteriormente. "Minhas aulas sempre foram estruturadas no debate, na leitura e na escrita. Isso sem contar os projetos educacionais que criamos no colégio e que estão em andamento desde 2010”, diz.

Conforme informações divulgadas em nota pela assessoria de comunicação da rede La Salle Porto Alegre, o professor foi demitido devido a “uma questão técnico-pedagógica”. A assessoria não atendeu a solicitação da reportagem para entrevistar a direção da escola ou da rede e não comentou as afirmações do professor demitido.

Em nenhum momento me disseram que eu deveria dar uma aula com doutrina religiosa. Agora imagina que coerção é para um professor que não tem aquela crença escutar o diretor dizer: ‘todos vocês têm que falar sobre os dons do Espírito Santo em sala de aula

Giovanni BiazzettoProfessor demitido
Ao lado de Biazetto, estão dezenas de alunos e seus pais que protestaram em frente à escola contra a demissão. De acordo com uma mãe que não quis se identificar, o grupo teria recebido ameaças por parte da escola de perder bolsas, por isso, os pais dos alunos envolvidos denunciaram a escola no Conselho Tutelar, que está apurando o caso. Atualmente, o La Salle Pão dos Pobres conta com cerca de 430 alunos, sendo que 70% deles possui bolsa integral e 25% bolsa parcial.

Ensino religioso é facultativo, mas proselitismo é vedado
A postura do novo diretor também é alvo de críticas da professora de filosofia do colégio, Gabriela Bercht, que resolveu pedir demissão depois do ocorrido com o colega. “A escola foi se tornando um lugar mais conservador em todos os sentidos. Nossa autonomia como professor vinha sendo limitada, o que torna nosso trabalho quase impossível”.

Biazzetto conta ainda que, um dia antes de sua demissão, o presidente da mantenedora, irmão Jardelino Menegat, fez um discurso para o grupo de educadores da escola que gerou preocupação no corpo docente. “Ele disse: ‘quem não é cristão não serve para a nossa instituição’. Isso comprova que a escola não está apenas seguindo uma identidade cristã. No plano pastoral do La Salle, diz que é preciso zelar pelos valores e pelos princípios, mas nunca impor para alguém uma doutrina. Tanto é que na rede não existe catequese. E o irmão tenta impor esta questão religiosa”, conta o professor demitido.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) do Ministério da Educação (MEC), as escolas possuem autonomia quanto à metodologia de ensino adotada, mas devem contemplar conteúdos obrigatórios. A educação religiosa, conforme o artigo 33 da LDB, é facultativa. No caso da escola oferecer a disciplina, seja ela privada ou pública, deve ser assegurado o respeito à diversidade e fica vedada qualquer forma de proselitismo religioso, ou seja, nenhuma doutrina pode ser imposta aos alunos.

A diferença para as escolas privadas confessionais é, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), que elas têm autonomia para dar mais ênfase à sua religião no projeto pedagógico.

Segundo a assessora educacional da rede em Porto Alegre, Rosemari Fackin, o ensino religioso nas instituições lassalistas segue os parâmetros nacionais da lei e trabalha valores da doutrina sem cunho catequético. “Não temos a ideia de catequisar os alunos. Fazemos reflexões diárias, o que não quer dizer que seja uma reza ou algo doutrinário. Tanto que temos crianças de outras religiões e que assistem à aula de ensino religioso. E se o pais não quiserem, o aluno pode sair da sala”, explica.

Evolucionismo X Criacionismo

A coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo, Roseli Fischmann, afirma que, nas escolas confessionais, os pais devem conhecer previamente qual o tipo de abordagem educacional da instituição. Contudo, deve ser assegurado o ensino dos conteúdos obrigatórios, mesmo aqueles que, como o evolucionismo de Darwin, vão contra ao que ensina a doutrina do colégio.

“Não se pode interferir no conteúdo como se ele fosse algo que muda de escola para escola. Dentro destas três categorias, pública, particular privada e a particular comunitária confessional, as instituições devem oferecer conhecimento científico acumulado pela humanidade”, explica. Roseli reforça que "os professores não podem ser obrigados a ensinar algo que não está correto do ponto de vista pedagógico e da legislação ou que vá ferir a consciência deles enquanto profissionais".

De acordo com a assessora educacional da rede em Porto Alegre, a contratação dos professores independe de crença, e as escolas lassalistas contemplam os conteúdos obrigatórios. “Por exemplo, eu posso ser cristã e, no entanto, acreditar na evolução de Darwin. Existem as duas teorias, e elas precisam ser explicadas e podem ser debatidas em uma aula de ciências”, diz Rosemari.

Cartola - Agência de Conteúdo
Fonte: TERRA
Ensino Superior
Sisu 2013 oferece 39.724 vagas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs.
04/06/2013 - Os candidatos ao acesso à educação superior pública já podem conferir a oferta de vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação para este segundo semestre. As inscrições serão abertas na próxima segunda-feira, 10. Ambiente virtual do MEC, o Sisu seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Nesta segunda edição de 2013, cada estudante pode fazer até duas opções de curso. Serão 39.724 vagas, em 1.179 cursos, oferecidos por 54 instituições de educação superior públicas integradas ao sistema. As inscrições estarão abertas até dia 14.

“O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. Agora os estudantes têm a segunda oportunidade do ano para participar do Sisu. Vale lembrar que as cotas também valem para esta seleção”, salientou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O edital publicado nesta segunda-feira, 3, estabelece que, a partir do dia 10, e ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos serão divulgadas no portal do sistema na internet. Na mesma página, o estudante pode tirar dúvidas sobre nota de corte, datas das chamadas, período de matrículas nas instituições, resultados e lista de espera.

O sistema ainda permite ao estudante localizar cursos e vagas por meio de pesquisa com a indicação do município, da unidade da Federação e da instituição de ensino. É possível ainda saber em quais instituições estão as vagas pretendidas.

Cronograma
No dia 17 próximo será divulgado o resultado final. A matrícula dos estudantes selecionados em primeira chamada deve ser feita nos dias 21, 24 e 25. Os selecionados com base na segunda opção de curso ou que não atingirem a nota mínima em nenhum dos dois cursos escolhidos podem permanecer no sistema e ser convocados na chamada seguinte, a partir de 1º de julho. Quem não for selecionado em nenhuma das chamadas pode pedir inclusão em lista de espera.

Os aprovados na primeira opção de curso serão automaticamente retirados do sistema. Caso não façam a matrícula na instituição para a qual foram selecionados, perderão a vaga.

Os candidatos devem conferir a oferta de vagas na página do Sisu na internet.

O Edital da Sesu nº5, de 31 de maio de 2013, que define o processo de seleção unificada para o segundo semestre, foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 3, seção 3, página 40.

Ascom Mec
Fonte: Correio Braziliense / DF
Ensino Superior
Sisu de meio de ano vai oferecer quase 40 mil vagas, diz MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:10 hs.
04/06/2013 - Inscrições para a seleção serão abertas no dia 10.

Até agora, 54 instituições aderiram com 1.179 cursos.

A edição do segundo semestre deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para vagas em cursos de graduação em universidades federais e institutos federais de ensino superior terá 39.724 vagas, segundo balanço preliminar divulgado pelo MEC na tarde desta segunda-feira (3).

De acordo com os dados, 54 instituições já aderiram ao sistema com 1.179 cursos. As inscrições serão abertas no próximo dia 10 e poderão ser feitas até as 23h59 do dia 14 no site do Sisu. Segundo o MEC, o número de vagas ainda pode mudar até a abertura do sistema.

A portaria com o edital do Sisu de meio de ano foi publicada nesta segunda-feira (3) no "Diário Oficial da União". Só poderá participar do Sisu quem tiver feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e que não tenha tirado zero na redação. O MEC ainda não informou o número de vagas que estarão disponíveis neste processo seletivo.

A primeira chamada do Sisu será feita no dia 17 de junho, com matrículas nos dias 21, 24 e 25; a segunda chamada no dia 1º de julho, com matrículas nos dias 5, 8 e 9 de julho.

Os candidatos poderão escolher duas opções de vagas disponíveis no site. Eles deverão acompanhar a inscrição até o final para ver quais as possibilidades de obter aquela vaga. É possível mudar a opção quantas vezes quiser até o último minuto do prazo. A última alteração é a que será considerada válida.

Ao se inscrever no processo seletivo do Sisu, o estudante deverá especificar em ordem de preferência, as suas opções de vaga em instituição, local de oferta, curso, turno. O candidato deverá ainda dizer qual é a a modalidade de concorrência, podendo optar por concorrer às vagas reservadas para estudantes que fizeram o ensino médio em escola pública, para cotas a alunos que se autodeclarem negros, pardos ou indígenas; para às vagas destinadas às demais políticas de ações afirmativas eventualmente adotadas pela instituição no Termo de Adesão ao Sisu; ou para as vagas destinadas à ampla concorrência.

É proibido se inscrever em mais de uma modalidade de concorrência para o mesmo curso e turno, na mesma instituição de ensino e local de oferta.

A lista de espera do Sisu será utilizada prioritariamente pelas instituições participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas regulares do Sisu.

Em caso de empate entre dois ou mais estudantes pelas notas do Enem 2012, o desempate será feito, pela ordem:

I - nota obtida na redação;
II - nota obtida na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
III - nota obtida na prova de Matemática e suas Tecnologias;
IV - nota obtida na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
V - nota obtida na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Fonte: G1 - Rio de Janeiro/RJ.
Ensino Superior
Tempo, tempo, tempo, tempo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:17 hs.
04/06/2013 - E está enganado quem pensa que, ao escolher um curso à distância, poderá dedicar menos tempo aos estudos. Optar por essa modalidade dá, sim, maior flexibilidade de horário para o estudante, mas não exige menos dele.

Não é preciso necessariamente nascer sabendo como ser um aluno à distância, pode-se aprender a sê-lo. A secretária de Educação à Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mára Lúcia Fernandes Carneiro, conta que uma das disciplinas que ela ministra nos cursos EAD da universidade tem justamente o objetivo de ensinar os alunos a se adaptarem ao modelo. Na Instrumentalização para o Ensino à Distância, os estudantes aprendem a usar o ambiente virtual e a fugir do esquema natural de navegação da internet, que leva de um link a outro. É geralmente neste momento que Mara ensina seu mantra: "É preciso saber ler, ler tudo e ler até o fim". Isso significa que o aluno não deve passar os olhos em um texto e sentenciar que não o compreendeu. É preciso ler com atenção, com foco e até o fim.

"Nesta disciplina, ensinamos o aluno a planejar o seu tempo. Ele deve preencher uma tabela com tudo o que precisa fazer durante a semana e depois anotar o que foi realmente executado. A partir disso, se pensa sobre como a rotina pode ser ajustada para colocar um curso à distância dentro dela" explica Mára Lúcia.

Para Rodrigo Silveira Pinto, formado em Farmácia presencialmente e com duas especializações à distância, para dar certo o curso deve fazer uma cobrança sistemática aos alunos. Dessa forma, é mais tranquilo se organizar.

"Os cursos que pedem atividades sistemáticas são melhores, porque o estudante fica mais próximo do processo. O bom é quando o conteúdo é liberado aos poucos e as atividades são cobradas semanalmente" opina Pinto.

Nascido em Ouro Branco (MG) e atualmente morando em Porto Alegre, a distância dos grandes centros foi o que levou Rodrigo a fazer três cursos EAD, duas especializações e um aprimoramento. De sua experiência com aulas à distância, o estudante, agora mestrando da UFRGS, conta que a dinâmica de um dos cursos que fez não funcionou: o professor repassou todo o material de uma vez só e requisitou um trabalho que deveria ser entregue no final do ano.

"Eu não me organizei. Esse esquema não dá certo para nós, brasileiros, porque acabamos deixando tudo para a última hora" conta ele.

Quem pode auxiliar na organização do aluno é o tutor, aquele que faz o meio de campo entre o estudante e o professor e pode até ajudar na motivação. Ricardo Nascimento já desempenhou esse papel em dois cursos vinculados à Universidade Aberta do Brasil - sistema integrado por universidades públicas e coordenado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Preparando-se para atuar como tutor novamente no segundo semestre deste ano, Nascimento conta que uma de suas funções é ensinar o estudante a ser um aluno à distância.

Ele está sempre atento ao desempenho de cada membro da turma, verificando se todos cumpriram as tarefas. Quando percebe que alguém está com alguma dificuldade, conversa com o professor e vê o que pode ser feito. É um trabalho em equipe.

"É importante que o estudante que quer fazer um curso à distância saiba que não se trata de uma opção mais fácil. Um curso EAD também tem prazos que devem ser cumpridos" salienta Nascimento.

A doutora em Educação Débora Conforto já atuou como tutora e professora em cursos EAD e atualmente é conteudista do curso de Formação de Professores em Tecnologia da Informação e Comunicação Acessíveis, ligado ao Ministério da Educação e operacionalizado pela UFRGS. Para ela, o tempo de estudo do aluno não pode ser engessado pelo professor, mas deve ser organizado pelo estudante.

"O curso não deve ser tarefeiro. A qualidade deve ser prioridade, não a quantidade. Isso também facilita a organização e a dedicação do estudante. O tempo dedicado ao EAD não pode se assemelhar, ficar engessado como o de um curso presencial" opina Débora.

Como forma de organização, ela sugere também uma tabela, onde todas as atividades do aluno recebem prioridades. Assim, ele consegue ajustar a sua rotina para que possa se dedicar ao curso:

"O aluno deve saber que existem atividades profissionais - sim, porque a grande maioria dos alunos de EAD trabalha", atividades pessoais e atividades de estudo. É preciso colocar prioridades nessas atividades e abrir espaço para um curso EAD.
Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS.
Ensino Superior
UnB divulga locais de prova para vestibular 2013 de inverno
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - A UnB (Universidade de Brasília) divulgou nesta segunda-feira (3) os horários e os locais da aplicação das provas de conhecimento e da prova de redação em língua portuguesa do vestibular 2013 de inverno. Os vestibulandos podem fazer a consulta no site do Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos).

No total, serão oferecidas 4.219 vagas em 97 cursos de graduação, distribuídos nos campi Darcy Ribeiro (Plano Piloto), Ceilândia, Gama e Planaltina. Dessas, 2.813 são destinadas ao sistema universal, 850 ao sistema de cotas para negros e 556 estão reservadas para o sistema de cotas para escolas públicas.

Mudanças

Para o vestibular 2013 de inverno, a universidade alterou os critérios de avaliação. A nota total obtida no conjunto dos itens do tipo D deixa de ser fator de eliminação, mas são mantidas as suas características pedagógicas.

Além disso, o campus de Ceilândia ganhou um novo curso, fonoaudiologia, que vai oferecer 35 vagas.

Provas

A aplicação das provas de conhecimentos está prevista para os dias 8 e 9 de junho e serão divididas em três partes.

No primeiro dia, haverá testes de conhecimentos de língua estrangeira, língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, geografia e história, artes (artes cênicas, artes visuais, música), filosofia e sociologia. Haverá também a redação.

No segundo dia de provas, os conhecimentos testados serão nas disciplinas de biologia, física, química e matemática.

As provas terão início às 13h e duração de 5 horas e serão realizadas nas seguintes cidades: Brasília (DF), Brazlândia (DF), Ceilândia (DF), Gama (DF), Planaltina (DF), Sobradinho (DF), Taguatinga (DF), Formosa (GO), Goiânia (GO), Valparaíso (GO) e Uberlândia (MG).
Fonte: Do UOL, em São Paulo
Ensino Superior
Universidade Federal do Ceará debate reciclagem e sustentabilidade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:20 hs.
04/06/2013 - A Universidade Federal do Ceará (UFC) promove a XI Semana do Meio Ambiente, com o tema Reciclar para a Sustentabilidade. As atividades estão acontecendo nos campi do Pici e Porangabuçu e na Casa de José de Alencar, no Bairro Messejana. Entre as atividades estão as oficinas de cultivo de hortas em pequenos espaços, aproveitamento de resíduos domésticos, distribuição de mudas e debates voltados para os públicos interno e externo.

As inscrições estão abertas até 7 junho, na Coordenadoria de Extensão do CCA. A taxa é de R$ 25,00. Ao longo da semana, de 3 a 7 junho, haverá uma programação permanente com distribuição de mudas de plantas nativas e medicinais e de hortaliças na praça Prof. Valdinar Custódio, conhecida como "Praça do Trator/, no campus do Pici.

Nesta terça-feira (4), a programação será no campus do Porangabuçu, com a implantação de uma horta medicinal na creche Aprisco (Rua Monsenhor Furtado, 759). Já na quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, a programação segue por todo o dia na Avenida Washington Soares, 6055. Haverá haverá atividades práticas como oficinas de implantação de hortas orgânicas domésticas em canteiros e vasos (9h30) e de compostagem caseira de resíduos orgânicos, bem como distribuição de mudas e ecobags (16h).

Na quinta-feira (6), será feita a implantação de uma horta demonstrativa em canteiros de pneus e garrafas pet. No sábado (8), das 8h às 12h e das 14h às 18h, será realizada no campus do Pici, oficina de cultivo, em pequenos espaços, de hortaliças, plantas medicinais e ornamentais, ervas e temperos.
Fonte: G1 - Rio de Janeiro/RJ.
Ensino Superior
Veja quais fundações estaduais oferecem bolsas de estudo para pós
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:32 hs.
04/06/2013 - Com exceção de Rondônia, Roraima e Tocantins, todos os outros Estados possuem fundações de amparo à pesquisa, cujos recursos têm origens diversas.

Camila Rodrigues da Silva
Do UOL, em Florianópolis

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, tem um orçamento anual correspondente a 1% do total da receita tributária do Estado e suas bolsas são maiores do que as das agências federais: as de mestrado variam entre R$ 1.545,30 e R$ 1.640,40; e as de doutorado, entre R$ 2.277,90 e R$ 2.819,10.

Cada fundação define os valores de suas bolsas e as regras para o processo seletivo e para a manutenção de valores de bolsa. Muitas fundações exigem relatórios periódicos, por exemplo.
Cheque os sites das fundações estaduais que oferecem bolsas de estudo

Acre - Funtac
Alagoas - Fapeal
Amapá - Fapeap
Amazonas - Fapeam
Bahia - Fapesb
Ceará - Funcap
Distrito Federal - Fap-DF
Espírito Santo - Fapes
Goiás - Fapeg
Maranhão - Fapema
Mato Grosso - Fapemat
Mato Grosso do Sul - Fundect
Minas Gerais - Fapemig
Pará - Fapespa
Paraíba - Fapesq
Paraná - Fappr
Pernambuco - Facepe
Piauí - Facepi
Rio de Janeiro - Faperj
Rio Grande do Norte - Fapern
Rio Grande do Sul - Fapergs
Santa Catarina - Fapesc
São Paulo - Fapesp
Sergipe - Fapitec-SE
Fonte: UOL - São Paulo/SP.
Gestão Educacional
Banco do Brasil assume liderança no crédito estudantil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:36 hs.
04/06/2013 - BRASÍLIA - Em três anos, o Banco do Brasil conseguiu abocanhar mais da metade do financiamento estudantil do país e desbancar a Caixa Econômica Federal da liderança quase exclusiva desse mercado. Mais de 50% dos estudantes que contrataram Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) neste ano escolheram o BB como instituição financeira.

Em 2010, a participação era de pouco mais de 3% do mercado. Em 2011, subiu para 31% e, no ano passado, alcançou 48%. Hoje, o BB detém 50,12% de “market share” e a Caixa, 49,88%.

150 mil novos contratos

O volume da carteira em operações de Fies atingiu a marca de R$ 14 bilhões, que foram contratados por mais de 382 mil estudantes de instituições privadas de ensino superior. No acumulado deste ano, o BB soma 150 mil novos contratos de Fies formalizados, uma expansão de 33% em relação ao primeiro semestre fechado do ano passado.

“A evolução dos números do BB no Fies é muito significativa e o objetivo do Banco do Brasil é se tornar o principal operador do Fies", afirma Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do BB.

O BB atribuiu o sucesso nesse mercado às parcerias que tem firmado com universidades privadas, como os grupos Anhanguera, Unip, Estácio, Kroton, Ânima e Mackenzie. O banco conseguiu, dessa forma, aumentar a divulgação e a presença nos campi universitários.

O Fies permite financiar até 100% do valor da graduação, com prazo de pagamento de até três vezes o período financiado mais um ano. Os juros são de 3,4% ao ano (ou 0,27% ao mês) para todos os cursos. O pagamento começa um ano e meio depois da formatura. Durante o curso, o estudante paga a cada trimestre R$ 50, referentes a juros incidentes sobre o financiamento.

Por Murilo Rodrigues Alves
Fonte: Valor Econômico
Gestão Educacional
Brasília sedia congresso sobre empreendedorismo sustentável
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - O evento, que ocorre no auditório do STJ, discutirá economia verde e sustentabilidade

Brasília sedia nesta terça, dia 4, o 1° Congresso de Meio Ambiente e Empreendedorismo (Comae). Organizado pelo governo do Distrito Federal, o evento será aberto para o público em geral e reunirá autoridades e representantes da sociedade em debates sobre a economia verde e capacitação de empreendedores para o desenvolvimento sustentável.

O Comae também discutirá os resultados de impactos ambientais no Brasil com o Mapa da Contaminação Ambiental. Um dos autores do mapa, o deputado federal Robson Rodovalho, afirma que pouco foi feito para recuperar os 23 mil pontos de contaminação identificados.

Um dos organizadores, o subsecretário de Programas e Projetos Especiais da Semarh, Rodrigo Delmasso, afirma que Brasília pode ser precursora do empreendimento ambiental no País com o estímulo da economia verde a partir das compras públicas.

O evento ocorre no auditório do Superior Tribunal de Justiça, das 9h às 18h.

Inscrições para o Comae podem ser feitas pela internet ou no local do congresso, no auditório do Superior Tribunal de Justiça (SAFS, Quadra 06, Lote 01, Trecho 3).
Fonte: TERRA
Gestão Educacional
CEO do Hult Prize vem à UP incentivar estudantes a empreenderem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - CEO do Hult Prize vem à UP incentivar estudantes a empreenderem e a solucionarem os problemas sociais do mundo

No dia 7 de junho a Universidade Positivo recebe o CEO do Hult Prize, Ahmad Ashkar, que fará uma palestra para inspirar os estudantes brasileiros de administração a concorrerem ao prêmio em 2014. Concedido pela Hult International Business School, o Hult Prize contemplará o estudante que tiver a melhor ideia ? tanto conceitual como aplicável ? para acabar com a fome no mundo. O tema foi escolhido por Bill Clinton, parceiro nesta iniciativa por meio de sua fundação, a Clinton Global Initiative, sendo que ele mesmo entregará o prêmio ao vencedor.

O Hult Prize é um prêmio acelerador de arranque, que reúne os melhores alunos universitários do mundo para solucionar problemas sociais urgentes. Nesta terceira edição do Hult Prize, o vencedor receberá US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) para o lançamento do empreendimento social. Na competição de 2013, participaram 10 mil estudantes de mais de 150 países, representando cerca de 350 instituições de ensino superior. Ainda nessa edição, mais de 500 participantes eram da América Latina, onde o Hult Prize tem observado um aumento constante em inscrições desde seu lançamento, há cerca de quatro anos.

Por isso, na edição de 2014, acontecerá uma final regional em São Paulo. "A juventude dessa região se projetou e nós respondemos", afirmou Ashkar. "As ideias do Brasil e a juventude ajudarão a ampliar nossa missão mundial de criar a próxima onda de empreendedores globais, estamos muito animados com a ida ao Brasil e ansiosos para receber mais de 200 finalistas da América Latina em São Paulo no próximo ano."

Segundo Ashkar, a principal diferença entre o empresário do século passado e do atual está no objetivo: antes, a única preocupação era o acúmulo de capital, hoje existe a preocupação com o impacto social. Para ele, a divisão entre negócio tradicional e negócio sustentável está chegando ao fim.

O processo de inscrição para o Hult Prize 2014 terá início em setembro de 2013. E para a palestra de apresentação não é necessário fazer inscrição. O evento é aberto ao público.

Um pouco sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo nasceu da experiência de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente ocupa uma área de 422,4 mil metros quadrados e oferece 52 cursos de Graduação (29 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 23 Cursos Superiores de Tecnologia), dois programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão.

Serviço:

CEO do Hult Prize
Data: 7 de junho de 2013
Hora: às 10h
Local: Auditório 1 do Bloco Vermelho da Universidade Positivo, que fica na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 - Campo Comprido - Curitiba/PR

Informações: www.hultprize.org
Fonte: Paran@Shop - Curitiba/PR
Gestão Educacional
História doce Ex-estudante da UnB investiu em apicultura nos anos 1980 e hoje fatura até R$ 1,8 milhão por ano
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04/06/2013 - O empresário começou o negócio extraindo mel de 60 colmeias e agora fornece produtos para mais de seis estados

O carioca Leo Roberto Aires Cardoso, 56 anos, chegou a Brasília em 1971, acompanhando o pai, que era funcionário público. O gosto pela natureza já ficou claro quando fez a escolha da graduação. Em 1974, iniciou o curso de geologia na Universidade de Brasília (UnB). Entre 1978 e 1984 ficou fora da cidade, se dedicou a uma pós-graduação no Pará e descobriu a apicultura em sua terra natal, o Rio de Janeiro. Apesar disso, quando resolveu seguir os passos da família e se tornar empreendedor, voltou para Brasília, cidade que considera até hoje o seu lar. “Voltei para casa”, comenta.

Os avós paternos, portugueses, sempre tiveram empreendimentos no Rio de Janeiro e a mãe, que também nasceu em Portugal, manteve por muito tempo uma loja de roupas. Para ele, ter a oportunidade de abrir um negócio numa cidade que havia recém saído do papel foi um privilégio. “Me senti como um pioneiro”, conta. E realmente foi. Poucas pessoas dominavam na região a técnica necessária para produzir mel. Leo decidiu, então, unir o conhecimento adquirido durante os anos que passou na academia com as oportunidades da nova capital.
O empresário também aproveitou o início da onda dos produtos orgânicos, na década de 1980, que ajudou a impulsionar o negócio. Ele começou a produzir mel em uma área destinada a reflorestamento de eucaliptos, em Cristalina. Lá, havia 60 colmeias de onde ele mesmo, com a ajuda do cunhado, que não estava trabalhando na época, extraía o mel. O próprio produto pagava o aluguel do terreno. Em 1985 abriu a Mel do Sol, loja de varejo na 403 Norte. Em meados de 1990, no entanto, Leo parou de produzir mel e passou a se dedicar apenas ao beneficiamento e à comercialização do produto e passou o controle da loja para os pais dele, Darcy e Maria Eugênia Cardoso.

A fábrica, instalada próximo à BR-070, em Águas Lindas, na divisa do Distrito Federal com o estado de Goiás, tem 25 funcionários diretos, mas a cadeia produtiva da empresa conta com centenas de fornecedores da matéria-prima. A localização é estratégica: o DF e o estado vizinho são os principais clientes da Mel do Sol. A empresa atende cerca de 500 pontos de varejo nessas localidades. Por meio das parcerias com distribuidores, no entanto, os produtos do empresário alcançam estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Mato Grosso. Existe até uma linha de exportação de extrato de própolis para o Japão.

Nesse caminho empreendedor que traçou, Leo percebeu a importância de ouvir e de conhecer o cliente. A empresa oferece produtos compostos, com mel e alguns extratos de plantas, como guaco, eucalipto e agrião, para dar ao consumidor aquele produto que as avós costumavam preparar para manter a saúde de ferro dos netos. O mercado de produtos naturais também precisou se adaptar às necessidades da sociedade atual, que exige soluções práticas para o dia a dia.

Leo explica que, por causa da característica do produto, a expansão para o resto do país é difícil, pois a concorrência de marcas regionais é muito grande. A Mel do Sol se enquadra no grupo de empresas de pequeno porte — que têm faturamento entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões por ano. O dono do empreendimento cuida desse patrimônio de perto. Na função de diretor-geral, ele transita por quase todas as áreas da empresa. Metade do tempo é dedicado à parte financeira e Leo ainda faz viagens quase diárias a Águas Lindas para acompanhar o processo de beneficiamento do mel na fábrica.

A experiência como apicultor também representa vantagens para o negócio hoje.

Leo consegue conversar de igual para igual com os fornecedores e entende os problemas que eles encontram na coleta do mel e as características da safra. O empresário também tem uma agenda repleta de viagens para regiões do interior do Nordeste, de Santa Catarina, de Minas Gerais e outros estados. Como as abelhas dependem das flores para produzir o mel, é preciso diversificar as fontes de fornecimento do produto. Enquanto em Brasília está começando a época de maior crescimento das floradas, por exemplo, no Sul, o início do inverno dificultará a produção.

Depois de quase 30 anos no empreendedorismo, Leo se orgulha do trabalho que construiu, mas lembra que empreender é como andar de bicicleta: é preciso continuar pedalando para não cair. O segredo, para ele, é fazer o melhor que puder sempre, em todos os aspectos, passando pela qualidade da produção até o relacionamento com o cliente. “Eu acho que a busca da perfeição, que é praticamente impossível, é a única chave para o sucesso. Quem não tiver esse paradigma em mente dificilmente vai se estabelecer.”

Mariana Niederauer
Fonte: Correio Braziliense / DF
Gestão Educacional
Nem toda venda se reflete em dinheiro no caixa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Você abriu a empresa e está sedento para ver os clientes comprando e o caixa aumentando. Nas suas previsões mais pessimistas em poucos meses a empresa atingiria o patamar máximo de receita mensal e o ponto de equilíbrio seria inevitável, tudo como você sonhou...

José Dornelas Colunista

Na prática, porém, você começa a perceber, desde a abertura da empresa, que o crescimento da receita não está ocorrendo como o desejado. Como evitar esta situação?

Vale aqui um lembrete importantíssimo. Todo negócio em fase inicial terá mais dificuldades de fazer caixa que outros concorrentes já estabelecidos. Esta é a regra, mas é claro que há exceções. Se a regra diz que a maioria sofre com este problema, o que você pode fazer para minimizá-lo?

Em primeiro lugar, quando você fizer suas projeções de receita, não se esqueça de considerar fatores como sazonalidade e velocidade de crescimento como premissas básicas. Tenha cuidado com projeções feitas em softwares e planilhas financeiras, pois os recursos tecnológicos destas ferramentas podem induzi-lo a erros.

Ao fornecerem vários recursos para que as projeções sejam feitas de maneira rápida acabam por induzir o empreendedor a fazer projeções otimistas, com receitas sempre crescentes e se esquecendo de fatores que prejudicam a lucratividade, tais como:

• Perda de clientes (sim, você vai perder clientes, pois isso é inevitável);

• Clientes maus pagadores ou caloteiros (sim, você terá clientes com este perfil);

• Diversidade de formas de pagamento (cartão de crédito, cheque, boleto etc.

são mais comuns que o pagamento à vista em dinheiro e isso prejudicará o caixa da empresa, já que a maioria das vendas é feita a prazo).

Portanto, procure balancear seu otimismo com racionalidade e não se esqueça de aplicar um fator de correção nas projeções de receita, principalmente nos meses iniciais. Isso permitirá que você tenha uma visão mais realista do futuro da empresa e entenda com mais clareza até quando a empresa ficará no vermelho antes de começar a ter lucros.

Esta coluna foi escrita com base no livro "Empreenda (quase) sem dinheiro".

José Dornelas é especialista em empreendedorismo, presidente da Empreende e autor do best-seller "Empreendedorismo, transformando ideias em negócios."

www.josedornelas.com.br
Fonte: Do UOL, em São Paulo
Gestão Educacional
Residência Educacional: inscrições até 6 de junho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:35 hs.
04/06/2013 - Serão selecionados 10.396 universitários dos cursos de licenciatura para atuar em escolas estaduais de Ensino Fundamental e MédioDa RedaçãoOs universitários interessados em concorrer a uma das vagas de estágio do programa Residência Educacional têm até quinta-feira, 6, para fazer a inscrição.

Serão selecionados 10.396 universitários dos cursos de licenciatura para atuar em escolas estaduais de Ensino Fundamental e Médio. O cadastro é feito no site da Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo). A taxa é de R$ 12.

Os interessados devem estar cursando a partir do 3º semestre de Licenciatura em Instituições de Ensino Superior reconhecidas e que contemplem as disciplinas da matriz curricular dos anos finais do Ensino Fundamental e Médio das escolas estaduais. Os universitários realizarão uma prova de conhecimentos gerais, língua portuguesa e matemática.

Os universitários que integrarem o programa receberão bolsas de R$ 420 e auxílio-transporte de R$ 180. O estágio terá duração de 12 meses, prorrogável por igual período. A carga horária diária será de até 6 horas, não ultrapassando 15 horas semanais. Aqueles que forem selecionados deverão começar suas atividades, em 1.392 escolas estaduais, no mês de agosto.
Fonte: Região Noroeste.
Gestão Educacional
Terceirizações na gestão pública preocupam TCU, afirma Nardes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:06 hs.
04/06/2013 - Chefe do principal órgão de fiscalização do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e das demais estruturas vinculadas ao governo federal, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, aponta que as terceirizações em excesso e a falta de planejamento têm afetado os serviços prestados e as obras entregues pelos órgãos municipais, estaduais e federais.

Avalia ainda que um dos desafios para que o Brasil tenha mais eficiência na gestão pública é o aumento do investimento em tecnologia. Nardes informa que levantamento feito pelo TCU revela que somente 5% das 356 instituições brasileiras possuíam tecnologia avançada, o que denota a falta de atenção para a qualificação dos processos de gestão.

Preocupado com o alto índice de punição aos gestores, o ministro gaúcho prega que não basta punir as más condutas, mas buscar maneiras de detectar previamente as falhas no funcionamento da máquina pública que favorecem os desvios.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Nardes explica como, através do projeto Diálogo Público - que o trouxe ao Rio Grande do Sul na semana passada -, o TCU está mapeando os problemas de governança no País e buscando soluções em parceria com os tribunais de Contas estaduais.

Jornal do Comércio – Como o TCU tem atuado para garantir a lisura na gestão pública?

Augusto Nardes – Estamos trabalhando para aperfeiçoar a administração pública brasileira. Estamos realizando o projeto Diálogo Público. O encontro (semana passada), aqui no Rio Grande do Sul, foi o primeiro de 20 estados em que passaremos. Um prefeito muda de quatro em quatro anos. O tribunal é permanente. Somos estáveis, todos os nossos funcionários são concursados, não cedemos funcionários e não aceitamos cedência de funcionários para ter autonomia para fazer auditorias. Punimos muita gente. Na última eleição, em torno de sete mil pessoas foram condenadas. Somos os principais fornecedores de ficha suja no Brasil. Mas punir devia ser exceção, e passou a ser regra. Então, resolvemos reformatar a estrutura do tribunal e evoluir para secretarias especializadas, com o sentido de aperfeiçoar o Estado brasileiro. Dividimos o Brasil em quatro grandes áreas, além de trabalhar em cima da questão da melhoria da governança. É uma evolução da forma de atuação do TCU, que continua com a legalidade e a conformidade, ou seja, se o ato está legal ou está ilegal, mas trabalha para melhorar o desenvolvimento do País. Chegamos a um diagnóstico: em 2010, somente 5% das 356 instituições brasileiras - BC (Banco Central), Banco do Brasil, Petrobras, Eletrobrás, ministérios, todas as estatais do País - tinham tecnologia avançada e aprimorada. Tecnologia inicial, 57% possuíam. Sobre pessoal, temos no Brasil, hoje, em torno de 11 milhões de funcionários públicos. São 5,5 milhões dos municípios, 3,5 milhões dos estados e 2 milhões da União. Isso na administração direta. Se colocarem junto a indireta, aumenta. Só a Petrobras tem 450 mil funcionários, sendo que 150 mil são concursados e 300 mil são terceirizados.

JC – Um dos temas que têm gerado preocupação é a terceirização?

Nardes – Estamos até dando um prazo para o governo regulamentar essa questão da terceirização. Não sou contra a terceirização, mas tem que haver regras claras, e a Petrobras está contratando gente com salários altos e, em princípio, a terceirização seria mais para cargos de segurança, recepcionista. Então, temos condições de fazer um diagnóstico anual dessas questões que são as mais impactantes para o desenvolvimento da nação. Antes tínhamos nove secretarias que eram responsáveis por vários temas, e nossos auditores faziam auditorias de vários aspectos: meio ambiente, educação, saúde... Agora, não. Temos 22 secretarias especializadas.

JC – Facilita a identificação de irregularidades?

Nardes - Claro, porque passa a ser especialista. Mas para avançar mais, estabelecemos um projeto de especialização e divisão disso em todo o Brasil. Temos 1.700 auditores. E resolvemos trabalhar junto com os tribunais de Contas dos estados. Chamamos 30 tribunais, os treinamos em auditorias operacionais, que é uma especialização nossa, para eles também centrarem na questão da auditoria de governança dos estados e dos municípios. Então, passamos a fazer um grande projeto em nível nacional, para conseguir isso. Aí vem o aspecto mais importante: a questão da busca da excelência em outros países.

JC - Como será?

Nardes - Em janeiro, fizemos 11 reuniões. Nas Nações Unidas, em Washington, buscando apoio do Banco Mundial, Banco Interamericano, Nações Unidas. Fomos ao Canadá, fomos no Controle Externo dos Estados Unidos. Os convidamos para participar e, como fui eleito presidente da Olacefs, que é uma organização de 30 países da América Latina e do Caribe, no ano passado, resolvemos fazer um grande projeto para o Brasil e para a América Latina, trabalhando em auditorias coordenadas. Estamos começando neste ano, com educação. Nessa área, por exemplo, o que o Brasil está conseguindo entregar no mesmo ano para a sociedade? O que está usado ou orçado e não consegue entregar? De 100%, com cerca de R$ 55 bilhões de FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), a educação só consegue entregar em investimento 45%.

JC - E as demais áreas?

Nardes - A saúde entrega por ano apenas 27% do orçado. Falta gestão. Tem dinheiro, mas não consegue entregar o produto para a sociedade. Na área de saneamento? Só 9%. Ou seja, falta plano de carreira, falta treinamento, falta memória nos ministérios. Isso ocorre na esfera nacional, estadual e municipal. Tem que melhorar a governança no Brasil. E replicar, não somente punir, mas também apontar onde está o problema da governança, porque punir, nós já punimos muita gente, é necessário combater as causas. Até para não ficar enxugando gelo, de certa forma. Há coisas que não são muito relevantes, coisas pequenas que, na verdade, são macro. Vemos uma lâmpada apagada ou um extintor com problema, mas no projeto básico, vemos coisas que são mais significativas. Faltou planejamento e isso que gerou a desgovernança. Há necessidade da melhoria da gestão dos gestores públicos no Brasil como um todo, através de treinamento. Muitas vezes, um funcionário público passa num concurso e ninguém dá mais importância para ele. Daí ele fica lá sentado, recebendo um bom salário, não tem metas. Por isso, vamos fazer uma auditoria sobre pessoal em todo Brasil, na área federal, para ver se há metas, se há plano estratégico, se há motivação. Estamos cada vez mais avaliando a qualidade das estradas, por exemplo, e vendo se o produto que está sendo entregue à sociedade está conforme o contratado.

JC – E como efetivamente o TCU pode auxiliar a diminuir esses danos causados pela má gestão?

Nardes - Por que a importância dos tribunais de Contas? Estamos treinando os tribunais de contas para melhorar as auditorias de desempenho, que analisam se tem eficiência, se entrega o produto no prazo. Vamos trabalhar em conjunto com os tribunais de Contas para pegar as boas práticas de governança e replicarmos nos estados. Vamos, em todas as regiões do Brasil, identificar as vocações regionais e estabelecer uma mudança de paradigmas, focando na melhoria da governança. Temos que chegar às causas da corrupção, dos desvios. Porque se não há uma boa governança, vira a “casa da mãe Joana”.

JC – E como está a fiscalização nos 39 ministérios?

Nardes - Em nível federal, a entrega também está bem aquém. O governo põe no orçamento em torno de R$ 2,4 trilhões, mas executa R$ 1,9 trilhão. Mais de R$ 600 bilhões são relativos ao pagamento da dívida e há ainda o serviço da dívida, de R$ 135 bilhões. A transferência para os estados e municípios dá mais uns R$ 100 bilhões, somando R$ 1 trilhão do orçamento da União que já está comprometido. Então, sobram pouco mais de R$ 900 bilhões para manter a máquina. Quanto sobra para investimento? Em torno de R$ 140 bilhões. E aí vemos que há dinheiro, mas não se consegue entregar, porque não há uma boa gestão pública, não chega na ponta. Dos 39 ministérios, estou trabalhando junto com (a ministra-chefe da Casa Civil) Gleisi Hoffmann e (a ministra do Planejamento) Miriam Belchior. Mas há ministérios que não têm funcionários de carreira, não têm memória, são apenas CCs (cargos em comissão), que ficam quatro anos, depois muda tudo.

JC – A fiscalização aumentou em função das obras preparatórias para a Copa?

Nardes - Tivemos problemas na Copa e estamos tendo. Já fizemos uma economia de R$ 750 milhões, é o equivalente a um estádio. Também são eficientes as auditorias preventivas.

JC - Quais os casos mais comuns de problemas?

Nardes - Um exemplo clássico é o da transposição do Rio São Francisco. A proposta inicial era de R$ 4 bilhões, que depois passou para R$ 8 bilhões e agora está em R$ 12 bilhões. Imagina começar uma transposição do São Francisco, que é uma obra imensa, sem projeto básico. E aí quem coloca o preço? É o empresário. E aí o TCU vai lá, descobre que não tem projeção, não tem planta. O aeroporto de Vitória, por que parou? Eles acusam tanto o TCU, mas fomos lá, as obras estavam sendo feitas, verificamos, e o projeto que eles tinham era de outra obra. Em um levantamento de 1.153 obras do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Trasnportes), verificamos que 167 estavam paradas. Em quantas intervimos? Apenas sete. As outras 160 estavam paradas por falta de projeto básico. Interferimos em 0,6%. Fomos provocadores para que parassem somente sete de 1.153 obras. Houve vários trabalhos preventivos antes. Aliás, nos últimos cinco anos, fizemos uma economia de R$ 102 bilhões em trabalhos preventivos no Brasil.

JC – O TCU está terminando a resolução que complementa a Lei de Acesso à Informação. Como avalia esse um ano da legislação?

Nardes - A lei é nova e ainda há prazos para ser regulamentar. O TCU tem já um trabalho relatado no plenário de algumas decisões nossas, e estou até conversando com outros segmentos das cortes mais importantes para definir como vamos classificar as informações, o que podemos liberar. A lei ainda não está definida em alguns aspectos, como o que podemos achar que é sigiloso, o que é informação muito genérica e o que não é, para poder passar informação que não prejudique a clientela, que são os governadores, ministros, pessoas que também têm informações que não estão bem definidas ainda e estamos classificando. Tomamos uma decisão de fazer uma classificação de todas as informações para ver o que cabe. Já tive uma reunião com (o presidente do STF) Joaquim Barbosa e outra com o presidente do STJ para definirmos o que podemos considerar que é possível publicar e o que não é possível publicar, porque há informações extremamente sigilosas.

JC – Que tipo de informação poderia gerar problemas?

Nardes - Temos acesso a todas as informações da administração pública. Temos acesso, de forma privilegiada, mas também assumimos o compromisso de ter essas informações sigilosas e também não julgar se é um prejuízo. Por exemplo, a Petrobras faz pesquisa em águas profundas. Temos uma tecnologia muito avançada na questão de petróleo. De repente, informamos algo que pode chegar na mão do concorrente internacional e pode prejudicar a Petrobras. Na questão de energia nuclear também ou de segurança nacional, então, o acesso à informação não é tão simples. Nossos técnicos assinam um termo de responsabilidade, porque eles têm acesso a informações estritamente sigilosas, e não abrimos para todos os nossos funcionários. Então, é uma coisa complicada.

Perfil

João Augusto Ribeiro Nardes, 60 anos, é natural de Santo Ângelo. Graduou-se administrador de empresas, em 1977, pela Fisa/Fundames. Em 1980, concluiu pós-graduação em Política do Desenvolvimento pelo Institut Université d’Études de Genebra, na Suíça, mesma instituição em que, um ano depois, também terminaria seu mestrado. Iniciou sua trajetória política nos anos 1970 como vereador em Santo Ângelo, pela Arena, e, nos anos seguintes, permaneceria no partido, que mudou de sigla para PDS, PPR, PPB e, por fim, PP. Foi deputado estadual constituinte (1986 a 1990). Permaneceu na Assembleia Legislativa até 1994, quando conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, reelegendo-se nas eleições de 1998. A última vitória para deputado federal ocorreu nas eleições de 2002, mas, em 2005, renunciou ao mandato pelo PP para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União. Em janeiro deste ano, foi conduzido à presidência do TCU e permanece no cargo até 2015.
Fonte: Jornal do Comércio / RS
Ministro da Educação
Agenda do Ministro da Educação - Aloisio Mercadante
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:00 hs.
04/06/2013 - Terça-feira, 04 de junho de 2013

11h00

Agenda Presidencial - Cerimônia de Lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014

Local: Salão Nobre - 2° andar - Palácio do Planalto

Fonte: MEC.
Ministro da Educação
BRASÍLIA: Seduc participa da assinatura do Convênio Pronatec Empreendedor
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:49 hs.
04/06/2013 - A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc), representada pela Coordenadora de Educação profissional Regular e EJA, Ângela Veronez, participou nos dias 28 e 29 de maio, em Brasília, da assinatura do convênio entre MEC e Sebrae para a execução do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Profissionalizante (Pronatec) Empreendedor. A abertura do evento contou com as presenças do vice-presidente da República Michel Temer e do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Ainda representando o Estado de Rondônia estavam a deputada federal Marinha Raupp e as equipes do Sebrae, Senai, Senac, Senar e Sest.

A partir do segundo semestre os cursos do Programa (Pronatec) passam a ter conteúdos para estimular o empreendedorismo. Inicialmente, a disciplina vai chegar a 15 cursos de educação profissional que abordarão temas como plano de vida e carreira e atitude empreendedora. A expectativa é ter 1,3 milhão de alunos com acesso aos conteúdos, em 2014, e 5 mil professores capacitados em todo País.

As ações do Pronatec Empreendedor foram apresentadas pelo Ministério da Educação e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A intenção é formar profissionais com habilidade para criar negócios inovadores e desenvolver competências para o mercado de trabalho.

De acordo com o Sebrae, a disciplina empreendedorismo terá carga horária de até 52 horas e contará com materiais como cartilhas e vídeos. A capacitação dos professores será à distância e oferecerá especialização em educação empreendedora. As instituições de ensino vão receber um kit com material sobre o tema.

No evento ainda foram apresentadas palestras com a temática Educação Profissional e Empreendedorismo por representantes da Universidade de Brasília (UnB).

Autor: Decom
Fonte: Rondo Notícias.
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Aprofundar vínculos
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04/06/2013 - Há interesse pelo Chile no Brasil. Mas, muitas vezes, meu país é associado a um produto (o vinho) ou a um serviço (turismo)

Fernando Schmidt

É curioso que o Chile, com apenas 16,5 milhões de habitantes, seja o maior investidor latino-americano no Brasil. Raras vezes é mencionado que o volume de nosso comércio atinge os US$ 10 bilhões, cifra semelhante à do intercâmbio entre Brasil e México.

Tampouco é conhecido o fato de que, atrás dos argentinos, norte-americanos, alemães e uruguaios, são os chilenos que mais visitam o Brasil, e que, nos primeiros meses deste ano, os números demonstraram crescimento exponencial.

As amizades sem fronteira, como a do Chile e Brasil, são curiosas. Implicam uma ausência de conflitos e, ao mesmo tempo, uma falta de incentivo. Estamos a três horas de de avião e a um dia de automóvel, mas pouco nos conhecemos.

Se queremos nos conhecer mais, é preciso romper a inércia, superar o ditame geográfico, compreender melhor nossas respectivas sociedades a fim de encontrar seus aspectos complementares e aplicar a imaginação a esse propósito.

A imagem do Chile no Brasil está segregada. Nos poucos meses transcorridos desde que assumi a missão diplomática chilena em Brasília, constatei que, nos mais altos níveis de decisão, existe uma referência de interesse pelo Chile. Mas as imagens se diluem e, muitas vezes, meu país é associado a um produto (o vinho), um serviço (turismo) ou a uma situação política pontual.

Nos próximos cinco anos, grande parte da produção agrícola de grãos do Chile se realizará com tratores Mahindra, de tecnologia indiana, fabricados no Brasil pela Bramont, controlada pela chilena Gildemeister.

A poucos passos do mercado central de São Paulo, a renovação urbana vem desenvolvendo projetos imobiliários que dependem em parte de empresas chilenas.

Dentro de mais algumas semanas, e com investimento de US$ 2,2 bilhões, serão iniciados os trabalhos em uma nova fábrica da Celulosa Riograndense, investimento chileno que gerará milhares de empregos no Rio Grande do Sul.

O sistema de ensino superior do Chile é o que mais recebe bolsistas brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras.

Dispomos de dados brutos que nem sempre processamos ao descrever o relacionamento entre nossos países. Estou certo de que, quando observarmos o panorama completo, nos surpreenderemos.

Ainda assim, é um dado objetivo que temos lacunas, não tanto por falta de acordos assinados (às vezes, creio que tenhamos até um excesso deles), mas por contemplarmos os mesmos horizontes em termos um tanto competitivos.

Por exemplo, nossos sistemas financeiros estão bem integrados, por obra de nossas múltis latinas, ou ainda nos voltamos aos centros tradicionais de finanças? Não podemos fazer algo mais para que nossa cooperação internacional se dirija a países que conviriam aos interesses do Chile e do Brasil?

Hoje, temos recursos cada vez maiores destinados à inovação. Estamos integrados em setores de ponta de interesse recíproco, ou a maioria dos programas se dirige a alianças com centros de pesquisa de fora de nossa região?

Sem dúvida, algo acontece conosco e precisamos refletir. É necessário conduzir nossos esforços como embaixada a uma dimensão mais horizontal de relacionamento. Devemos aproveitar as forças que diversos setores já integrados oferecem. Eles não devem ser considerados coadjuvantes dessa relação, como se não gerassem investimentos, postos de trabalho e receitas. Porque geram uma enorme rede de conexões e um conhecimento extraordinário do "outro".

Dentro de poucos dias, colocaremos o discurso em prática na casa dos chilenos em Brasília, que, mais que sede diplomática, queremos ver transformada em sólida ponte e, ainda melhor, em um vulcão de ideias para potencializar o relacionamento entre dois países irmãos.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

FERNANDO SCHMIDT é embaixador do Chile no Brasil

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Fonte: Folha de S. Paulo - São Paulo/SP
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As vidas que o PNE poderia mudar
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04/06/2013 - O filho de 1 ano e meio brinca com paus e pedras no quintal e Talita Cristina da Silva, 20 anos, o segue com o próximo bebê já na barriga. “Não pode ir a͔, “Solta isso” e “Cuidado” são algumas das frases que mais diz o dia todo, consciente de que não é a melhor rotina nem para ele nem para ela própria. “Queria que ele fosse para a creche para aprender mais coisas, brincar e eu também poder ir atrás de melhorar de vida”, diz.

Talita e os filhos são exemplos da demanda por educação que o Brasil não conseguiu atender até agora. Por trás da destinação dos royalties para o setor e da consequente aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB para a área estão milhões de pessoas como ela que dependem de mais investimento para conseguir o direito ao ensino de qualidade.

O projeto está há dois anos e meio em tramitação no Congresso Nacional e prevê 20 metas que devem ser cumpridas até 2020. Desde a última semana, também inclui uma emenda que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação, estratégia do governo para que seja cumprido.

Talita e o filho passam os dias longe da escola:

A jovem de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, aguarda há nove meses vaga para o filho em uma das poucas creches da cidade. No meio da espera, descobriu que o segundo filho está a caminho e logo precisará de duas vagas. “Se não tem vaga nem para o primeiro, imagina agora”, lamenta. Enquanto a meta 1 do PNE é atender 50% das crianças de até 3 anos, a cidade onde vive tem apenas 178 vagas públicas e 2,2 mil nomes na lista de espera. Um retrato de algo que se repete em todo o Brasil, onde há 1,6 milhão de vagas públicas para mais de 10 milhões de crianças na faixa etária.

Por causa disso, Talita deve engrossar o déficit relacionado às metas 11 e 12 , de ampliar a população entre 18 e 24 anos com curso técnico e superior. “Eu era boa aluna, mas quanto mais o tempo passa mais difícil acho de voltar para a escola. Agora já estou pensando em fazer bico quando os meninos estiverem maiorzinhos.”

Morador da mesma cidade, Carlos Vinicius Costa Santos, 14 anos, é mais otimista quanto ao próprio futuro que personifica outros pontos ambicionados no projeto do PNE. Caçula em uma família de cinco irmãos sustentados pela avó diarista, ele é o único que não abandou a escola ou perdeu anos de estudo até o momento. “Acho que meus irmãos pararam por desinteresse mesmo. Eu pretendo ser advogado”, diz .

Carlos fala da desistência dos irmãos mais velhos:


Se apenas concluir o último ano do ensino fundamental já vai ajudar a cumprir a meta 2 , de universalização do ensino fundamental na idade correta, algo que seus irmãos e outros 539 mil brasileiros não fizeram segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, de 2011. A irmã, Taiane, de 16 anos, chegou a concluir com atraso o fundamental e agora se divide entre a busca por emprego e o ensino médio noturno.

Ela dá pistas do que levou ao desinteresse dos irmãos. “O Carlos ainda estuda de dia e em uma escola que quase não falta professor. O colégio (ensino médio) é mais complicado, falta tudo, aula mesmo é raro e tem muita influência ruim”, resume. Ainda assim, ela voltou para a escola ao menos enquanto não encontra trabalho. Melhorar o ensino médio e mantê-la como aluna é a meta 3 do PNE, de atender 85% dos adolescentes de 15 a 17 anos. Atualmente, só 80% estudam – o que significa que 2 milhões de jovens nessa idade estão fora da escola.

O futuro da família se relaciona ainda com a meta 8 , de elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos para os 25% mais pobres e igualar a situação de negros e brancos até 2020. No último Censo, de 2010, apenas um em cada cinco negros acima de 20 anos continuava estudando.

Professores

Renato Babolim Ribeiro, 26 anos, representa outros protagonistas da Educação que aguardam aprovação do PNE para conseguir direitos mínimos: os professores. Formado em Pedagogia em 2011, ele vive em condições precárias com holerites que variam de R$ 51 a R$ 1.200 conforme a época do ano. “Ao contrário das empregadas domésticas, que finalmente conseguiram seus direitos trabalhistas, metade de nós professores ainda seguimos sem 13º, férias e qualquer garantia”, comenta desolado.

Renato expõe a situação de professores por falta de concurso:

Em todo o Brasil, embora faltem professores diariamente em sala de aula, apenas metade dos que atuam nas redes públicas tem cargo efetivo, a meta 18 é elevar para 90% os concursados. Isso mudaria a vida de Renato que hoje é professor auxiliar na rede estadual paulista contratado a cada fim do primeiro bimestre do ano e dispensado às vésperas das férias, em dezembro. Às vezes, ainda dá aulas como substituto, mas nunca tem certeza se terá trabalho ou renda. “São 25 mil professores nessas condições e não tem concurso para PEB 1 (que atende 1º ao 5º ano, na rede estadual de São Paulo) desde 2005. Tenho colega que chega a passar fome em casa alguns meses”, afirma.

Também fazem parte dos objetivos do PNE equiparar a renda dos professores a dos demais profissionais de nível superior ( Meta 17) e garantir em um ano formação continuada nas áreas de atuação, incluindo pós-graduações gratuitas ( Meta 15 ). “Se eu pudesse, já estava cursando pós, mas falta renda e todos os programas oficiais de ajuda são voltados para o concursado, como se o governo não soubesse a nossa situação”, afirma Renato.

Dizem respeito à especialização alguns dos objetivos mais difíceis de alcançar até o fim da vigência do plano, em 2020. Ainda entre os professores, a meta 16 é que 80% dos que atuam na educação básica tenham pós-graduação. Atualmente, o censo escolar apura a escolaridade dos mestres apenas até o nível superior. Mesmo aí já há uma defasagem quase impeditiva: 20% dos atuais professores sequer concluíram curso superior. Em uma pesquisa amostral do Instituto Paulo Montenegro, apenas um quinto havia concluído também pós-graduação. “Infelizmente a gente ainda tem que brigar por coisas mais básicas”, comenta Renato.

A aposentada Maria Pereira Silva, de 57 anos, representa outra enorme demanda por mais investimento em educação por algo ainda mais rudimentar: saber ler e escrever. Ela faz parte dos 12,9 milhões de brasileiros analfabetos com mais de 15 anos – 8,6% de todos nós. Se a meta 9 do PNE for cumprida, em 2020 a alfabetização seria universalizada.

A baiana que vive há 40 anos em São Paulo sonha com esse momento desde a infância. Quando completou 7 anos adiou os estudos pela primeira vez para trabalhar seguindo uma sina de filha mais velha. “Eu era remo de família”, explica. Aos 9 anos, o pai morreu e ela se viu cuidando das irmãs mais novas. Aos 18 anos veio para São Paulo em busca de oportunidade de trabalho e passou duas décadas como empregada doméstica e o restante como diarista.

Maria fala de suas tentativas de estudar:

“O tempo que sobrava eu dedicava ao meu filho, esse sim estudou. Até faculdade fez”, conta. Maria se matriculou em alguns cursos de jovens e adultos no meio do caminho, mas desistiu por conta das salas cheias e da falta de entrosamento com os colegas mais novos. “O barulho me incomodava. Acho que sala para adulto é diferente de adolescente, a gente precisa de mais atenção e calma”, avalia. Sem conhecer o PNE, ela também pede que as aulas incluam disciplinas que a ajudem a obter renda, exatamente como a meta 10 , que estabelece que uma em cada quatro vagas para adultos seja integrada a educação profissional. “Se eu soubesse um lugar que desse curso de escrita e costura junto, eu correria atrás.”

O PNE traça ainda objetivos para a população deficiente, para aumentar o número de mestres e doutores na educação superior, melhorar o resultado das redes nas avaliações e estimular a gestão democrática nas escolas ( veja todas as metas aqui ). A meta mais discutida da lei, no entanto, é a 20, que trata das fontes de financiamento para garantir que a lei signifique de fato mudanças nas vidas de Talita, Carlos, Renato, Maria, os milhões de pessoas que eles representam e, por consequência, da população toda.

Série:
Esta reportagem faz parte da série do iG sobre as mudanças que poderão ser ocorrer na educação do País a partir do investimento dos royalties do petróleo na área. Para entender o contexto, conheça a história dos royalties no Brasil e a tramitação dos projetos de lei no Congresso . Nesta quarta, exemplos de outros países que fizeram alto investimento em educação e que podem servir de inspiração ao Brasil serão apresentados.
Fonte: Último Segundo - IG - São Paulo/SP.
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Crise ressuscita academicismo econômico
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:33 hs.
04/06/2013 - Às terças-feiras pela manhã, professores e estudantes de pós-graduação enchem uma sala de aula na Universidade Harvard para assistir à provação econômica dos alunos de doutorado. Durante uma hora e meia, os palestrantes explicam para os muitos presentes como suas teses estão progredindo e são então bombardeados com perguntas, críticas e sugestões.

As sessões não eram sempre tão animadas, disse o professor da universidade Benjamin Friedman, que há anos participa dos seminários de Pesquisas em Macroeconomia. As salas de aulas lotadas de hoje em dia - em contraste com as audiências minguadas de dez anos atrás - ilustram como a crise financeira de 2008 e a recessão subsequente ressuscitaram o academicismo em macroeconomia.

"Os acadêmicos estão olhando [...]

para áreas que têm um monte de perguntas não respondidas", disse James Poterba, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts, o MIT, e presidente da Agência Nacional de Pesquisa Econômica. Houve "um aumento substancial no interesse e entusiasmo em torno da pesquisa macroeconômica", diz ele.

A pesquisa vai além dos seminários da Harvard. Seguem três das principais questões levantadas pelos recentes problemas econômicos e fiscais que afligiram os Estados Unidos:

Quais são as consequências de um endividamento muito alto das famílias?

A alavancagem, ou o uso de dinheiro emprestado, disparou no momento anterior à crise econômica. Os consumidores contraíram dívidas, geralmente para comprar imóveis.

Essas elevadas obrigações deixaram as famílias particularmente vulneráveis quando o mercado imobiliário entrou em colapso, disse Amir Sufi, professor da Faculdade de Administração Booth, da Universidade de Chicago. Sufi e seu colega Atif Mian, agora na Universidade de Princeton, estudaram como os empréstimos lastreados em imóveis contribuíram para a inadimplência depois do colapso.

"Quase toda grande recessão nos últimos cem anos, em qualquer país, foi precedida por um grande aumento no endividamento das famílias e precipitada por um colapso nos preços dos imóveis", disse Sufi.

O que vai acontecer quando o Fed recuar?

À medida que a crise se desenrolava, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, empregou um conjunto de ferramentas econômicas, levando o banco central americano a injetar dinheiro para manter os mercados financeiros funcionando, bem como a reduzir as taxas de juros de curto prazo para quase zero e prometer conservá-las assim por um algum tempo. A crise foi o "grande teste" destas medidas, disse o português Ricardo Reis, professor da Universidade Columbia.

O banco central vem comprando títulos de dívida do governo e investimentos lastreados em hipotecas desde a crise e mais do que triplicou sua carteira, que já ultrapassou a casa dos US$ 3 trilhões.

Reis está estudando as implicações da expansão do portfólio do Fed. O grande risco está não em comprar os títulos, mas em se desfazer deles, concluiu Reis num estudo recente com Robert Hall, da Universidade de Stanford.

Quando o banco central finalmente elevar os juros de curto prazo, os preços dos títulos de dívida vão cair. O Fed "vai perder dinheiro", disse Reis. "Como ele vai lidar com tal prejuízo?"

Que forma o estímulo fiscal deve tomar - e ele ajuda?

Antes da crise, a política monetária era vista por muitos como uma resposta mais hábil para as recessões do que a política fiscal, que geralmente leva mais tempo para gerar efeito. Enquanto o banco central pode reduzir taxas de juros rapidamente, os políticos podem levar meses para chegar a um acordo quanto à legislação para estimular a economia. Alguns economistas já questionaram se o pacote de estímulo de US$ 787 bilhões que o Congresso americano aprovou no início de 2009 foi grande ou pequeno demais e se foi empregado da maneira mais eficaz.

"Você poderia esperar que, dado o imenso volume de dinheiro gasto no estímulo fiscal [...], teríamos mostras de como ele funcionou, mas a verdade é que não é bem assim", disse Emi Nakamura, professor da Columbia. "Nos últimos anos, houve uma grande expansão no modo como as pessoas estão tentando usar vários tipos de experimentos naturais para examinar os efeitos do estímulo fiscal."

Estímulos podem assumir diversas formas, como cortes de impostos e transferências para seguro-desemprego nos Estados.

Acadêmicos divergem sobre se o estímulo teve um efeito "multiplicador" durante a recessão, se levou ou não as empresas e as pessoas a gastarem mais. Alguns economistas dizem que gastos maiores do governo inibiram investimentos que poderiam de outra forma ter sido feitos pelo setor privado.

Para medir os efeitos do estímulo, Nakamura e Jón Steinsson, também da Columbia, estudaram como os gastos militares afetaram as economias dos Estados.

A pesquisa concluiu que, quando as taxas de juros estavam próximas de zero e a economia sob estresse, US$ 1 em gastos do governo pode gerar mais de US$ 1,50 em demanda.

Embora as respostas finais a essas perguntas - e a muitas outras - talvez ainda estejam bem distantes, um benefício da recessão foi ter levado os economistas a procurar por elas.
Fonte: Valor Econômico - São Paulo/SP.
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Dilma diz que Brasil virou país de classe média
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:39 hs.
04/06/2013 - A presidente Dilma Rousseff.

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff destacou, nesta segunda-feira, 3, a marca de 100 milhões de brasileiros alçados à chamada classe C, durante discurso em cerimônia no Rio Grande do Norte, no qual anunciou a criação de um Plano Safra específico para o semiárido nordestino.

Dilma defendeu que o Brasil “mudou” nos últimos dez anos — período que compreende o governo petista, iniciado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, tornando-se um país de classe média.

O governo federal, garantiu Dilma, continuará expandindo seus programas sociais “até tirar o último brasileiro da miséria”.

A presidente apontou, como um dos caminhos para que o Brasil seja “efetivamente” um país de classe média, a necessidade de se fazer mais investimentos em educação para jovens e crianças, além de qualificação profissional e oferta de emprego para adultos.

A presidente também fez nova defesa da destinação de recursos decorrentes dos royalties da exploração de petróleo do pré-sal para a educação.

“No caso dos royalties, é fundamental que a gente faça um esforço no nosso país para a educação”, afirmou Dilma para uma plateia de quase 150 prefeitos do Rio Grande do Norte. “Temos de ter compromisso com educação de qualidade; é o que peço em minha reivindicação”, acrescentou a presidente.

Ao cobrar dos gestores estaduais e municipais a elaboração de projetos, Dilma disse que o governo federal “passou a investir nesse país” somente “do final do primeiro período do governo Lula para o segundo período”. “Tenho a tranquilidade em dizer que, hoje, o Brasil é diferente”, disse Dilma.
Fonte: Valor Econômico
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Direitos humanos nas ruas da periferia de Salvador
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Nas costas de uma jovem soteropolitana, a mochila transporta uma mesinha dobrável que divide espaço com revistas e outras publicações. É fim de tarde. O horário é estratégico porque nesse período há mais meninas e meninos brincando na rua. Ela pesquisa um lugar e arma a mesa onde são dispostas as revistas. Muitos se aproximam, formando aquilo que a andarilha ansiava: uma roda de curiosos. A cena se repete a cada sábado pelos bairros da periferia de Salvador. Quem sobe e desce as ladeiras é Monique Evelle, 18, que reserva seu fim de semana para realizar, com crianças e adolescentes, oficinas e debates sobre direitos humanos, segurança na internet e exploração sexual. “Na rua não há limite. Até fica melhor para não centralizar”, ressalta a jovem criadora da iniciativa chamada Desabafo Social.

O projeto, realizado mais frequentemente há um ano e sem qualquer ajuda financeira, extrapolou as ruelas dos comunidades da periferia da capital baiana. A iniciativa criada por Monique, inclusive, vem sendo replicada por jovens líderes voluntários de cinco outros estados: São Paulo, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Ceará. “Falar sobre direitos humanos é mostrar às crianças que as coisas acontecem se pensamos em conjunto, no coletivo. Você não é nada sozinho”, reforça Monique que é 21a personagem do Imagina na Copa, plataforma que está mapeando iniciativas de jovens transformadores até 2014.

A articulação entre as regiões acontece sempre on-line onde são debatidos temas mais amplos, como recentemente a redução da maioridade penal ou até mesmo a exploração sexual e o combate ao trabalho infantil, até abordagens mais particulares de cada localidade. “A líder do Rio Grande do Norte sinalizou ao grupo o alto índice de gravidez na adolescência em um dos bairros de lá”, afirma Monique. Juntos pensaram como poderiam ajudar a reverter esses dados. Criaram então o Cine Debate, onde, durante duas semanas, os jovens que estão à frente do Desabafo Social, se reuniram, em rodas de conversas com as adolescentes grávidas. Para reforçar a abordagem sobre o tema também foram exibidos por mais uma semana vídeos curtos sobre a importância da prevenção da gravidez. Em outros estados, os temas podem ir do hip-hop, em São Paulo, a abordagens ligadas ao MST, no Pará.

No caso dos encontros presenciais, que são organizados pelos líderes em seus respectivos estados, cada tema normalmente é trabalhado durante duas semanas.

Por exemplo, quando o assunto é ética na internet, como estratégia crianças e jovens visitam as lan houses locais para fazer alertas sobre o uso seguro. Quando se fala em preservação do meio ambiente, são produzidas oficinas de reciclagem e outras atividades.

Mensalmente, apenas nas ruas de Salvador, Monique estima que ao menos 30 meninos e meninas participem das atividades. Segundo ela, a ideia é mostrar, de forma lúdica, às crianças e aos jovens, os seus direitos por meio de atividades práticas. “Não posso falar sobre o estatuto mostrando o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, afirma ela que começou a dar vida à iniciativa por meio de um grêmio ainda quando cursava o 3o ano do ensino médio, em 2011.

“Se demoro mais de 15 dias para passar em um determinado bairro os pais me ligam para saber por que não fui”
Ao contrário daquela época, hoje em seu itinerário sobe-desce ladeira, Monique, que estuda Humanidades na UFBA (Universidade Federal da Bahia), desenvolve duas metodologias para levar os direitos humanos às crianças e aos jovens: a sensibilização e a produção. A primeira delas acontece durante o momento de discussão dos temas: como, por que acontecem, quais são os riscos, como é possível mudar. Já a segunda é por meio da produção e exploração do território, que significa a construção de algo em comum, isto é, a materialização, a prática, onde são produzidos fanzines, colagens e textos. O Desabafo Social também produz bimestralmente uma revista virtual. A publicação é feita por designers voluntários e os textos e imagens são enviados pelas crianças e jovens. A revista já está em sua quinta edição.

Outro movimento realizado pelo Desabafo Social, foi pensado sobretudo por conta dos megaeventos internacionais, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, período onde, segundo Monique, aumentam os casos violação dos direitos. O Desabafo na Ponta dos Dedos funciona como uma seção do site criada para ensinar crianças e jovens a se cuidar, sobretudo em relação a temas como exploração sexual. O espaço oferece dicas de como prevenir, para onde ligar e a quem pedir ajuda. Além disso, também realiza campanhas nas redes sociais. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2011, a violência sexual contra crianças e jovens, é o segundo maior tipo de violência do país, ficando atrás da negligência e abandono.

No futuro, Monique pretende montar uma agência de comunicação, “não exatamente uma ONG”, ainda não sabe, mas com um viés social, estimulando a juventude a atuar em causas sociais, das suas realidades. Enquanto isso não acontece, a jovem soteropolitana vai colhendo os frutos do trabalho. “Se demoro mais de 15 dias para passar em um determinado bairro, os pais me ligam para saber por que não fui”, conta. “No início de abril, as crianças de um dos bairros que realizamos as oficinas, organizaram um campeonato de futebol – com prêmio e tudo – que fizeram com materiais recicláveis que aprenderam uma das oficinas, como garrafa PET e caixa de remédio”, finaliza.

POR VAGNER DE ALENCAR
Fonte: PORVIR
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Estudo aponta que maioria das escolas brasileiras tem infraestrutura básica
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:59 hs.
04/06/2013 - O estudo mostra que mais de 44% das escolas da educação básica brasileiras ainda apresentam uma infraestrutura escolar elementar

A maior parte das escolas brasileiras (84,5%) apresenta uma estrutura elementar ou básica. Isso significa que tem apenas água, banheiro, energia, esgoto, cozinha, sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora. Na outra ponta, 0,6% das escolas apresenta uma infraestrutura considerada avançada, com sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, parque infantil, além de laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades especiais.

A conclusão é do estudo dos pesquisadores José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da Universidade de Brasília (UnB), e Dalton Francisco de Andrade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Uma Escala para Medir a Infraestrutura Escolar. Os pesquisadores utilizam dados do Censo Escolar 2011 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O estudo foi feito com dados de 194.932 escolas, incluindo públicas e privadas, rurais e urbanas.

O estudo mostra que mais de 44% das escolas da educação básica brasileiras ainda apresentam uma infraestrutura escolar elementar, apenas com água, banheiro, energia, esgoto e cozinha.

Os pesquisadores se dizem surpreendidos com os resultados. “Há um percentual alto de escolas que não têm requisitos básicos de infraestrutura, como sala de diretoria, sala de professor e biblioteca. Assim, fica transparente a necessidade de políticas públicas que visem a diminuir as discrepâncias e promover condições escolares mínimas para que a aprendizagem possa ocorrer em um ambiente escolar mais favorável", diz o artigo.

"A criança, quando chega na escola, tem que ter equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho dele, assim como a escola", explica em entrevista à Agência Brasil um dos autores do estudo, José Soares Neto. "O Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento para resolver um problema que não é simples".

Dividindo-se por região, o Nordeste apresenta a maior porcentagem de escolas com estrutura elementar: 71%; e apenas 0,3% com estrutura avançada. A maior porcentagem de escolas com estrutura avançada está na Região Sul: 1,6% - na região, 19,8% das escolas têm estrutura elementar.

Levando-se em consideração a administração, mais da metade das escolas públicas federais (58,1%) têm uma infraestrutura adequada, ou seja, além dos itens básicos, como água, energia e cozinha, têm sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva e parque infantil.

Essas escolas têm uma estrutura melhor do que as estaduais ou municipais e até mesmo que as particulares, cuja maioria (58,4%) têm uma estrutura básica.

Outro dado destacado pelos pesquisadores é a diferença entre as escolas urbanas e rurais. "Enquanto 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria", diz o estudo.

Agência Brasil
Fonte: Corrio Braziliense / DF
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FRAUDES EM CONCURSOS TÊM 1,7 MIL DENÚNCIAS INVESTIGADAS
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:44 hs.
04/06/2013 - 1.789 DENÚNCIAS DE FRAUDE EM CONCURSOS

Cresce no Ministério Público o número de denúncias de irregularidades em seleções para cargos no governo. Problemas como os ocorridos nas provas da Anvisa, domingo, também estão na mira da Polícia Federal. A falta de leis que regulamentem os certames facilita os abusos contra os candidatos.

Com tanta gente de olho em uma vaga na administração pública, organizar um concurso virou um negócio lucrativo. Sem uma lei que regulamente o setor — e, portanto, sem perspectivas de punição —, as denúncias de fraude nos processos seletivos para o funcionalismo se proliferaram nos últimos anos. Os números do Ministério Público Federal (MPF) ilustram a dimensão do problema. A instituição investiga, atualmente, 1.789 denúncias relacionadas a certames em todo o país. Isso sem colocar na conta os casos que passam pelo crivo da Polícia Federal, que se diz não autorizada a revelar dados sobre o assunto.

Goiás é o estado que reúne mais queixas de irregularidades: são 268 registros em tramitação na primeira instância (veja quadro). Os abusos são diversos. Um dos casos mais polêmicos é o da Fundaso, empresa fantasma inventada para organizar a seleção do também inexistente Instituto Científico Educacional de Assistência aos Municípios (Iceam). As duas entidades chegaram a usar o brasão da República e a publicar edital no Diário Oficial da União. O MPF e a PF as investigam civil e criminalmente.

No último domingo, a aplicação dos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todo o país deixou milhares de candidatos insatisfeitos. Reclamações, como possíveis falhas na violação do lacre de segurança das provas e a presença de aparelhos eletrônicos nas salas dos exames, colocaram em xeque a credibilidade da empresa organizadora — o Cetro Concursos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, e o certame, cancelado, mais de 125 mil pessoas serão prejudicadas.

A reportagem procurou o Cetro, que não atendeu as ligações. A Anvisa está avaliando a suspensão ou não do concurso. A agência admitiu que foram constatados outros problemas no Rio de Janeiro e em Alagoas e adiantou que pretende adotar "as medidas necessárias para preservar a lisura do concurso e o direito de todos os participantes". Além do Ministério Público, a Polícia Federal investiga o caso.

Apesar de os candidatos tentarem conter os abusos com denúncias à PF e ao MPF, muito pouco é, de fato, resolvido. No geral, o que os inscritos veem é falta de transparência e de retorno por parte das entidades que investigam as reclamações. As denúncias, geralmente, acabam sendo arquivadas ao longo dos anos.

É o caso do último concurso para o Senado Federal, cujas provas foram aplicadas em março do ano passado. Entre as queixas, houve desde a tentativa de inscrição de um dos membros da banca à presença de celulares dentro das salas. Das 28 irregularidades apuradas pelo MPF no Distrito Federal, no entanto, 26 foram arquivadas. As outras duas viraram ações civis públicas: uma foi arquivada e a outra ainda está em curso.

Faltam regras
Para o professor Ernani Pimentel, ex-presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), os abusos acontecem, porque falta uma lei que regulamente o setor. "Da forma como é hoje, as bancas se tornaram ditadoras, têm direito de tudo e nenhum dever." Ele cita, por exemplo, a falta de obrigatoriedade, por parte da organizadora, de responder os recursos feitos pelos candidatos na tentativa de mudar a resposta de uma questão ou de anulá-la. "Basta a banca indeferir o recurso."

Pimentel defende que casos como o da Anvisa sejam anulados. Segundo ele, as irregularidades mais comuns entre as organizadoras são manipulação do resultado, entrada de aparelhos eletrônicos, erros no edital, acréscimo de matérias obrigatórias em cima da hora e permissão para ida ao banheiro sem um fiscal.

Com tantas brechas para que as empresas façam o que bem querem, quem sai no prejuízo são os concurseiros. Camila Martins, 25 anos, fez a seleção para a Anvisa no último fim de semana. Ela conta que os cadernos de provas chegaram à sala onde estava com 25 minutos de atraso. "Além disso, tinha gente com o celular em cima da mesa de prova e apenas uma pessoa para fiscalizar."

Para Bruna Lima, 19 anos, o sentimento é de frustração. "Gastamos e abrimos mão de muita coisa na busca pela carreira pública", ressaltou. No ano passado, ela participou das provas para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), no qual, segundo conta, tiveram várias irregularidades. "Os candidatos entraram nas salas sem que o fiscal pedisse para desligar os aparelhos celulares. Sem contar que não havia sinalização de horário: o candidato tinha de perguntar", recordou.

Regulamentação
Para Rudi Cassel, advogado especialista em direito do servidor e dos concursos públicos, uma das grandes falhas que permitem tantas irregularidades é a possibilidade de dispensa de licitação na hora de contratar a banca, como ocorreu no concurso da Anvisa. O Cetro foi escolhido sob a justificativa de ter apresentado a menor cotação para o valor das inscrições. "A licitação funciona como um filtro para evitar que uma empresa sem estrutura qualificada tome a frente da organização de uma seleção", afirmou.

Para ele, uma regulamentação poderia mitigar a situação. Mas o Projeto de Lei do Senado nº 74/2010, que propõe regras para a execução de seleções públicas, está parado há quase três anos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Casa. Previsto para ser apreciado na pauta de amanhã, o texto sugere, entre outras coisas, a punição nos âmbitos civil, criminal e administrativo às bancas que burlarem a isonomia dos certames e a anulação dos exames com irregularidades.

Correio Braziliense
Fonte: Clipping do Ministério do Planejamento
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Inflação desacelera em quatro de sete capitais em maio
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04/06/2013 - SÃO PAULO - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em quatro de sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta quadrissemana de maio, equivalente ao fechamento do mês.

Em Salvador, o IPC-S aprofundou a deflação, de 0,30% na terceira semana para -0,46% na última. Em São Paulo, a taxa caiu de 0,49% para 0,36%; em Belo Horizonte, de 0,57% para 0,45%; e em Porto Alegre, de 0,41% para 0,30%.

Rio de Janeiro (0,44%) e Brasília (0,59%) repetiram a taxa da semana anterior.

O indicador aumentou apenas em Recife, de 0,51% para 0,59%.

Na média das sete capitais o IPC-S cedeu de 0,40% para 0,32% entre a terceira e a quarta semana do mês.
Fonte: Valor Econômico
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Mercado cresce 10% e bate recorde em maio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:17 hs.
04/06/2013 - Balanço divulgado ontem pela Fenabrave - a entidade que abriga as concessionárias de veículos - confirmou que as vendas da indústria automobilística seguem aquecidas. No mês passado, o setor registrou o melhor maio da história nos emplacamentos de carros, enquanto o setor de caminhões manteve-se na trajetória de recuperação.

No total, os brasileiros compraram 316,2 mil veículos em maio, entre automóveis, utilitários leves, caminhões e ônibus. O volume ficou 10% acima do desempenho de um ano antes, quando foram vendidas 287,4 mil unidades. Em relação a abril, houve queda de 5,2% nos licenciamentos, mas essa comparação é comprometida pelo calendário desfavorável, já que maio, por conta de dois feriados, teve um dia útil a menos de venda.

O desempenho leva as vendas no acumulado dos cinco primeiros meses do ano para 1,48 milhão de veículos, um crescimento de 8,6%, praticamente o dobro da meta traçada pela indústria para o ano: de alta na faixa de 3,5% a 4,5%.

Mas analistas observam que essa evolução foi, até aqui, obtida sobre uma base de comparação fraca, referente a um período no qual as vendas não tinham o estímulo da redução nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A partir deste mês, a tendência é de menor ritmo de crescimento. Alguns especialistas ainda apostam numa estagnação, ou mesmo queda, do mercado até o fim do ano.

Considerando apenas o segmento de carros de passeio e utilitários leves - beneficiado pelos descontos no IPI -, as vendas somaram 300,6 mil unidades no mês passado, levemente acima das 300,5 mil unidades de igual mês de 2011, que era, até então, o melhor maio da história.

Na comparação com igual período do ano passado, as vendas de carros subiram 9,6%. Já em relação ao mês anterior - o melhor abril de todos os tempos para as montadoras -, houve queda de 5,1%.

No ranking das marcas, a novidade foi a General Motors (GM), que, com a renovação de seu portfólio, superou a Volkswagen e fechou maio com a segunda colocação nas vendas, respondendo por 17,9% do mercado. A Volks teve 17,8% do total emplacado no mês passado e ficou na terceira posição, embora esteja à frente de sua concorrente de origem americana no acumulado do ano. A Fiat manteve-se com folga na liderança, respondendo por 22,6% das vendas em maio. No embalo do sucesso do HB20 - quarto carro mais vendido do país -, a Hyundai voltou à quinta colocação, mordendo uma fatia de 6,3% do mercado.

O levantamento da Fenabrave mostra ainda que foram vendidos 12,7 mil caminhões no mês passado, uma alta de 17,8% na comparação anual. Entre janeiro e maio, as vendas desse veículo pesado atingiram 61,3 mil unidades, o que configura um crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2012, quando o setor sentiu o baque da introdução de uma nova tecnologia de motor, que tornou os caminhões menos poluentes, porém até 15% mais caros.

A Volkswagen segue como a marca de caminhões mais vendida neste ano, com 27% dos emplacamentos no acumulado até maio. Na sequência, aparece a Mercedes-Benz, dona de 25% do mercado.

A Fenabrave também reportou uma queda de 13,1% das vendas de motos no mês passado, comparativamente a igual período de 2012. No total, foram licenciadas 130,2 mil motocicletas em maio, 7,6% abaixo do volume negociado em abril.

Por Eduardo Laguna
Fonte: Valor Ecoômico, de São Paulo
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OIT: Bolsa Família ajuda classe média a crescer, mas é preciso mais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - Enquanto a crise econômica global causa desemprego em países ricos, as nações emergentes, como o Brasil, estão com seu mercado de trabalho numa situação melhor. A avaliação é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório "O Mundo do Trabalho 2013: Reparando o Tecido Econômico e Social"

Sobre o Brasil, um dos destaques da organização no relatório foi o crescimento de 16 pontos percentuais da classe média entre 1999 e 2010. Segundo a OIT, isso foi ajudado pelo fortalecimento do salário mínimo e do Programa Bolsa Família.

O conceito de classe média da OIT é muito amplo. A organização considera classe média quem ganha de US$ 4 por dia (R$ 8,50 ou R$ 255 por mês) a US$ 50 por dia (R$ 106,81 por dia ou R$ 3.200 por mês).

A definição de classe média não é unânime e varia de acordo com cada entidade.

Para o governo brasileiro, por exemplo, a classe média é integrada por quem tem renda mensal entre R$ 291 e R$ 1.019.

Para a OIT, a proteção do salário mínimo e a concessão da Bolsa Família explicam a redução da pobreza no país e o fortalecimento da economia nacional.

No entanto, a OIT aponta problemas que ainda precisam ser resolvidos no Brasil: aumentar o número de trabalhadores com carteira assinada, elevar a produtividade, promover mais investimentos e reajustar os salários acima da inflação.

Os países desenvolvidos, por outro lado, estão em uma situação que pode se tornar "preocupante", a despeito da recuperação econômica desde 2009, ano em que começou a crise financeira internacional. De acordo com o documento, na América Latina e no Caribe, registrou-se em 2012 taxa de emprego, em média, 1% superior à de 2008, ano anterior à crise. Na região, essa taxa atingiu 57,1% ao fim de 2012.

"Nos países em desenvolvimento, o desafio mais importante é consolidar os recentes progressos na redução da pobreza e da desigualdade", informou, em nota, o coordenador do relatório, o diretor do Instituto Internacional de Estudos de Trabalho da OIT, Raymond Torres.

A organização citou o estabelecimento de um piso salarial –por meio da fixação de salários mínimos– e de políticas de proteção social como essenciais para a situação atual desses países.

Falta de emprego nos países ricos achata classe média, diz OIT
Em relação aos países desenvolvidos, constatou-se que a desigualdade de renda da população aumentou nos últimos dois anos. A principal justificativa foi o crescimento dos níveis de desemprego no mundo.

A expectativa é que os atuais 200 milhões de desempregados cheguem a 208 milhões em 2015. Na última semana, a União Europeia registrou 26,5 milhões de desempregados.

"A situação em alguns países europeus, em particular, está começando a forçar o seu tecido econômico e social. Precisamos de uma recuperação global, focada em empregos e investimentos produtivos, combinada com melhor proteção social para os grupos mais pobres e vulneráveis", disse, em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Para a organização, outro fator que atrasa a recuperação da geração de empregos nos países desenvolvidos é a falta de investimentos possivelmente gerados a partir de lucros. No último fim de semana, houve manifestações em mais de 100 cidades europeias contra políticas de redução de custos.

Segundo a OIT, apenas um terço dos investimentos globais em 2012 foram feitos por países de alta renda. Os países emergentes, em comparação, foram os responsáveis por mais de 47% dos investimentos no mesmo ano.

"Há uma clara relação entre o investimento e o emprego. Melhorar a atividade de investimento é crucial para permitir que as empresas aproveitem as novas oportunidades para se expandir e contratar novos funcionários", explicou o coordenador do relatório, Raymond Torres.

Como forma de reduzir os impactos negativos da conjuntura de fraco desempenho econômico e escassez de postos de trabalho, a OIT sugere que sejam eliminadas as crenças negativas sobre as intervenções dos governos no crescimento econômico e a capacidade que elas têm de diminuir a má distribuição de renda entre a população.

Outro ponto importante, de acordo com a organização, é o estímulo ao diálogo social entre empregados, empregadores e o governo para gerar melhorias no mercado de trabalho.

(Com Agência Brasil)
Fonte: Do UOL, em São Paulo
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Pedagogia logosófica: aprender da experiência
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04/06/2013 - Um dos pilares desta proposta educativa, criada por um pedagogo argentino, é um aprendizado que acontece por meio da ação e da experimentação em que se prioriza que os estudantes conheçam a si mesmos.

Para a pedagogia logosófica, educar é “fazer experimentar”. Os alunos aprendem quando vivenciam aquilo que estão estudando, quando o conhecimento se volta em ação, o que, dessa forma, contribui para a diminuição dos conflitos na escola. O Instituto González Pecotche, no bairro de Palermo, em Buenos Aires, é um dos colégios que aplicam a pedadogia, criada por Carlos González Pecotche em 1930. Fora da Argentina, outras escolas, no Brasil, Uruguai, entre outros países, desenvolvem o modelo de ensino.

Clarín
Fonte: PORVIR
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Quase um terço dos mestres e doutores do país reside no estado de São Paulo
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04/06/2013 - LEVANTAMENTO

Trinta por cento dos mestres e 32,88% dos doutores brasileiros moravam no Estado de São Paulo em 2010, segundo levantamento publicado em Mestres 2012: demografia da base técnico-científica brasileira, lançado no dia 22 de abril pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A relação entre o número de mestres e a população residente, no entanto, é maior no Distrito Federal (com 18 mestres por mil pessoas entre 25 e 65 anos), seguido pelo Rio de Janeiro (9,2 mestres por mil) e por São Paulo (7 mestres por mil).

A participação de São Paulo no total de títulos de mestrado concedidos no país caiu de 38,8% em 1996 para 29,1% em 2009, embora o número de mestrados concedidos por ano em São Paulo tenha quase triplicado nesse período, passando de 4.035 a 11.284.

De acordo com o estudo, a formação de novos mestres no país cresceu à taxa de 10,7% ao ano entre 1996 e 2009. A publicação aponta que boa parte da expansão está ligada aos programas de pós vinculados a instituições particulares, que respondiam por 22,4% dos titulados em 2009, ante 13,3% em 1996.

O livro dá continuidade a Doutores 2010: estudos da demografia de base técnico-científica brasileira, que inaugurou os trabalhos de produção de dados estatísticos sobre a formação e o emprego em nível de pós-graduação do CGEE.

Entre as instituições que participaram do estudo estão: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação Geral de Indicadores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O estudo foi feito a partir do cruzamento das bases de dados do Coleta Capes 1996-2009 (Capes/MEC) e da RAIS 2009 (MTE). Os dados do Censo Demográfico 2010, recém-publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também foram utilizados na pesquisa.

Outro dado apontado é que a população de mestres e doutores é muito mais branca do que a população como um todo. Enquanto os brancos correspondiam a 47% da população residente no Brasil em 2010, entre a parcela com mestrado e doutorado a porcentagem de brancos subia para 80%. Por outro lado, enquanto os negros representavam 8% da população total, apenas 3% dos mestres e 2% dos doutores eram negros.

Além disso, embora as mulheres fossem maioria entre os mestres, a remuneração delas era muito inferior à dos homens. Entre os titulados em programas de mestrado, o número de mulheres superou o de homens em 1998 e cresceu depois disso. A sua remuneração mensal média, entretanto, era 42% menor do que a dos mestres homens. (Agência Fapesp)
Fonte: Cruzeiro do Sul Online - Sorocaba/SP
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Reestruturação do Cade mostra-se bem sucedida
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04/06/2013 - Uma reforma que pode ser considerada exitosa no governo da presidente Dilma Rousseff é a que mudou a forma como opera o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A lei que instituiu a análise prévia de atos de concentração e aprovou a reestruturação do Cade completou um ano na semana passada, mais precisamente na quarta-feira dia 29 de maio. Desde que as novas regras entraram em vigor, foram aprovadas 250 operações de fusão e incorporação, com um prazo médio de 25 dias. Em 2011, no ano imediatamente anterior à entrada em vigor da nova lei, o tempo médio foi de 154 dias.

Para o setor empresarial, a maior rapidez na apreciação pelo Cade de um negócio entre duas companhias significa uma economia substancial de tempo e dinheiro na medida em que podem ser adotadas com maior celeridade medidas que tendem a resultar em maior eficiência e lucratividade, as principais razões que levam dois grupos a entabular conversações para uma fusão ou associação.

Nas contas sobre os processos avaliados por Brasília estão apenas os grandes negócios que aconteceram no Brasil, pois o Cade tem um filtro para receber e julgar os negócios - só são apresentados aqueles que envolvem uma empresa com faturamento igual ou superior a R$ 750 milhões e outra com mais de R$ 75 milhões. Esse filtro retrata, portanto, as maiores transações na economia brasileira nos últimos 12 meses e a conclusão que se chega pelos dados do Cade é a de que essa movimentação empresarial não levou a concentrações de mercado capazes de prejudicar a concorrência. Isso porque a imensa maioria dos negócios foi considerada simples do ponto de vista da competitividade e terminou com a aprovação sem a necessidade de imposição de restrições pelo conselho, como reportou o Valor na sua edição do dia 29.

Dos casos decididos nos últimos doze meses, 239 foram aprovados sem restrições, com um simples despacho da Superintendência-Geral do Cade. Nesse ponto, outra novidade da nova lei: o sistema pelo qual um superintendente decide não se mostrou autoritário, como se temia no passado recente.

Durante onze anos, entre 2000, quando se discutiu pela primeira vez a criação da Superintendência, e o fim de 2011, quando foi aprovada a Lei nº 12.529, havia o temor de que seria arbitrário e mesmo arriscado conceder a apenas uma pessoa o papel de decidir, num parecer, o destino das grandes fusões. Por causa do poder da Superintendência, o projeto de lei deixou de ser votado por diversas vezes no Congresso.

Agora, passado o primeiro ano com as determinações da nova lei, o que se constata é que a maioria dos casos não necessitou, de fato, de análise dos sete conselheiros do tribunal do Cade. Bastou um parecer para decidi-los. Os conselheiros avocaram apenas um processo dos 250 que receberam pareceres da Superintendência para julgá-lo no tribunal e até nesse caso concluíram que deveria ser aprovado sem a imposição de restrições.

Ao todo, o Cade impôs condições em apenas quatro casos que foram julgados segundo os critérios estabelecidos pela nova lei. Em dois processos que foram julgados na sessão do dia 22 de maio, houve a negociação prévia de condições com as empresas para a aprovação dos negócios: a aquisição da empresa Mach pela Syniverse (da área de telecomunicações) e a associação entre a Ahlstrom e a Munksjö (no setor de papéis especiais). E em outros dois processos, o que se fez foi apenas determinar adequações em cláusulas de não concorrência nos contratos das companhias.

Nos últimos doze meses, o tempo médio de julgamento de fusões simples foi de 19,5 dias. Já nos casos mais complexos, a média saltou para 68,8 dias. O Cade deixou de julgar apenas sete fusões e aquisições por entender que elas não seguiram as condições da nova lei. Um dos grandes desafios do órgão antitruste no período foi se livrar dos processos que tramitavam pela legislação anterior (nº 8.884, de 1994). Como esses casos deram entrada no Cade pelas regras antigas, as empresas podiam fazer a fusão, primeiro, e esperar pelo julgamento. A lei anterior fez com que muitas fusões se tornassem fato consumado, o que dificultou a atuação do Cade. Julgar uma fusão ou aquisição depois de concluída era um desafio adicional. Agora, as fusões só podem ser feitas no mercado com o aval prévio do órgão antitruste, razão pela qual muitas empresas estão fazendo estudos prévios a respeito da viabilidade de aprovação ou não de seus negócios pelo Cade antes de fechá-los.
Fonte: Clipping do Ministério do Planejamento.
Tecnologia Educacional
Cientistas desenvolvem simulador de mídias sociais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs.
04/06/2013 - O poder de difusão e a velocidade de propagação das informações nas mídias sociais têm despertado o interesse de empresas e organizações em realizar ações de comunicação em plataformas como Twitter e Facebook.

Um dos desafios com os quais se deparam ao tomar essa decisão, no entanto, é prever o impacto que as campanhas terão nessas mídias sociais, uma vez que elas apresentam um efeito altamente “viral” – as informações se propagam nelas muito rapidamente e é difícil estimar a repercussão que terão.

“Se antes uma pessoa divulgava uma informação no boca-a-boca para mais três ou quatro pessoas, agora ela possui uma audiência que pode chegar aos milhares de seguidores por meio da internet. Daí a dificuldade de prever o impacto de uma ação em uma mídia social”, disse Claudio Pinhanez, líder do grupo de pesquisa em sistemas de serviços da IBM Research - Brazil – o laboratório brasileiro de pesquisa da empresa norte-americana de tecnologia da informação.

Para tentar encontrar uma resposta a esse desafio, o grupo iniciou um projeto em parceria com pesquisadores do Departamento de Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP) a fim de desenvolver um simulador capaz de prever o impacto das ações de comunicação em mídias sociais com base nos padrões de comportamento dos usuários.

Os primeiros resultados do projeto foram apresentados no início de maio durante o 14th International Workshop on Multi-Agent-Based Simulation, realizado na cidade de Saint Paul, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos e, posteriormente, no Latin American eScience Workshop 2013, que ocorreu nos dias 14 e 15 de maio no Espaço Apas, em São Paulo.

Promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, o segundo evento reuniu pesquisadores e estudantes da Europa, da América do Sul e do Norte, da Ásia e da Oceania para discutir avanços em diversas áreas do conhecimento possibilitados pela melhoria na capacidade de análise de grandes volumes de informações produzidas por projetos de pesquisa.

Segundo Pinhanez, para desenvolver um método inicial para modelar e simular as interações entre os usuários de redes sociais, foram coletadas mensagens publicadas por 25 mil pessoas nas redes no Twitter do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de seu adversário político, Mitt Romney, em outubro de 2012, último mês da recente campanha eleitoral presidencial norte-americana.

Os pesquisadores analisaram o conteúdo das mensagens e o comportamento dos usuários nas redes de Obama e Romney, de modo a identificar padrões de ações, a frequência com que postavam mensagens, se eram mais positivas ou negativas e qual a influência dessas mensagens sobre outros usuários.

Com base nesse conjunto de dados, desenvolveram um modelo de simulação de agentes – um sistema por meio do qual cada usuário avaliado é representado por programas individuais de computador que rodam integrados e ao mesmo tempo – que indica as probabilidades de ação na rede de cada uma dessas pessoas, apontando qual o momento do dia mais provável para publicar uma mensagem positiva ou negativa com base em seu histórico de comportamento.

Uma das constatações nos experimentos com o simulador foi que a retirada dos dez usuários mais engajados nas discussões realizadas no Twitter do presidente teria mais impacto na rede social do que se o próprio Obama fosse excluído.

“Esses resultados são preliminares e ainda não temos como dizer que são válidos, porque o modelo ainda é inicial e muito simples. Servem, contudo, para demonstrar que o modelo é capaz de mostrar situações interessantes e que, quando estiver pronto, será muito útil para testar hipóteses e responder a perguntas do tipo ‘será que a frequência com que o presidente Obama publica uma mensagem afeta sua rede social?’”, disse Pinhanez.

A IBM já possuía um sistema que permite a análise de “sentimento” – como é denominada a classificação do tom de uma mensagem – de grandes volumes de textos em inglês e em fluxo contínuo (em tempo real de informação), que a empresa pretende aprimorar para disponibilizá-la no Brasil.

“Estamos trabalhando para trazer uma série de tecnologias e adaptá-las para a língua portuguesa e à cultura brasileira, uma vez que o Brasil é o segundo país mais engajado em redes sociais no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos”, afirmou Pinhanez.

Desafios

Segundo os pesquisadores, um dos principais desafios para a análise de sentimento de mensagens publicadas nas redes sociais no Brasil é que o português usado nessas novas mídias costuma não seguir as normas cultas da língua portuguesa, e isso não se deve, necessariamente, ao fato de o usuário não dominar o idioma.

“Existem convenções de como se escrever de maneira cool nas redes sociais”, disse Pinhanez. Por causa disso, um dos desafios no Brasil será o de incorporar o novo vocabulário surgido nesses fóruns.

Além disso, os textos são mais curtos e informais do que os publicados em sites de avaliações de filmes, por exemplo, como o do Internet Movie Database, em que os comentários são mais longos, mais bem formatados e rotulados.

“Com base nesse tipo de critério, podemos saber, de antemão, qual o sentimento do texto: se o usuário deu muitas estrelas para o filme é que ele está falando bem. E se deu poucas estrelas é porque sua avaliação foi negativa”, disse Samuel Martins Barbosa Neto, doutorando do IME e participante do projeto.

“A linguagem usada no Twitter é muito mais natural. Há muita expressão e variações de palavras, o que torna muito mais complicada a classificação das mensagens. Às vezes não se tem informação suficiente para assegurar que, de fato, um determinado tweet é positivo ou negativo, uma vez que ele não tem um rótulo que permita compará-lo com outros. Por isso, muitas dessas mensagens precisam ser rotuladas manualmente”, explicou Barbosa Neto.

Outro desafio é extrair dados das redes sociais. No início, o acesso aos dados das mensagens de redes, como o Twitter, era totalmente aberto. Hoje, é limitado. Além disso, o número de informações geradas por redes sociais cresceu exponencialmente, impondo aos pesquisadores o desafio de extrair mostras significativas de grandes volumes de dados para validar suas pesquisas.

“A rede do Obama no Twitter deve ter chegado aos 25 milhões de seguidores. Como podemos apenas extrair uma pequena parte desses dados, o desafio é garantir que eles não sejam enviesados – representando, por exemplo, apenas um nicho de seguidores – para gerar um resultado válido”, explicou Barbosa Neto.

Colaboração de pesquisa

Roberto Marcondes Cesar Junior, professor do IME-USP e orientador do trabalho de doutorado de Barbosa Neto, conta que o projeto de desenvolvimento do simulador de rede social é o primeiro realizado por seu grupo em colaboração com a IBM Research - Brazil.

O grupo do IME trabalha há dez anos no desenvolvimento de projetos de análise de dados usando modelos estatísticos em áreas como Biologia e Medicina, para descobertas de novos genes e de redes gênicas, por exemplo. E, mais recentemente, começou a desenvolver pesquisas para a aplicação de modelos matemáticos em Ciências Sociais.

“Ingressamos nessa área com o intuito de aplicar as mesmas técnicas matemáticas e computacionais em situações em que os dados provêm de alguma atividade humana, especificamente, em vez da ação de um gene ou de uma proteína, por exemplo, e vimos a oportunidade de trabalhar essas técnicas em redes sociais, que, do ponto de vista abstrato, têm muitas semelhanças com uma rede gênica, porque são redes que conectam elementos”, comparou Marcondes Cesar, que é membro da Coordenação Adjunta de Ciências Exatas e Engenharias da FAPESP e coordena o Projeto Temático “Modelos e métodos de e-Science para ciências da vida e agrárias”.

“Enquanto em uma rede gênica os elementos são os genes, que trocam informação bioquímica, em uma rede social os integrantes são os usuários, que trocam mensagens de texto”, disse.

A parceria com a IBM Research - Brazil, segundo Marcondes Cesar, possibilita implementar as ferramentas desenvolvidas na universidade. Para facilitar a realização do projeto, o estudante de doutorado orientado por ele foi contratado como estagiário pela empresa.

“Temos feito muitos projetos em parceria com universidades e instituições de pesquisa. Acreditamos muito em inovação aberta e atuamos bastante dessa forma”, disse Pinhanez.

Segundo Pinhanez, poucos grupos de pesquisa no mundo tentaram desenvolver um simulador de mídias sociais, em grande parte pela dificuldade de se montar uma equipe multidisciplinar de pesquisa.

“Acho que, pela primeira vez, a comunidade científica tem algo parecido com o mapa de quem conhece quem no mundo. É um mapa ainda incompleto, cheio de erros e enviesado, mas o nosso trabalho é uma das primeiras simulações de comportamento de um número tão grande de pessoas”, afirmou. “Antes, quando se fazia isso era, no máximo, com 300 pessoas, e era preciso ficar coletando dados por anos.”

Agência Fapesp
Fonte: Jornal do Brasil - Rio de Janeiro/RJ.
Tecnologia Educacional
Diretor da Microsoft, Steve Batiche mostra como será a casa do futuro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:20 hs.
04/06/2013 - A interatividade total está em contagem regressiva na Microsoft. O ‘Ciência e Tecnologia’ visitou, para o primeiro episódio da nova temporada na GloboNews, a sede da empresa, em Seattle, nos Estados Unidos. O último segredo da tecnologia desenvolvida nos laboratórios da empresa é a chamada “janela mágica” que dará ao computador a habilidade de ver, ouvir e de criar as imagens do que pensamos. O diretor da Microsoft, Steve Batiche, revela que a era dos computadores invisíveis está próxima e que ninguém vai mais precisar ter uma tela à frente.

No começo da década de 1970, a paixão por criar programas de computador juntou dois amigos que resolveram criar uma empresa. Com um trocadilho juntando as palavras microcomputador e software, novidades na época, fundaram a Microsoft. Em um tempo de grandes computadores, Bill Gates e Paul Allen perceberam que o futuro daquelas misteriosas máquinas estava nos programas que eram capazes de rodar. E foi com essa ideia em mente que, em 1980, a empresa garantiu um contrato de exclusividade para fornecer o sistema operacional para os primeiros computadores pessoais da IBM.

A revolução veio com os anos 90. O Windows, da Microsoft, visto por alguns como cópia do rival Macintosh, tornou fácil usar um computador, e a empresa dominou o mercado dos sistemas operacionais. Mas a demora em perceber a revolução da internet fez a Microsoft perder terreno para nomes como Yahoo e Google. Uma competição que ajudou a manter o espírito inovador.

A sede da Microsoft, com um milhão e meio de metros quadrados em Seattle, parece uma cidade universitária. Ao todo, 800 professores com doutorado e pós-dourado trabalham para a empresa, que está investindo para incluir o Brasil no seleto clube de laboratórios tecnológicos.

A tecnologia da interatividade total já está em fase de testes na Microsoft e poderia revolucionar o ensino à distância. Quer transformar a parede da sua casa em uma tela de computador sensível ao toque? Passar páginas, aumentar objetos, como se estivesse diante de um tablet? Essa tecnologia também já está disponível.

Em uma área exclusivíssima da Microsoft, a empresa pensa o futuro. Como vai ser a casa, o local de trabalho, daqui a cinco, dez anos? No mundo dos negócios dos anos 2020, a parede é inteligente - reconhece quem está diante dela e libera as informações conforme o nível de acesso do funcionário. Na cozinha, em vez dos imãs, com as fotos da família, uma grande tela em que está tudo armazenado, inclusive receitas. E que tal ligar para a avó e pedir que ela conte uma estória para o seu filho? Isso é possível na casa do futuro.

As inovações abrem novas portas também para a medicina. Pesquisadores da Microsoft estão desenvolvendo um programa capaz de diagnosticar se a pessoa foi ou não contaminada pela picada do mosquito. Imagina usar um celular para detectar se você contraiu ou não malária. Bastaria tirar uma foto de uma gota de sangue! O programa analisa as células e indica as que estão contaminadas. Depois, com o resultado do exame, é só enviar as imagens para o médico, que indicaria o tratamento. Confira mais detalhes em vídeo.
Fonte: G1 - Rio de Janeiro/RJ.
Tecnologia Educacional
Google incentiva troca de viagens por videoconferência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:33 hs.
04/06/2013 - No filme "Amor sem Escalas", o personagem Ryan Bingham, interpretado por George Clooney, é um consultor especializado em demitir pessoas que passa mais de 300 dias por ano em viagens. Seu alvo é completar 10 milhões de milhas em voos para conquistar um cartão personalizado da companhia aérea, ter seu nome pintado na aeronave e viajar na cabine do piloto - um mérito concedido a pouquíssimas pessoas no mundo. As coisas ficam difíceis para Bingham quando a empresa para a qual ele trabalha decide substituir as viagens por um sistema de videoconferência, a fim de cortar despesas.

Antonio Schuch, do Google: mais tempo voando do que em solo para convencer clientes a trocar avião pelo sistema.

O gaúcho Antonio Schuch é uma versão em carne e osso do personagem. Diretor de negócios empresariais do Google na América Latina, Schuch está entre os poucos viajantes com mais de 10 milhões de milhas acumuladas - e leva na carteira um cartão personalizado da American Airlines. "Vivo dentro do avião, passo mais tempo voando que em solo", diz o executivo. A grande diferença em relação ao cinema é que uma das missões de Schuch é fazer o que Bingham mais teme: convencer as empresas a substituir as viagens por um serviço de videoconferência, no caso o Hangout, do Google.

A adoção do sistema tem crescido de forma "exponencial" na América Latina, diz Schuch, sem citar números. No Brasil, em particular, o crescimento vem aumentando mais que a média global. O Hangout já foi adotado por aproximadamente 5 milhões de companhias no mundo, de acordo com o Google. Por dia, são cerca de 5 mil adições. "Os clientes empresariais são de todos os portes e usam a ferramenta para treinamentos, reuniões de negócios e eventos, entre outros tipos de uso", diz Schuch.

Na América Latina, alguns governos também estão usando a tecnologia. "É uma questão de tempo para que órgãos de governo brasileiros também adotem essa ideia", afirma o executivo.

O serviço de videoconferência do Google tem duas versões, uma gratuita e outra mais sofisticada, para o mercado empresarial. Nessa segunda opção, as companhias pagam uma taxa anual de uso de US$ 65 por pessoa conectada.

Um ponto positivo do sistema, segundo o executivo, é a possibilidade de fazer videoconferência por meio de qualquer dispositivo (computadores, tablets, smartphones) com câmera e conexão à internet. Não há necessidade de instalar equipamentos suplementares ou fazer download de softwares. Uma conexão de 1 megabit por segundo (Mbps) já é suficiente para videoconferências com boa qualidade de imagem e voz, diz o executivo.

O serviço também pode ser usado com outras ferramentas do Google, como agenda, e-mail e compartilhamento de arquivos. "A flexibilidade de poder realizar reuniões de negócios pelo celular, de qualquer lugar, confere uma capacidade de comunicação extraordinária às companhias", afirma Schuch.

A Ancar Ivanhoe Shopping Centers, com mais de 22 empreendimentos no país, adotou o Hangout, do Google, em março do ano passado. Monica Maciel, gerente de marketing corporativo da Ancar Ivanhoe, estima que o uso da ferramenta vai proporcionar uma economia de R$ 1,5 milhão em três anos. "Além do custo menor com viagens e reservas de hotel, há uma redução nos gastos com licenças de softwares e despesas com telefonia", afirma a executiva.

Na Ancar Ivanhoe, o serviço tem sido usado para entrevistas de seleção de emprego, reuniões com executivos e teleconferência com profissionais em diferentes Estados. Monica diz que o maior evento da Ancar Ivanhoe com o uso do Hangout foi uma convenção, em 2012, com apresentações de 40 gerentes e coordenadores de shopping centers e 130 espectadores.

Na companhia, o Hangout está licenciado para 1.136 profissionais. Além do serviço de videoconferência, a Ancar Ivanhoe adotou outros serviços on-line, como programas de processamento de textos, planilhas e mensagens eletrônicas. "Usamos também um serviço de videoconferência para falar com a direção, no Canadá, e usamos um pouco do Skype [da Microsoft], mas a maior parte dos serviços de videoconferência e teleconferência é feita com ferramentas do Google", diz Monica.

A Anhanguera - que em abril anunciou a fusão com a Kroton, tornando-se o maior grupo educacional no país, com 450 mil alunos - usa o Hangout desde o fim de 2010. Luciano Possani, diretor executivo de tecnologia da Anhanguera Educação, diz que a ferramenta foi adotada por aproximadamente 6 mil colaboradores e pela maioria dos alunos. O Hangout é usado para reuniões entre a direção do grupo e as suas 60 unidades no país, aulas de pós-graduação a distância e até defesas de tese de mestrado.

O grupo não tinha uma ferramenta de videoconferência antes do Hangout. A Anhanguera não divulga qual foi a economia obtida com o sistema. "O maior ganho foi de eficiência. Obviamente o grupo hoje está muito mais criterioso para aprovar viagens de funcionários", diz.

Por Cibelle Bouças
Fonte: Valor Econômico, de São Paulo
Tecnologia Educacional
Índios usam mídias sociais para fortalecer voz própria
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
04/06/2013 - Quando, na última quinta-feira, o índio terena Gabriel Oziel morreu baleado em confronto numa ação de reintegração de posse em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, poucos minutos bastaram para que uma batalha se organizasse em outro front.

Índios que presenciaram a morte logo publicaram vídeos e fotos de Oziel no Facebook, acusando a Polícia Federal (PF) pelo ocorrido.

O conteúdo da página Resistência do Povo Terena se espalhou rapidamente por uma extensa rede virtual composta por índios de outras etnias e apoiadores. Horas depois, quando o assunto já era divulgado até no exterior, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, veio a público dizer que a corregedoria da PF investigaria o caso.

A repercussão à morte de Oziel, ocorrida em meio a uma escalada de conflitos que envolvem indígenas brasileiros, expõe como muitos desses povos têm cada vez mais se valido de redes sociais para se articular e divulgar suas bandeiras.

A postura, dizem os grupos, também visa contestar visões preconceituosas ou imparciais sobre os índios propagadas por veículos jornalísticos.

Quem representa os índios?

O advogado terena Luiz Henrique Eloy, de 24 anos, diz que jornais e TVs que cobrem conflitos agrários em Mato Grosso do Sul costumam se posicionar contra os índios.

"Quando nos ouvem, colocam apenas a parte que (lhes) interessa", ele afirma à BBC Brasil.

Eloy diz ainda que muitos jornalistas, em vez de divulgar as opiniões dos índios sobre temas que lhes dizem respeito, costumam tratar a Funai (Fundação Nacional do Índio, órgão subordinado ao Ministério da Justiça), ONGs e o Cimi (Conselho Indigenista Missionário, ligado à Igreja Católica) como representantes legítimos dos indígenas.

Em alguns casos, afirma ele, os veículos vão além e endossam posição frequentemente emitida por fazendeiros, políticos ruralistas e alguns setores do governo: a de que essas organizações manipulam os índios, incitando-os a invadir terras e a acirrar os conflitos.

"É o contrário: muitas vezes a Funai e o Cimi são expulsos de nossas reuniões porque tentam impedir ações, desencorajar retomadas de terras", diz à BBC Brasil o antropólogo guarani-kaiowá Tonico Benites, de 41 anos.

"A iniciativa é sempre do povo, das lideranças. Afinal, quem vai para a guerra, quem vai receber bala são eles".

Redes e ensino

Benites, doutorando em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Eloy, recém-formado em direito por uma faculdade privada de Campo Grande, integram um grupo cada vez maior de índios sul-matogrossenses que têm chegado ao ensino superior e, com isso, ampliado a ressonância das demandas de seus povos.

Segundo Eloy, há hoje cerca de 800 indígenas em cursos de graduação, mestrado e doutorado em universidades de Mato Grosso do Sul. "Temos terena que são doutores em história e agronomia nas nossas retomadas", exemplifica.

Ao entrar na universidade, afirma ele, boa parte desses índios passa a ter acesso frequente à internet e a estender a militância às redes sociais. De volta às aldeias ou a áreas em conflito, usam celulares para postar na internet informações em tempo real. Foi o que ocorreu quando Gabriel Oziel foi alvejado na fazenda Buriti, enquanto a polícia cumpria uma ação de reintegração de posse.

A área, reivindicada pelo ex-deputado estadual Ricardo Bacha (PSDB), foi declarada terra indígena terena em 2010. Em 2012, porém, o Tribunal Regional Federal (TRF) aceitou recurso de Bacha para garantir seu domínio da área, possibilitando a ação policial. Na segunda-feira, uma decisão judicial que dava 48 horas para os índios deixarem a área foi suspensa.

Tonico Benites, que administra no Facebook a página Aty Guasu - nome da tradicional assembleia guarani de Mato Grosso do Sul -, diz que a militância virtual fez com que muitos brasileiros que não sabiam dos conflitos agrários no Estado se posicionassem em favor dos indígenas.

A causa ganhou grande projeção no fim de 2012, quando índios guarani-kaiowá da tekoha (termo em guarani para terra de ocupação tradicional) Pyelito Kue divulgaram um manifesto em que se diziam dispostos a morrer caso tivessem de deixar o local. Milhares de usuários do Facebook então se solidarizaram aos indígenas, adicionando guarani kaiowá a seus nomes.

O manifesto revelou as precárias condições enfrentadas por indígenas em Estados do centro e do Sul do país. Segundo a Funai, embora metade dos índios brasileiros habite essas regiões, apenas 2% das terras indígenas nacionais encontram-se nessas áreas - as 98% restantes estão na Amazônia Legal.

Como a Terra Indígena Buriti, outros milhares de hectares de terras no centro-sul do país estão, há décadas, em processo de demarcação. Parte dos territórios estão à espera de homologação (última etapa do rito burocrático); outros, paralisados por processos judiciais movidos por fazendeiros.

Demarcações

Com forte influência sobre a bancada ruralista no Congresso, a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) pressiona pela suspensão de todas as demarcações no país. A suspensão, diz a organização, deve durar até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue os embargos declaratórios (pedidos de esclarecimento) sobre a decisão da corte referente à demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Na decisão, de 2009, o STF definiu uma série de condições à demarcação, como a proibição de que reservas já homologadas sejam ampliadas. Os ruralistas querem que as condições se estendam a todas as outras demarcações, mas não há consenso entre os membros do STF quanto ao tema. A matéria não tem prazo para ser analisada.

Presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) tem dito que as terras indígenas, que abrigam cerca de 600 mil índios (menos de 1% da população brasileira), somam 12,6% do território nacional. "Terra, portanto, não lhes falta", ela afirmou, em artigo recente.

Nas últimas semanas, o grupo obteve uma vitória quando a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, anunciou que o governo mudaria os procedimentos de demarcação, reduzindo os poderes da Funai. Segundo Gleisi, a fundação, que hoje lidera o processo demarcatório, conduzindo-o com base em estudos antropológicos, passará a dividir a atribuição com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

Num sinal da falta do prestígio da Funai no governo Dilma, a presidente do órgão, Marta Azevedo, não foi convidada para uma reunião que Dilma convocou na última semana para discutir problemas envolvendo indígenas. O encontro contou até com o presidente da Embrapa, estatal de pesquisa agropecuária.

Em outros Estados, indígenas também têm intensificado protestos. Há duas semanas, índios gavião bloqueiam duas rodovias no sudeste do Pará em manifestação contra os serviços de saúde na região. Nesta segunda, índios kaingang ocuparam um escritório do PT em Curitiba e fecharam estradas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

As ações respondem a um pedido da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para que o Ministério da Justiça paralise as demarcações de terra em seu Estado natal, o Paraná, a cujo governo ela deverá concorrer em 2014.

Belo Monte

Desde a semana passada, índios munduruku ocupam o canteiro de Belo Monte e exigem dialogar com o Palácio do Planalto. Habitantes de aldeias à margem do Tapajós, a cerca de 800 km da usina, eles dizem que não foram consultados pelo governo federal sobre planos de construir hidrelétricas naquele rio.

O movimento também tem forte atuação no Facebook, por meio da página Campanha Munduruku.

Após tensa negociação, os índios tiveram seu pleito atendido e viajarão a Brasília para uma reunião na quarta-feira. Não será dessa vez, porém, que Dilma deverá recebê-los. O encontro foi agendado pela Secretaria Geral da Presidência, que deverá ter como principal representante o ministro-chefe da pasta, Gilberto Carvalho.

Desde que tomou posse, em 2011, a presidente não se reuniu nenhuma vez com indígenas.

BBC BRASIL.com
Fonte: Terra - São Paulo/SP.
Tecnologia Educacional
Samsung fabricará primeiro tablet Android com chip da Intel
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 00:04 hs.
04/06/2013 - A Samsung disse, na segunda-feira, que vai usar processadores da Intel para acionar uma nova versão de um dos seus tablets de primeira linha que utilizam o sistema operacional Android.

Sua decisão de começar a usar Intel em um dispositivo Android dá fôlego para a fabricante de chips americana, conforme se apressa para marcar posição no mercado de dispositivos móveis, no qual a princípio a empresa foi lenta para reconhecer e investir. O anúncio da Samsung confirma e relatos da mídia em 30 de maio.

A Samsung usou anteriormente chips projetados com a tecnologia de eficiência energética da empresa britânica ARM Holdings em seus principais dispositivos móveis. A Intel foi dominante na indústria de computadores pessoais por décadas, mas foi devagar em produzir chips que apelavam para os fabricantes de smartphones e tablets, quando o mercado explodiu após o lançamento do iPhone da Apple, em 2007, e do iPad em 2010.

Nesta segunda, Samsung anunciou a terceira geração do seu tablet de 10,1 polegadas, o Galaxy Tab 3 10.1 Foto: Divulgação

A empresa sul-coreana anunciou dois novos tablets na segunda-feira, um tablet de 8 polegadas e o Galaxy Tab 3 de 10,1 polegadas, que usa chips da Intel. O tablet de 10,1 polegadas, que compete com iPad, da Apple, será equipado com processador dual core de 1,6 GHz da Intel e terá a última versão do sistema operacional Android, do Google.

O novo tablet de 10,1 polegadas suporta conexões de rede 3G e 4G e tela terá resolução de 1280 x 800. A Samsung disse que os novos produtos estarão disponíveis globalmente este mês, mas não forneceu detalhes do preço.
Fonte: TERRA
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