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03.12.2012

Hoje, predadores. Amanhã...?

O mercado do ensino superior costuma ser dividido pelos mais afoitos,  em consolidadores e consolidados. O mesmo acontece ou já aconteceu em outros setores da economia.

Ainda nos lembramos da Varig, nossa grande empresa aérea que se transformou (ou foi transformada) em pó. O mesmo aconteceu com bancos (Bamerindus, Nacional) redes de lojas (Arapuan, Garbo, A Exposição) e tantos mais. Atualmente, vemos o setor de imóveis passando por um processo de mudança e consolidação tão forte que a posição de consolidadores para consolidados muda em um piscar de olhos. A Gafisa á pouco tempo atrás  procurava incorporar uma outra gigante do setor: a Cirella. Atualmente, em função no atraso de entrega de obras e, consequente, queda dos níveis de rentabilidade, a situação se inverteu, a  Gafisa esta muito fragilizada e hoje é  alvo da cobiça da Cirella.

Podemos nos perguntar: será que o ensino superior brasileiro esta imune a crises? Ou melhor: será que as empresas educacionais que hoje "estão" consolidadoras "serão" também no futuro? Qual é a performance atual e projetada dessas empresas? Será que posições invertidas como da Cirella e Gafisa podem acontecer com as empresas educacionais? Será que o ciclo de vida das consolidações e inexorável?  E se for assim, quem vai casar com quem?  Será que já existe ou existia alguma delas no olho do furacão de alguma crise?

Creio que todos conhecemos o grupo Apolo, uma empresa de capital aberto, proprietária da Phoenix University, que negocia suas ações na Bolsa de Nova Iorque, ou melhor, negociava. Atualmente, a negociação das ações do grupo estão suspensas e o mesmo esta passando por um processo de investigação.

Bem, onde queremos chegar? Vejam bem: qualquer empresa, de qualquer setor esta sujeita a crises, maiores ou menores. A mesma coisa acontece com instituições com ou sem finalidade lucrativa. Ambas devem entregar resultados e gerar valor para seus "stakeholders" e, dessa forma, se expandir ou consolidar-se (fusões ou aquisições).

Sem resultados, predadores de hoje podem virar pó amanha ou serem condenados a IRRELEVÂNCIA.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria


21.12.2011

A expansão do Ensino Superior e o Desenvolvimento

Não poderiam ser mais felizes os dirigentes do Fórum das IES privadas, ao realizarem no Semesp, o último seminário do ano, com o título acima e com a presença dos representantes do Ministério da Educação e do Ministério da Indústria e Comércio.


Das palestras e debates realizados é importante destacar:
1- Que a expansão do ensino superior deve estar intimamente ajustada ao Plano Brasil Maior, o novo plano de desenvolvimento do País.
2- Que o perfil do profissional a ser formado não se restrinja a competências e habilidades da profissão para o momento atual.
3- Que o "novo profissional" a ser formado seja dotado de outras competências que lhe permitam adaptar-se a um mundo onde a constante é a mudança.
4- Que é fundamental uma mudança radical na metodologia da (re)construção dos Projetos Pedagógico dos Cursos (PPC’s). É preciso visualizar o futuro e conhecer as competências e habilidades necessárias para se adequar ao mercado de trabalho e à própria sociedade. A partir dessa constatação, construir o PPC que leve o aluno ao futuro. Isso significa muito mais que uma mera modificação no projeto atual, ou seja, o futuro exige muito mais que um rearranjo no presente.
5- Que é fundamental adaptar a Cultura das organizações educacionais e seus recursos humanos, especialmente o corpo docente, a essas novas condições.
Creio que vivemos um momento crucial no ensino superior: ou acordamos e nos adaptamos a essa realidade, ou seremos responsáveis pela formação de gerações inadaptadas e envoltas nas brumas do passado. A sociedade e o país exigem um novo modelo de Universidade.


Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

20.12.2011

Mudando o jeito de crescer

Ao investir pesado para adquirir a Unopar - Universidade Norte do Paraná, a Kroton sinaliza sua aposta na Educação a Distância - EaD como forma de crescimento acelerado.


No documento produzido pela CM para o Fórum das Entidades de Ensino Superior Privado, realizado na Bahia, concluímos que o ensino a distância cresceria o dobro nos próximos 5 anos.


Interessante é que as 3 grandes redes de capital aberto, cada uma delas possuindo um fundo controlador (a Kroton tem o Advent, a Anhanguera tem o Pátria e a Estácio tem o GP), estão investindo fortemente no ensino virtual. Isso se explica, não apenas pelo congelamento do crescimento das matrículas presenciais, mas pelo crescimento exponencial da EaD e suas características de preço baixo e acesso conveniente, a qualquer tempo e em qualquer lugar.


Outras IES que conseguiram ler as tendências saíram à frente, adaptaram-se às novas exigências do MEC e estão se aproximando dos cem mil alunos.


Capilaridade, escala, foco no cliente, comunicação adequada: eis as características básicas de um projeto EaD. Mais duas características são indispensáveis: a pedagogia e o modelo do negócio. Se a Educação a Distância é a modalidade que mais cresce, o ensino de pós-graduação lato sensu (a educação continuada ou de adultos, previstas por Peter Drucker) será o segmento de ensino que mais se desenvolverá.


Com a aquisição da Unopar, a Kroton, aumentou sua base de alunos em uma vez e meia, passando de 101.798 para cerca de 263.798 matrículas.


A título de ilustração, se considerarmos apenas os dados do Censo 2010, a Kroton passaria a ter uma participação de mercado de cerca de 6% das matrículas das instituições privadas.


Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

19.12.2011

Um golpe de mestre

O mercado educacional teve neste final de dezembro, mais uma mega negociação: a aquisição da Unopar - Universidade Norte do Paraná, pelo grupo Kroton, por um bilhão e trezentos milhões de reais. Praticamente com um bilhão sendo pagos a vista.

O que faz com que uma IES no interior do estado do Paraná, tenha um valor tão elevado?

Na verdade, o que esta em jogo nessa mega operação é a liderança no mercado da EaD, no qual a Unopar é a primeira colocada.

Em uma só tacada, o grupo Kroton, comandado pelo CEO Rodrigo Galindo assume a ponta quanto à EaD e começa a brigar pelos primeiros lugares no número total de alunos.

Conheço a Unopar desde seus primórdios e a luta e os sonhos do casal Marco Antônio e Elizabeth Lafranchi em instalar uma universidade pioneira no norte do Paraná. Tive o prazer de elaborar esse projeto e acompanhar seu desenvolvimento.

Agora, como parte integrante de um grande grupo internacional, novos voos serão alçados.

No final de 2010, fazendo uma palestra para a Diretoria Executiva de uma grande Universidade brasileira, recebi do seu reitor, a seguinte questão: qual é a grande tendência para o mercado do ensino superior para os próximos anos? Minha resposta foi: a próxima tendência será a consolidação entre iguais, ou seja, entre grandes, é o que observamos em 2011. O crescimento da EaD fez com que surgissem no cenário competitivo IES que, assim como a Unopar, modificaram o equilíbrio ecológico do sistema e que devem estar no radar dos grandes consolidadores. No mesmo Paraná, temos a Facinter, em Santa Catarina temos o grupo Asselvi. Ainda no Paraná, temos o grupo Unipar com sede em Umuarama e 5 campi, e a Cesumar em Maringá.

Creio que o mercado estará bem aquecido neste inicio de 2012. Compradores pagam preço Premium por uma IES com resultados equilibrados e posições estratégicas diferenciadas.

Mais uma vez, quem sai do lugar comum, encontra seus diferenciais e entra no jogo em posição privilegiada. E quem sabe o que quer, escolhe o que adquirir e consegue um design financeiro avançado para fechar um grande negócio.

Pelos números que representam este negócio, não podemos deixar de cumprimentar o grupo vendedor, comandado pela família Lafranchi e o grupo comprador comandado pelo jovem e brilhante Rodrigo Galindo.


Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

14.12.2011

(Re)Construindo a Universidade do futuro

Sempre que pensamos no futuro da Educação, ou no futuro das IES, trabalhamos com visão estratégica, sonhos e cenários e tendências. Na maior parte dos casos, os processos de mudança acabam naufragando, pois as dificuldades de executar as transformações, acabam se tornando obstáculos intransponíveis, pela imensa dificuldade da Academia de sair do status quo e dos docentes de sair de sua zona de conforto.

Ao permitir a manutenção da situação atual, ou pior, de fazer modificações que apenas ofereçam mais do mesmo, a Universidade perde seu poder de competição, a confiança da sociedade e do mercado e pior, decreta a sua falência ou seu ostracismo.

PORQUE NÃO invertermos a proposta e trabalharmos a mudança, primeiro na Operação e depois, no Estratégico??

Será isso possível??

Meu caro amigo, responda essas questões:
1 - é possível trabalharmos mais com Matérias que Disciplinas?
2 - é possível oferecer, apenas uma disciplina/matéria/período?
3 - é possível oferecer 20% da carga horária do curso em AMT/ EAD?
4 - é possível deduzir, nos termos legais, 20% da carga horária para AC/ES?
5 - é possível oferecer apenas 3 aulas/dia?
6 - é possível eliminar as aulas do sábado?
7 - é possível oferecer cada 3 aulas/dia como um micro projeto e nele criar avaliação Própria?
8 - é possível que sua equipe execute a tempo e hora as 7 questões acima?

Se a resposta, for SIM, para os 8 quesitos acima, parabéns! Seja bem vindo ao mundo da Educação e da Universidade do futuro. Você e sua equipe estão preparados para vencer nesse novo mundo repleto de novas OPORTUNIDADES.

Se houver resposta NÃO para apenas um ou mais quesitos, tome cuidado! Sua organização esta se transformando em uma INIMIGA da mudança e seu destino trágico esta sendo delineado. As AMEAÇAS surgirão de todos os lados.

Lembre-se: as mudanças não pedem licença para chegar. Elas estão no seu campus, na sala de aula, na diretoria, enfim, em todo lugar. Prepare-se para mudar, antes que o seu concorrente o faca. Se a sua Universidade não mudar, estará trabalhando para outros que estão se transformando.

O que você pretende ser? Uma “Vaca Sagrada”, ou uma “Vaca Roxa”? Uma organização refratária à mudança, ou uma proposta diferenciada e exclusiva?

Mande sua contribuição e vamos continuar no assunto!!??

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

12.12.2011

As IES gerenciando por Resultados. ( 1 )

O que são as organizações? Quais são as variáveis críticas?

Como gerir e desenvolver organizações na busca do Sucesso e da Excelência?

Como gerir e desenvolver organizações em tempos de elevadas transformações, turbulências e competição?

Como promover nas organizações um processo ordenado para o contínuo aprendizado e adaptação ao externo e ao futuro? - daí, para mapear, proteger/reforçar, e desenvolver competências!
O mundo organizacional esta vivendo quatro grandes revoluções:

1- a comunicação
2- a computação
3- a globalização
4- a gestão

São essas quatro revoluções as responsáveis por oferecer às organizações, os três maiores desafios para fazer sucesso no século XXI: a competitividade, a empregabilidade e as crenças e valores.
Para vencer esses desafios, as empresas, com ou sem fins lucrativos, precisam desenvolver um novo modelo de gestão baseada nos pilares:

1- a novo filosofia de gestão.
2- gestão da qualidade.
3- processo para a excelência.

A nova filosofia institucional é representada pela soma dos conceitos: empresariar + empreender + educar. Essa nova filosofia se sustenta em dois parâmetros:
-uma obsessão por resultados, e
-uma profunda convicção no potencial e na motivação das pessoas para empreender e buscar o sucesso.

E o que deve uma IES fazer para produzir resultados? Ela deve:

- ter foco nos resultados desejados;
- ter foco na filosofia empresarial;
- ter foco nas pessoas; e
- ter foco nos processos.

Quem produz resultados na IES? Note bem: resultados são produzidos por PESSOAS. O grau de excelência das pessoas define o grau de excelência do ensino.
Por fim, pessoas utilizam processos para produzir resultados.

Processos estão voltados para compreender o mercado, os clientes, para desenvolver soluções, Reimaginar, obter recursos e organizar o ensino, a pesquisa e a extensão.

Leia amanhã a segunda parte deste artigo.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

10.12.2011

Marketing Educacional é muito importante...

Um dos instrumentos da Gestão Universitária Moderna, de maior relevância é o Marketing.

À medida que o mercado se tornou favorável ao comprador, que cursos e programas se tornaram comodities, que surgiu a padronização e a economia de escala e a consequente busca da diferenciação, enfim quando as IES começaram a se preocupar com a possibilidade de não preencher suas vagas, os gestores começaram a perceber que o simples anúncio no jornal, ou os "outdoors" ou a novela das oito, não eram suficientes para chamar a atenção de um número suficiente de candidatos. Em outras palavras: fazer apenas Propaganda, não era mais suficiente. O "Ciclo de Ouro" havia terminado e em seu lugar surge o"Ciclo da Escassez".

Novas medidas deveriam ser tomadas para definir formas mais seguras de segmentar o mercado, de conhecer as características e o perfil do estudante e o quanto ele poderia pagar. Questões como foco, posicionamento, relacionamento, preço e valor, serviços e garantias, o curso como produto ampliado, o valor da marca, o aluno-cliente e o Marketing interno ou endomarketing. O planejamento de marketing começa a ser trabalhado enquanto as IES aprendem a se adaptar às forcas externas que surgem fora das organizações. IES mais avançadas começam a organizar equipes de vendas. Participação de mercado (Marketing Share), na mente (Share of Mind) ou nos corações (Share of Heart) são conceitos novos que começam a ser utilizados. A Internet se expande e traz consigo o conceito de Redes Sociais, e novos desafios para o velho e bom Marketig continuam a surgir.

No Brasil o Marketing, cada vez mais estratégico, começa a encarnar a própria filosofia de qualidade institucional. Atualmente já observamos em organogramas mais avançados a posição de destaque e importância que se dá ao Marketing. Em nosso país, há que se fazer destaque ao grande pioneiro na área: o Prof. Gabriel Mário Rodrigues, fundador e Reitor da Universidade Anhembi Morumbi e Presidente da ABMES. Altamente inovador com um raciocínio mercadológico e estratégico brilhante, Prof. Gabriel é uma escola para todos nós. É o Philip Kotler brasileiro.

Por fim, chega de comparações: Marketing não é Vendas, Marketing não é Propaganda, nem Preço, nem Produto, nem Imagem Institucional, mas cada um desses itens são parte componente do Marketing Mix. As ferramentas criadas pela Internet são importantes e atuais, mas dependem de todo o trabalho anterior do Marketing.

Marketing Estratégico, de Relacionamento, de Patrocínio, de Causas Sociais, Esportivo, Holístico, enfim, o Marketing depois de muita luta, de muita perseguição e desprezo assumiu o lugar de destaque que merece na gestão universitária e nem podemos sequer discutir sua substituição por qualquer novidade que, aliás, lhe são dependentes.

Lembre-se: o Marketing é importante demais para ser substituído por algum de seus componentes, por mais sofisticados e caros que sejam.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

09.12.2011

Ranking Brasil: 10 maiores X 10 melhores

A CM Consultoria postou em seu site diversas classificações de cursos e IES, com base nos dados do Censo 2010 e nos resultados do IGC.

Temos assim a classificação das maiores IES, por número de alunos e seus respectivos IGCs:

 



Da mesma forma, se classificarmos as IES pelo IGC, teremos o seguinte ranking:

 



Quais conclusões podemos tirar desse rankeamento? Vejamos:
1 - o EaD começa a fazer a diferença para a classificação das maiores. Oito das maiores universidades privadas, mostram crescimento acelerado desse modelo;
2 - a média do IGC das 10 maiores é três, ou seja, as "grandes" têm portfólio de cursos diversificado e trabalham no limite mínimo do conceito de qualidade. Apenas a Ulbra obteve conceito 4, enquanto a Uniban obteve o pior conceito (2,0);
3 - as IES particulares com IGC 5,0 são todas faculdades isoladas e têm portfólio enxuto e especializado (nichos); todas têm classificação no grupo de Excelência e praticam preços bem acima da média nacional;
4 - das 10 melhores, 5 pertencem ao grupo FGV;
5 - a diferença entre o número de alunos das "grandes"e das "melhores" é impressionante. A questão: qual é o conceito de "bom produto"? Qual produto é melhor? O massificado (modelo das grandes) ou o de nicho? Creio que tudo depende!

O modelo especializado é fundamental para a formação de profissionais de ponta. Mas o que seria de nosso país sem o crescimento da formação de mão de obra superior padronizada?

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria


 

08.12.2011

A parceria MEC e Ensino Privado

No dia 6 de dezembro foi realizado o tradicional jantar de confraternização da ANUP, com a presença dos associados, convidados, políticos ligados ao setor da educação e autoridades educacionais. Dentre estas, a presença de destaque foi do sempre simpático Secretário do Ensino Superior, Prof. Luís Cláudio Costa.

Em seu discurso, a autoridade maior da SESU, enfatizou, mais uma vez, a importância da iniciativa privada para que o país alcançasse os 6,3 milhões de matrículas. Destacou também, mais uma vez, que o crescimento da educação no Brasil, depende da soma dos esforços entre a universidade pública e a universidade privada e conclamou o setor particular a estreitar cada vez mais a parceria com o MEC.

Creio que este é o ponto vital a ser discutido. Parceria pode ser representada por uma avenida de mão dupla na qual se definem direitos e obrigações EQUILIBRADAS entre as duas partes. Não é o que está ocorrendo e na verdade jamais ocorreu.

Acredito nas boas intenções do Prof. Luís Cláudio, vejo em sua postura uma disposição positiva em relação ao ensino privado, e reconheço diversas mudanças acontecidas a partir de sua abertura ao diálogo. Mas...., entre o discurso e a realidade do Ministério, existe uma diferença abismal. Igualdade de tratamento e de representatividade inexistem.

A subversão à hierarquia das leis é uma constante (a novidade atual é legislar por Notas Técnicas). O preconceito e o ranço aparecem em comissões, em declarações e entrevistas e no caráter punitivo das avaliações. Além disso, o festival de letrinhas que assola o país (saudades do Stanislau) transformou o SINAES em coadjuvante de um sistema cada vez mais regulatório.

O Brasil precisa alcançar pelo menos 30% dos jovens na faixa dos 18 aos 24 anos? O ensino privado será o grande responsável. O Brasil precisa alcançar 10 milhões de matrículas, de acordo com o II PNE? O segmento privado será o responsável. O Brasil precisa melhorar a produtividade da mão de obra? O ensinado privado será o responsável.

Enfim, creio que é chegado o momento do segmento ter orgulho da sua grandeza e a consciência da sua importância para construir o futuro de nosso país, assumindo de vez a ALTIVEZ própria de quem conhece o seu verdadeiro valor.

Do MEC se espera ardentemente, que o exemplo do Prof. Luís Cláudio se dissemine e efetivamente a iniciativa privada deixe de ser tratada como o "patinho feio" do setor.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria


07.12.2011

O conceito de Valor e o Trabalho a ser feito

Para enterdermos o aluno como cliente e entregar valor que seja percebido por ele como tal, devemos refletir sobre uma questão fundamental: quando o aluno se matricula em uma IES, o que realmente quer? Será que e apenas um diploma? Ou passar de ano? Ou ainda cumprir a obrigação com os pais?
 
Na verdade, nenhuma dessas opções é verdadeira nos tempos atuais. A questão hoje deve ser colocada em outros termos: - quando o aluno contrata uma IES, ele o faz para que ela realize qual tarefa para ele? Ser um médico competente? Ser aprovado no Exame da OAB? Ser promovido na Empresa? Ter empregabilidade?
A teoria do Trabalho a ser feito, ou "Job to be done", foi desenvolvida pelo professor Clayton Christensen, da Universidade de Harvard, considerado o guru da inovação disruptiva. Esta teoria, segundo o autor pode ser usada para qualquer tipo de produtos ou serviços. Desde um simples milk shake, até miniusinas de aço, passando por sistemas de saúde ou Universidades e Escolas.

Penso que uma IES, ao definir seu Posicionamento Estratégico, deve encontrar respostas claras, para duas questões essenciais:
a - quem são seus clientes?
b - para que trabalho o cliente quer nos contratar?

Se a Segmentação é um desafio forte, imagine o quanto é complexo o raciocínio de descobrir, seja na mente, nos hábitos ou atitudes do cliente ou prospect, o que ele realmente quer.

Será que vale a pena todo esse esforço? Sem dúvida! Se valor só tem esse nome quando é percebido pelo cliente. Saber o que ele realmente quer é o caminho não apenas para atender, mas para surpreendê-lo e assim gerar fidelização.

Lembre- se: uma IES é um tipo especial de empresa, mas é uma empresa. Tenha ou não finalidade lucrativa, deverá entregar resultados para alcançar seus objetivos maiores.

E, por fim, cabe recordar que alcançar resultados ou bater metas, como diz o professor Falconi, depende sempre do cliente satisfeito.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

06.12.2011

O desafio de entregar Valor

O ensino superior brasileiro tem hoje um cenário baseado em 4 pilares: Concorrência fortíssima, estabelecida em diferentes tipos de IES e diferentes modelos de negócio; Comoditização acentuada, fazendo com que se ofereça cada vez mais do mesmo e isso significa cursos iguais, igual modelo de gestão e planos de expansão com programas e cursos, cada vez mais iguais; a Concentração é o terceiro pilar e isso significa muitas matrículas em poucas IES e/ou cursos e, por fim, o último pilar, o fenômeno da Consolidação do setor. Isso significa a formação de grandes redes, a chegada do capital estrangeiro e novos players oriundos do mercado financeiro, a abertura do capital e a organização de empresas educacionais com fins lucrativos.

Surgem novos modelos de gestão e planejamento. Redução de custos e economia de escala são as palavras de ordem. A "guerra pelo cliente" torna-se cada vez mais forte. Consolidadores e Consolidados: parece não existir uma terceira via. Será??

O que devem fazer as IES que não querem ou não podem ser consolidadoras ou não aceitam ser consolidadas?

Existe uma palavra mágica no mundo dos negócios: Valor!!

Não se deixe seduzir pela guerra de preços ou de descontos. Aprenda a produzir, oferecer e entregar. Não copie o modelo das "grandes". Este por melhor que seja só serve para elas.

Mas, sempre existe um mas, é preciso entender a diferença entre oferecer valor e o valor percebido. Valor não percebido não é valor, principalmente em um mundo em que o cliente sempre tem razão.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

06.12.2011

Análise crítica do ensino superior: A evolução das

Ontem, a ABMES realizou seu último seminário de 2011 e o tema foi a discussão do Censo do Ensino Superior. De todas as variáveis discutidas, o que mais chama a atenção é a questão do crescimento.

O que efetivamente vem ocorrendo com o setor? O mercado está realmente dando sinais de saturação?
Sempre que se discutiu o assunto, os analistas consideravam 2 variáveis: os bacharelados e as licenciaturas e o ensino presencial. Desde o inicio do século XXI e principalmente, nos últimos 5 anos, dois novos modelos foram agregados à análise: o ensino tecnológico e o EaD.
 
Da mesma forma que vimos alertando desde 2007, as conclusões do encontro levam às seguintes constatações:
1- O ensino presencial tradicional está estagnado;
2- Os cursos superiores de tecnologia passam por crescimento acelerado e por reconhecimento do mercado;
3- o EaD cresce exponencialmente.

De acordo com a análise do Censo dos últimos 5 anos conclui-se que o ensino superior continua em processo de crescimento, mas a partir de novos tipos de cursos e metodologias, e por que não ocorre expansão do ensino público?

Existe mercado para continuar crescendo? Sem duvida!  Vejam bem: apenas na faixa dos 25 a 39 anos são 20 milhões de pessoas que concluíram o ensino médio e não estão no ensino superior; 2,5 milhões, anualmente, concluem o ensino médio e menos da metade se matriculam na universidade.

Portanto, mercado potencial existe. Vagas ociosas existem. Se trabalharmos melhor a questão do financiamento e entregarmos Valor que seja percebido pela sociedade, sem dúvida alguma o Brasil caminhará para seu grande destino, sem apagões de talentos e aumentando o nível de escolaridade da mão de obra.


Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

02.11.2011

Brilho nos olhos

Olá amigos,

Hoje estamos iniciando uma nova forma de relacionamento com Você. Este "blog" pretende ser um novo ponto de encontro para discussão de ideias e experiências para pessoas como Você e Eu, que são apaixonados por Ensino Superior. Iremos sempre apresentar uma temática diferente e contamos com seu retorno para que O Valor Agregado seja notável.

O tema de hoje trata de pessoas. Qual o valor do talento para a construção de diferenciais competitivos sustentáveis? É um valor imenso, não e verdade? Pessoas talentosas no lugar certo fazem tanta diferença, que passaram a ser tratadas como o verdadeiro diferencial competitivo.

Pessoas certas, no lugar certo, motivadas e comprometidas com a IES: como reconhece- las? É fácil: olhe nos olhos das pessoas e percebam, se quando elas falam da instituição, uma luminosidade quase que acende o olhar do seu interlocutor.

Bernardo Rezende, o Bernardinho, o grande treinador de vôlei e brilhante palestrante, tem uma forma infalível de perceber se sua equipes serão vencedoras. Diz ele: quando entro no vestiário, procuro encontrar o olhar dos jogadores, quando percebo que há um brilho no olhar e um punhal entre os dentes de cada jogador, sei que sairemos vencedores (o que não deve estar acontecendo neste campeonato). Qual o significado dessa afirmação? O que isso realmente traduz?

Amor talvez seja a palavra mágica para que pessoas talentosas façam, efetivamente, a diferença.

Olhe nos olhos dos membros da sua equipe, ou dos funcionários da sua escola, ou de seus professores. O que você percebe? Gana, garra, disposição, comprometimento, vontade de ser diferente, para fazer a diferença? Ou será que você tem pessoas derrotadas, ou pessimistas, ou descomprometidas?

Na sociedade do conhecimento, vivemos o mundo das emoções. Um mundo caracterizado pela criatividade, pelas experiências e por alto nível de relacionamento interpessoal.

Hoje mesmo, aqui em Foz de Iguaçu, assisti uma palestra em que o orador demonstrava cabalmente o seu alto grau de comprometimento com a IES na qual trabalha.

E você? Tem brilho no olhar? E sua equipe? Como manter acesa essa chama? Como recupera-la? De que forma podemos construir uma relação de amor?

Lembre-se: se você quiser que seus funcionários e professores tratem bem seus alunos, coloque- os em primeiro lugar e os trate da maneira que você gostaria que eles tratassem seus clientes.

Carlos A. Monteiro
CM Consultoria

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